Maquiagem e saúde dos olhos: conheça os principais cuidados Maquiagem e saúde dos olhos: conheça os principais cuidados

Sombra, base, rímel e pó compacto são apenas alguns exemplos de produtos que estão presentes no dia a dia de muitas pessoas, principalmente das mulheres. Apesar de todos os benefícios que esses itens oferecem, como o aumento da autoestima e a expressão da personalidade, é preciso ter cuidado e entender a relação entre maquiagem e saúde dos olhos.

Os olhos são órgãos bem sensíveis e contam com diversas estruturas que podem ser impactadas pelos produtos que são aplicados ao redor deles. Um exemplo disso é a blefarite, uma inflamação que ocorre na pálpebra e pode ser causada pelo excesso de maquiagem.

Por esse motivo, saber mais sobre o impacto da maquiagem na saúde dos olhos é essencial para quem deseja ter mais autoestima e não ter nenhum desconforto por causa disso. Pensando em ajudar você nisso, criamos esse artigo que traz os cuidados que devem ser tomados na hora de se maquiar. Continue lendo e confira.

Principais cuidados relacionados a maquiagem e saúde dos olhos

A maquiagem e a saúde dos olhos está diretamente relacionada. Por meio do uso de produtos inadequados, pode-se ter diversos problemas oculares, como:

Para evitar tudo isso, é preciso ter alguns cuidados na hora de comprar, aplicar e retirar os produtos da pele. Confira quais são os principais.

Verifique a qualidade dos produtos

Independente de você usar maquiagem diariamente ou apenas em algumas situações, é de extrema importância investir em produtos que tenham qualidade, o que evitará alergias, inflamações e outros problemas.

Atualmente, o mercado de cosméticos tem disponibilizado um leque bastante variado de produtos para a beleza, mas é de suma importância que você saiba escolher o melhor.

Isso porque o uso de produtos de baixa qualidade afeta a saúde da sua pele e principalmente dos olhos. Por esse motivo, verifique se os itens têm o selo do INMETRO, são aprovados pela ANVISA e contam com boas avaliações na internet. Uma boa ideia é escolher marcas que já são conhecidas no mercado e têm boa reputação.

Tente, ao máximo, evitar as marcas desconhecidas que têm um preço muito abaixo do mercado. Essas maquiagens, normalmente, fazem mal a saúde dos olhos.

Compre produtos no prazo de validade

Outro cuidado relativo à maquiagem e saúde dos olhos é cuidar com o prazo de validade dos produtos. Assim como você olha a data de vencimento dos seus alimentos quando vai ao mercado, é preciso fazer o mesmo com os cosméticos.

Caso já esteja vencido, não compre, uma vez que os compostos podem causar danos nos olhos, como inflamações, alergias ou até mesmo infecções. O mesmo vale para produtos que estão próximos da sua data de validade, uma vez que, de forma geral, as maquiagens tendem a durar bastante tempo.

Por isso, tente comprar os itens que foram fabricados mais recentemente, o que evitará problemas. Além disso, ao expirar, não o utilize mais e descarte o produto.

Faça a limpeza correta dos olhos pós-maquiagem

Atire a primeira pedra quem nunca dormiu maquiada ou fez uma limpeza sem se importar se seria bem-feita? Esse hábito, apesar de ser muito comum, não é nem um pouco benéfico para a saúde da sua pele e olhos.

Os motivos são bastante óbvios, pois tanto a remoção mal feita quanto a falta dela impede a respiração da derme. Essa ação gera como reação o aumento da oleosidade e a perda do brilho e viscosidade da face, contribuindo com o envelhecimento precoce. Nos olhos, essa falta de cuidado provoca irritação e dermatites.

Por isso, é fundamental que você faça a remoção completa da maquiagem antes de dormir, com o auxílio de um bom demaquilante. A limpeza consiste em fazer movimentos circulares e suaves sobre a face e enxaguar com água em abundância. Lembrando de utilizar sabonetes neutros e hidratar a pele após a limpeza.

Vale ressaltar que as dicas de comprar produtos de qualidade e dentro da validade também valem para os demaquilantes. Usar marcas de má qualidade pode causar ardência nos olhos ou o aparecimento de lesões na pálpebra.

Não compartilhe seus produtos de maquiagem com outras pessoas

Outro cuidado relacionado ao uso de maquiagem e a saúde dos olhos é evitar compartilhar os produtos e os pinceis ou esponjas utilizadas. Isso se dá porque doenças como herpes e conjuntivite são facilmente transmitidas durante o compartilhamento dos itens, além de aumentar as chances de ocorrer outros tipos de infecções bacterianas.

Saiba mais sobre a conjuntivite, seus sintomas e principais formas de prevenir esse problema na nossa live completa sobre o tema.

Por esse motivo, os produtos de maquiagem são considerados de uso pessoal. Logo, não é aconselhável compartilhar esses itens com outras pessoas. Caso você queira solicitar o serviço de um maquiador profissional, por exemplo, procure saber se é possível utilizar o seu próprio kit.

E se você for se maquiar na casa de uma amiga, por exemplo, opte por levar suas próprias maquiagens, pinceis, esponjas e tudo mais que precisar. São pequenos cuidados que fazem toda a diferença.

Sabemos que esse recurso faz parte da rotina da maioria das mulheres, por isso, os cuidados com a maquiagem e a saúde dos olhos devem andar sempre de mãos dadas. Logo, se torna essencial colocar em prática todas essas dicas para evitar problemas.

Ainda tem alguma dúvida sobre o assunto? Então, entre em contato conosco e converse com um especialista em saúde ocular.

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Injeção intravítrea: saiba mais sobre esse tratamento Injeção intravítrea: saiba mais sobre esse tratamento

Injeção intravítrea: saiba mais sobre esse tratamento

Os avanços na área da oftalmologia permitiram a melhora e a devolução da visão para diversas pessoas. Um desses avanços é o uso da injeção intravítrea, utilizada para o tratamento de diferentes doenças que afetam a retina.

Essa técnica revolucionou o tratamento oftalmológico e ajuda a salvar a visão de milhares de pacientes no mundo todo. Apesar de parecer dolorosa e complicada, ela gera pouco desconforto e é bastante segura.

Ficou interessado no assunto? Então leia este artigo que elaboramos para explicar como funciona a injeção intravítrea e como ela é utilizada no tratamento de doenças oculares. Continue a leitura e confira!

O que é a injeção intravítrea de antiangiogênico?

A injeção intravítrea é uma técnica que, assim como nome sugere, faz a aplicação de uma medicação diretamente no vítreo, estrutura gelatinosa e viscosa localizada na região interna e posterior do olho. Essa parte do olho, com o passar dos anos, sofre mudanças, o que pode causar doenças e levar à perda da visão.

Com essa técnica, diversos medicamentos podem ser injetados nessa parte profunda do olho, como:

Desses, os mais utilizados para o tratamento de problemas da retina são os antiangiogênicos e os corticoides. Esses dois medicamentos são indicados para controlar doenças que levam ao edema ou a hemorragia da mácula, a região central da retina.

Como a injeção intravítrea é feita?

Independentemente do tipo de medicamento utilizado, o procedimento é o mesmo. Ele dura poucos minutos, bastando o paciente chegar ao hospital ou clínica entre 30 e 60 minutos de antecedência, para fazer a dilatação da pupila e a aplicação de colírio anestésico, o que evita desconfortos durante a injeção intravítrea.

Não é necessário usar a anestesia geral, apenas local (gel ou colírio). Em seguida, o médico realiza a aplicação, de forma rápida e indolor.

Nos primeiros dias, não é indicado nenhum tipo de repouso, mas é importante limitar as atividades cotidianas para permitir a recuperação. Antes mesmo de 30 dias, o paciente já poderá retornar a sua rotina regular, inclusive a prática de exercícios físicos mais intensos.

Vale ressaltar que a injeção intravítrea é indicada para muitos casos, mas conta com uma contraindicação: a presença de infecção ocular. Quando há infecção, é preciso tratar essa condição antes da realização do procedimento.

Quais doenças são tratadas pela injeção intravítrea?

Diversas doenças podem se beneficiar com o tratamento por meio da injeção intravítrea, especialmente quando se utiliza antiangiogênicos, medicamentos que impedem a formação de novos vasos. A seguir, listamos as mais comuns e com maior importância terapêutica:

Degeneração macular relacionada à idade

É uma doença que causa lesão e desgaste de uma pequena área da retina, chamada mácula, responsável pela visão de detalhes. Nesta doença são formados neovasos abaixo da retina, causando embaçamento visual e a percepção de manchas escuras no centro da visão.

A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) afeta cerca de 3 milhões de pessoas só no Brasil, sendo bastante comum em indivíduos com idade superior a 55 anos. Ela pode evoluir aos poucos, com o paciente convivendo com o problema por anos sem ter conhecimento e buscar tratamento.

Em cerca de 90% dos casos ocorre a forma seca ou atrófica, menos grave e provocada pelo envelhecimento natural. Já a forma úmida é menos comum, porém mais grave se não for tratada. Por isso, é fundamental fazer o diagnóstico o mais rápido possível, o que é possível por meio de visitas regulares ao oftalmologista.

Retinopatia diabética

A retinopatia diabética é uma complicação do diabetes. Se essa doença não for devidamente tratada, a concentração muito alta de glicose no sangue pode alterar a permeabilidade dos vasos sanguíneos da retina. Caso eles se rompam, o sangue e o fluído podem dificultar a visão, levando até à cegueira.

Os sintomas mais comuns de retinopatia diabética são: visão turva, distorcida, com manchas e a perda progressiva da acuidade visual ou mesmo o descolamento da retina. 

Eles só aparecem no estágio mais avançado da doença, podendo o paciente viver muito tempo sem saber da existência do problema. Por isso, é fundamental que a pessoa com diabetes procure um oftalmologista regularmente.

É indicado, também, que pacientes com propensão ao desenvolvimento de diabetes façam esse acompanhamento com um profissional, uma vez que a doença pode se desenvolver sem apresentar nenhum sintoma e, ao ser descoberta, já ter prejudicado a saúde ocular.

A doença não tem cura, mas pode ser retardada ou ter os sintomas reduzidos com alguns tratamentos, como:

Edema macular diabético

O edema macular diabético pode ser considerado uma complicação da retinopatia diabética. Se o diabetes não for tratado, há probabilidade de provocar a retinopatia e evoluir para o edema. Além disso, é possível ser agravado por outras comorbidades, como o colesterol alto e a hipertensão arterial.

No início, também não apresenta sintomas. Posteriormente, a pessoa pode enxergar imagens distorcidas, borradas e ter mais dificuldade em distinguir cores, bem como perda da visão central. Seu diagnóstico é feito com o exame de mapeamento de retina e o OCT.

Essa complicação frisa ainda mais a importância de pacientes diabéticos realizarem check-ups regulares e ficarem atentos ao aparecimento de qualquer sintoma que podem ser um sinal de problema ocular.

Oclusão de veia da retina

Ao se formar um coágulo/trombo, uma veia da retina pode se romper, provocando hemorragia ou a formação de edema. Não se sabe exatamente por que isso acontece, mas alguns fatores aumentam o risco, como:

Antes da oclusão, a veia afetada não apresenta nenhum sintoma. Quando ela acontece, a visão tende a ficar embaçada, com a formação de uma mancha escurecida. Em geral, é um quadro dramático, com uma possível perda súbita de visão.

Se não for tratada, a oclusão de veia da retina tende a evoluir para uma isquemia, glaucoma (neovascular) e até descolamento da retina, problemas que podem causar a perda de visão repentina. Por isso que é tão importante fazer exames de rotina e tratar os fatores de risco.

Quais os tipos de medicamentos antiangiogênicos?

As injeções intravítreas foram usadas pela primeira vez no início do século XX e logo começaram a ser utilizadas em diversos procedimentos. No entanto, foi a criação dos medicamentos atuais que possibilitaram as técnicas utilizadas nos dias de hoje. Eles foram desenvolvidos com tecnologias modernas, por laboratórios de ponta.

Os medicamentos antiangiogênicos são bloqueadores do fator natural responsável pela formação dos vasos sanguíneos, chamados de fator de crescimento vascular endotelial (VEGF). Por essa razão, também podem ser chamados de anti-VEGF.

Quando age de forma desenfreada, devido a uma doença ou anomalia, pode provocar a perda da visão. Isso porque estes novos vasos são finos, frágeis e mais suscetíveis a sangramentos. Assim, os medicamentos aplicados com as injeções intravítreas impedem que novos vasos sejam formados, como acontece nas doenças da retina mencionadas anteriormente.

A formação desses vasos pode ser identificada por meio do exame de fundo de olho. Como não apresentam sintomas nos estágios iniciais, é importante que pessoas acima dos 55 anos ou pacientes com diabetes façam consultas regulares ao oftalmologista. As injeções são mais eficazes se o problema for descoberto precocemente.

Medicamentos mais utilizados no Brasil

Os antiangiogênicos mais utilizados na injeção intravítrea são os medicamentos bevacizumabe e ranibizumabe com anticorpos monoclonais, capazes de bloquear a ação do VEGF. A molécula do bevacizumabe é mais antiga, desenvolvida há algum tempo para tratar diversos tipos de tumores, particularmente os de intestino.

O medicamento impede a formação dos vasos responsáveis pela nutrição do tumor, evitando o crescimento e o avanço da doença. Só no início de 2000, é que foram realizados experimentos para seu uso também dentro do olho.

Já o ranibizumabe é um medicamento um pouco mais moderno, cuja aplicação é mais recomendada para o tratamento de doenças da retina, sobretudo a DMRI úmida.

Além desses dois medicamentos, também existe o aflibercepte, uma molécula desenvolvida especialmente para o tratamento das doenças da retina.

Esses 3 medicamentos são compostos por anticorpos e proteínas específicas que se ligam a outras, responsáveis pelo VEGF. Essas estruturas são desnaturadas, ou seja, perdem sua função inicial. Desta maneira, não são formados novos vasos e os existentes começam a secar.

Veja a seguir mais informações sobre os principais medicamentos utilizados na injeção intravítrea.

Bevacizumabe (Avastin®)

Foi inicialmente aprovado pela FDA (órgão americano regulador para liberação de medicações) para o tratamento do câncer colorretal metastático. No Brasil, obteve autorização da ANVISA para o tratamento de DMRI em 2016.

Trata-se de um anticorpo monoclonal, ou seja, produzido por um único clone de apenas 1 linfócito B parental, clonado e perpetuado, resultando sempre no mesmo anticorpo que responde a um agente patogênico. Tem como função bloquear o fator de crescimento VEGF-A, que corresponde ao fator de crescimento endotelial vascular “A”.

O tratamento de doenças da retina com esse medicamento tem se mostrado eficaz, com capacidade de reduzir a perda visual e, em alguns casos, melhorar a visão dependendo do tipo de doença, gravidade e duração dos sintomas.

A aplicação do medicamento é realizada por injeções intraoculares para o tratamento de diversas doenças, como:

Dependendo da gravidade da doença, as aplicações devem ser repetidas a cada 30 dias.

Ranibizumabe (Lucentis®)

Trata-se de um medicamento com a mesma origem e atividade biológica do citado anteriormente, o Bevacizumabe, que bloqueia o “VEGF-A”.

Após estudos clínicos com mais de 1.300 pacientes controlados que demonstraram a segurança e eficácia, foi aprovado pelo FDA para o tratamento de DMRI úmida (ou exsudativa) e para edema macular secundário a oclusões venosas da retina.

O tratamento é efetuado com injeções a cada 30 dias durante um ano ou 3 injeções sequentes, com as demais em intervalos de acordo com a resposta do estado clínico. Em alguns casos, aplicações alternadas com menos injeções podem ser realizadas a critério médico.

O medicamento também é utilizado para o tratamento de edema macular proveniente de oclusão da veia central e do ramo venoso da retina. Para esses casos, o tratamento, em geral, é efetuado com injeções mensais por 6 meses.

O Ranibizumabe tem sido utilizado ainda, para tratar outras doenças oculares como:

Aflibercepte (Eylia®)

Testado em mais de 2.400 pacientes, foi considerado eficiente e seguro para o tratamento da degeneração macular relacionada à idade em sua forma úmida.

Esse anti-VEGF impede a ligação da proteína VEGF (Fator de Crescimento Vascular Endotelial) que é aumentada na DMRI, com o seu receptor específico, reduzindo fluídos e sangramentos.

O Aflibercepte é aplicado por meio de injeção intravítrea a cada 30 dias por três meses consecutivos. Posteriormente, as injeções devem ser administradas a cada dois meses ou de acordo com orientação médica. Isso representa uma grande vantagem em relação ao tratamento padrão atual que exige visitas e exames de acompanhamento mensais.

Brolucizumabe-dbll

Essa substância é utilizada em mais de 27 países e foi liberada recentemente para ser usada no Brasil. Por meio da injeção intravítrea, esse medicamento é indicado para a degeneração macular relacionada à idade neovascular, também chamada de úmida.

Esse remédio consegue alterar a quantidade de sangue que chega até o olho e, consequentemente, evita vazamentos de fluidos e a formação de tecido fibroso e cicatricial. A partir do seu uso é possível reduzir os sintomas da doença, como o embaçamento, ou evitar a cegueira.

O brolucizumab-dbll deve ser aplicado mensalmente nas primeiras 3 doses. Após esse período, o oftalmologista deverá avaliar o caso para traçar o prazo entre as outras doses.

Qual antiangiogênico é mais indicado para o tratamento?

Um estudo pioneiro comparou a eficácia e segurança dos medicamentos Bevacizumabe, Ranibizumabe e Aflibercept para o tratamento de edema macular diabético (EMD). Essa pesquisa foi publicada em 2015 no New England Journal of Medicine e divulgado no 19º Congresso da Sociedade Espanhola de Retina e Vitreous (SERV), ocorrida em Madri.

A pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Saúde (NIH) dos Estados Unidos obteve como resultado que os 3 medicamentos antiangiogênicos demonstraram uma importante melhora da visão e no desaparecimento do edema da mácula.

O estudo também apontou a redução da necessidade do número de sessões de laser no controle do edema macular diabético, quando combinadas com agentes antiangiogênicos. Para os casos mais graves de perda da visão, melhores resultados são obtidos com o uso do Aflibercept.

Os resultados apontaram ainda, a importância de um tratamento intensivo no início, visando um melhor controle da doença. Outro aspecto observado foi a obtenção de resultados mais satisfatórios para tratamentos iniciados logo que a doença é identificada.

Ou seja, todos os medicamentos são eficazes e podem trazer ótimos resultados para os pacientes. Para escolher o ideal para o seu caso, é preciso contar com um médico de confiança que tenha experiência com injeção intravítrea. Ele irá realizar exames para verificar a saúde do seu olho, analisar a gravidade da doença e poderá definir se esse, realmente, é o tratamento mais adequado para você.

Quais as vantagens do procedimento?

A injeção intravítrea de antiangiogênico vem ganhando espaço entre os oftalmologistas retinólogos, por se apresentar como um tratamento eficaz, com diversas vantagens.

A retina é considerada uma parte do olho mais isolada e de difícil acesso pela sua posição dentro do globo ocular. Por isso, as medicações tópicas, como pomadas e colírios, ou sistêmicas (via oral) chegam em baixa concentração até a retina. A principal vantagem dessa injeção é que, por meio dela, o medicamento chega diretamente na cavidade intraocular, atuando com maior eficácia na área comprometida.

Outras vantagens que podemos citar:

A injeção intravítrea de antiangiogênico gera resultados eficazes e seguros e vem sendo essencial no combate à cegueira. Lembre-se que esse é um procedimento que só pode ser indicado e realizado por um retinólogo. Por isso, faça exames de rotina e, no caso de qualquer alteração da visão, consulte um oftalmologista com urgência.

Se você deseja saber mais sobre esse procedimento e quer entender melhor como ele é feito e suas indicações, conte conosco. Temos um time especializado no tratamento de doenças da retina e do olho de forma geral, e podemos auxiliar você a ter mais saúde ocular e evitar complicações de diversas doenças, como as citadas anteriormente.

Fale conosco para agendar uma consulta com um especialista, faça todos os exames necessários para um diagnóstico completo ou acompanhamento da patologia e converse com um médico com ampla experiência em injeção intravítrea sobre a possibilidade de realizar esse tratamento.

Degeneração lattice: causas, sintomas e tratamentos Degeneração lattice: causas, sintomas e tratamentos

A degeneração lattice é uma alteração que exige atenção de todos os pacientes, principalmente daqueles que têm altos graus de miopia. Esse problema, assim como o nome sugere, é caracterizado pela degeneração da parte periférica da retina, que é mais frágil.

De acordo com a American Society of Retina Specialists, a enfermidade ocorre em 8% a 10% da população geral e a sua causa não é completamente compreendida. Apesar disso, ela é mais comum em pacientes míopes, como já dito, e também é vista em algumas síndromes raras, como:

Para falar mais sobre a degeneração lattice e outros tipos que ocorrem na periferia da retina, criamos esse artigo. Continue lendo para saber quais são os sintomas, como é feito o diagnóstico e a forma de tratamento.

O que é a degeneração da retina?

A retina é a parte do olho responsável pela formação das imagens. Ela fica na parte posterior e é um tecido fino com diversas terminações nervosas, que transmitem as informações do que foi visto para o cérebro.

Essa estrutura pode ser dividida em partes, sendo elas:

Tanto a parte central quanto a periférica podem sofrer alterações, seja pela existência de doenças que afetam os vasos sanguíneos, como diabetes e hipertensão, ou ainda por questões genéticas e por hábitos.

Neste conteúdo, vamos focar apenas na degeneração periférica da retina, aquela que ocorre na região mais frágil. Nesses casos, o problema acontece quando há a formação de fendas na área. Esse problema conta com diferentes nomes dependendo da área que foi danificada. As mais comuns são:

Saiba mais sobre a degeneração lattice

Além de todos os tipos citados acima, também há a degeneração lattice, uma das mais conhecidas. Ela é caracterizada pelo afinamento da retina ou pela formação de rupturas. De acordo com artigo publicado na revista Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, esse problema afeta:

Esse problema ocorre, de forma geral, até os 19 anos. Depois dessa idade, apenas 0,25% dos casos apresenta novas lesões.

Vale ressaltar que não se sabe exatamente a causa, apenas que ocorre a partir da tração do vítreo, a substância que preenche o globo ocular ou pela mudança no olho causada pela miopia.

Sintomas da degeneração lattice

A degeneração lattice nem sempre apresenta sintomas, mas, em alguns casos, pode haver:

Saiba mais sobre sintomas relacionados aos problemas de retina no nosso vídeo:

Ao ter esses sintomas, o oftalmologista realizará um exame chamado mapeamento da retina que consegue identificar se há tecidos mais finos ou fendas na periferia dessa estrutura ocular.

Esse problema é sério?

Segundo o artigo publicado na revista Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, esse tipo de degeneração retiniana é o mais frequentemente ligado a casos de deslocamento de retina. Quer saber mais sobre esse problema? Então dê play no nosso vídeo e veja uma explicação completa:

Como é feito o tratamento da degeneração lattice?

O tratamento da degeneração lattice dependerá diretamente de cada caso, assim como os sintomas sentidos. Mas, de forma geral, é feita a fotocoagulação, um método que utiliza laser para reforçar a área lesionada, evitando o deslocamento de retina.

Saiba mais sobre a fotocoagulação no nosso vídeo sobre o tema.

Após o procedimento, o paciente deve fazer check-ups regulares para avaliar o seu caso e, se necessário, realizar novamente a fotocoagulação para evitar problemas no futuro.

Ainda ficou com alguma dúvida sobre a degeneração lattice? Entre em contato conosco para falar com um especialista e saber mais sobre esse problema da retina.

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Conheça 6 tipos de lente intraocular e como escolher a melhor Conheça 6 tipos de lente intraocular e como escolher a melhor

Após optar pela realização da cirurgia de catarata, chega a hora de outra etapa: a de entender mais sobre os tipos de lente intraocular para escolher a melhor para você. Esse momento é realmente muito importante, já que elas vão ajudar você a enxergar melhor.

Essa lente é colocada no lugar do cristalino, a estrutura que se torna opaca durante a catarata. Essa parte é retirada e substituída por uma peça bem pequena, que cabe na ponta do dedo. Mas, diferentemente de óculos, que podem ser trocados, ela é implantada e pode melhorar a capacidade visual de forma definitiva, sem a necessidade de ser trocada.

Por esse motivo, é preciso de muita atenção para escolher o tipo ideal para os seus olhos, considerando seus desejos, suas necessidades e sua situação financeira.

Para ajudar nessa escolha, criamos esse artigo. Nele, você saberá mais sobre os cuidados que precisa ter e os principais tipos de lente intraocular. Continue lendo e confira.

A importância das lentes intraoculares

As lentes intraoculares, também chamadas de LIO, são implantadas em substituição ao cristalino humano, que fica opaco por causa da catarata. Para que a troca de estrutura por um material sintético ocorra da forma que deveria, garantindo a visão do paciente, é preciso realizar diversos cálculos que analisam o trajeto de luz dentro do globo ocular, o que faz com que a lente se adapte perfeitamente ao olho.

Atualmente, há diversos tipos de lente intraocular que permitem a correção de outros problemas de visão, ou seja, além de retirar a estrutura opaca, você também pode corrigir outras doenças, como:

Em muitos casos, após a recuperação, o paciente não precisa mais utilizar óculos para fazer leituras ou realizar suas tarefas diárias. Em outros, há a redução considerável do grau, o que também traz mais qualidade de vida.

Tipos de lente intraocular: termos técnicos

Os diferentes tipos de lente intraocular podem ser classificados a partir de termos técnicos que falam sobre o tipo de material que ela é feita e o nível de correção de astigmatismo.

Você com certeza encontrará conteúdos falando sobre as lentes tóricas ou não tóricas que representam o grau de correção do problema de vista. Quando se opta pela segunda opção, pode ser necessário utilizar óculos para costurar, ler ou fazer outras atividades que exigem foco próximo do olho.

Além dessa classificação, também é possível separar as opções de acordo com o seu material de composição. Saiba mais sobre cada um dos tipos existentes.

Lentes rígidas

A lente rígida, assim como o nome sugere, não é dobrável. Embora tenha alta qualidade, exige que a abertura realizada nos olhos durante a cirurgia seja aumentada de 3 à 7 mm, dependendo de cada caso. Como essa abertura não é auto-selante, é necessária a realização de uma ou mais suturas no olho para a vedação. Isso induz o astigmatismo, exigindo maior grau de óculos após o procedimento.

Além disso, é importante observar que quanto maior for a abertura realizada no olho, maior será o risco de infecções e mais demorado será o tempo para a recuperação pós-operatória.

Lentes flexíveis ou dobráveis

Essas lentes são desenvolvidas com um tipo de acrílico flexível que permite que elas sejam dobradas e injetadas no olho por meio de um instrumento que se assemelha a uma seringa de ponta fina.

Diferentemente da rígida, esse tipo de lente intraocular pode ser introduzido por uma abertura de 2 a 3 mm na córnea, inicialmente realizada no processo da cirurgia de catarata, não necessitando ampliar essa incisão. Por ser uma abertura de tamanho microscópico, ela é auto-selante, dispensando a necessidade de suturas na córnea. Além disso, ela proporciona uma recuperação pós-cirúrgica mais rápida.

Vale ressaltar que outro ponto que levanta muitas dúvidas entre os pacientes é sobre a escolha de lentes nacionais ou importadas. Saiba mais sobre elas e veja qual é a mais indicada na nossa live.

Tipos de lente intraocular

Agora que você já domina os termos mais técnicos sobre os tipos de lente intraocular podemos falar sobre os modelos mais procurados e utilizados pelos pacientes com catarata.

1. Monofocais não tóricas

As lentes monofocais não tóricas são os modelos mais utilizados apesar de não serem indicadas aos pacientes com astigmatismo. Elas corrigem graus de miopia, astigmatismo e hipermetropia, melhorando o foco apenas para longe. Após a cirurgia, o paciente pode precisar de óculos para perto.

(Dr. Alexandre, favor considerar a seguinte observação ao revisar: não encontramos informações sobre esse tipo de lente, mas o parágrafo acima está com informações controversas. Ela não é indicada para pacientes com astigmatismo, mas corrige astigmatismo. Além disso, diz que ela melhora o foco apenas para longe, mas corrige a hipermetropia)

2. Monofocais tóricas

As lentes monofocais tóricas são consideradas de alta tecnologia, pois corrigem de maneira eficaz os casos de astigmatismo maior que um grau, o que ocorre pela sua curvatura diferenciada. Entretanto, assim como as lentes não tóricas, esse modelo melhora a visão para longe e pode ser necessário o uso de óculos para enxergar de perto.

3. Multifocais

Tóricas ou não, as lentes multifocais são elaboradas com alta tecnologia que corrige ao mesmo tempo a visão de longe, intermediária e de perto, proporcionando uma maior independência visual aos pacientes. Para algumas situações de leitura, ou dependendo da necessidade do paciente, poderá ser necessário o uso de óculos, mas com menor frequência. Esse tipo de lente intraocular é indicado para casos selecionados, seguindo os critérios do oftalmologista.

4. Multifocais acomodativas

As lentes multifocais acomodativas apresentam propriedades diferenciadas que imitam a fisiologia e a anatomia naturais do cristalino, uma vez que permitem movimentos e acomodações de acordo com os estímulos do músculo ciliar. Desse modo, elas conseguem adaptar a visão com focos para longe e para perto.

5. Monofocais esféricas

Considerado o tipo mais simples para ser implantado na cirurgia de catarata, ela consiste em uma lente com óptica normal, que foca os raios de luz em um único ponto, corrigindo apenas a hipermetropia ou a miopia.

Assim, há uma grande probabilidade de ser necessário utilizar óculos de grau após a cirurgia. Isso ocorre porque a lente tem irregularidades em sua periferia, impedindo uma qualidade maior de visão.

6. Monofocais asféricas

Essa lente é confeccionada com alta tecnologia para corrigir a miopia e a hipermetropia, bem como outros problemas oculares de alta complexidade. Trata-se de um material com qualidade diferenciada, que não apresenta irregularidades na periferia. Como consequência, há a melhora do contraste de cores e da visão noturna.

Entretanto, por ter apenas um foco, ainda apresenta uma grande probabilidade de o paciente necessitar de óculos de grau para perto ou longe após a cirurgia.

Saiba mais sobre os diferentes tipos de lente intraocular e tire suas dúvidas sobre cada modelo na nossa live sobre o tema.

Como escolher entre os tipos de lente intraocular?

Em geral, a escolha do tipo de lente intraocular é feita de forma conjunta com o cirurgião. Apenas esse profissional entenderá quais são as necessidades dos pacientes e indicará o modelo mais recomendado para eles. Afinal, um paciente com alto grau de miopia, por exemplo, terá opções diferentes do que aquele que tem um grau baixo de astigmatismo.

Tanto na hora da escolha quanto no momento da cirurgia é indispensável contar com uma clínica oftalmológica de confiança. A RetinaPro oferece um atendimento qualificado, com equipamentos de última geração e uma equipe especializada, sempre pronta a atender as necessidades dos pacientes. Dê play no vídeo abaixo e conheça a nossa clínica.

Se você mora em Belém ou região e deseja saber mais sobre as opções disponíveis para você, entre em contato conosco e converse com um especialista.

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4 motivos para evitar o uso excessivo do celular na infância 4 motivos para evitar o uso excessivo do celular na infância

Cada vez as crianças estão passando mais tempo na frente de telas, por isso, é comum que os pais se preocupem sobre o uso excessivo do celular durante a infância. Essa inquietação realmente é válida, principalmente quando também se considera o uso de outros eletrônicos, como os tablets, os computadores e as televisões.

De acordo com a pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box – Crianças e smartphones no Brasil, realizada em 2021, apenas 18% das crianças de 0 a 12 anos não utiliza smartphones. Além disso, 59% dos pais acreditam que seus filhos usam o celular de forma excessiva. Por outro lado, apenas 65% estipulam um limite máximo de tempo e só 28% se preocupa com os danos para a saúde.

Ainda segundo a pesquisa, 68% das crianças com menos de 3 anos passam mais de uma hora diária na frente do smartphone. Já com 12 anos, 37% passa mais de 4 horas diárias.

Esses dados mostram a importância de se falar mais sobre o uso excessivo do celular e o seu real impacto para a saúde ocular. O primeiro efeito que ocorre é que, ao escolher uma tela ao invés de brincar desligado do mundo das telas, a criança utiliza sua visão de perto na maior parte do tempo. Além disso, a luz emitida pelos aparelhos pode causar dificuldade para dormir e ressecamento nos olhos, assim como a vista embaçada.

Para que você possa se informar sobre o assunto, reunimos neste artigo 4 problemas oculares que o uso de celular em excesso de dispositivos digitais pode causar no seu filho. Continue lendo e confira.

Por que evitar o uso excessivo do celular?

Veja os principais motivos para evitar o uso excessivo do celular durante a infância e a importância de limitar o tempo máximo do seu filho na frente de telas:

1. Miopia

Tanto ao estudar, como fazer tarefas de casa ou ao usar aparelhos eletrônicos utilizamos a nossa visão de perto a maior parte do tempo.

O olho humano possui uma propriedade chamada acomodação, que faz a contração dos músculos internos do olho para permitir que se foque no que está perto ou no que está longo. Esse processo altera o formato da lente natural que temos dentro do olho, chamada de cristalino. É um processo similar às câmeras fotográficas, onde é preciso ajustar o foco dependendo da distância do objeto.

O problema é que quando músculos ficam contraídos e o cristalino alterado por muito tempo, há o aumento do comprimento do olho, o que torna a pessoa míope. Caso você não saiba, a miopia é o problema de vista que impede a visão de longe com nitidez. Saiba mais sobre esse problema ocular na nossa live.

Um exemplo que mostra a relação entre a miopia e o uso excessivo de celular é o aumento de números de diagnóstico dessa doença durante a pandemia, época em que o uso de telas aumentou consideravelmente, como levantado pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia.

Além disso, infelizmente o aumento de casos de miopia na infância já é uma realidade e essa alteração tem sido diagnosticada cada vez mais precocemente e ainda nas crianças que não possuem histórico familiar.

2. Dificuldade para dormir

O excesso das luzes dos aparelhos eletrônicos faz com que tenhamos dificuldade em dormir. Para entrarmos em repouso, nosso sistema nervoso central precisa “entender” que a luz do ambiente reduziu, como o que ocorre ao anoitecer. Se usamos o celular até tarde da noite, nosso sistema nervoso não consegue entrar em “modo de repouso”.

Isso ocorre por causa da luz azul, que impede que o nosso cérebro produza o hormônio responsável por dar sono. Como consequência, o organismo não tem controle da hora que se deve dormir e, consequentemente, acordar.

3. Dor de cabeça

Em situações em que precisamos manter a visão focada a maior parte do tempo para perto, há uma sobrecarga dos músculos oculares envolvidos no processo de acomodação, portanto, é comum que o indivíduo desenvolva dores de cabeça.

Como consequência, toda a rotina da criança fica afetada. Ela pode ir para a escola sem ter foco, não conseguir comer normalmente ou ainda precisar tomar remédios para reduzir esse sintoma tão incômodo.

Saiba mais sobre a relação entre dor de cabeça e problemas oculares no nosso vídeo!

4. Olho seco

Piscar os olhos é essencial para lubrificação do sistema ocular e evita o ressecamento do olho. A frequência ideal do piscar é de 15 a 20 vezes por minuto para garantir uma boa lubrificação.

Todas as vezes que precisamos fixar nossa atenção em algo, como, por exemplo, ao usar celular, computador, televisão, etc., acabamos permanecendo mais tempo sem piscar, o que leva a evaporação da lágrima e, consequentemente, o ressecamento dos olhos.

Se você quer saber mais sobre a relação entre o uso excessivo do celular e a saúde ocular, confira a nossa live completa sobre o assunto.

Vale ressaltar que é imprescindível procurar um oftalmologista quando houverem alterações na visão ou alguma desconfiança que seu filho não consegue enxergar como deveria. Você também pode levá-lo para uma consulta de forma preventiva, apenas para garantir que está tudo bem.

Entre em contato conosco se ainda ficou com alguma dúvida sobre o uso excessivo do celular e converse com um de nossos especialistas.

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Entenda como funciona a teleoftalmologia Entenda como funciona a teleoftalmologia

A teleoftalmologia já é uma realidade no Brasil, sendo uma solução para consultas oftalmológicas aos pacientes que residem em locais afastados dos centros urbanos ou tem dificuldades para se locomover, já que ela permite o exercício da medicina a distância. 

A telemedicina se popularizou durante a pandemia. Esse conceito é uma forma de atendimento, onde o diagnóstico e tomadas de decisões ocorrem por meio de sistemas de telecomunicação, como uma chamada de vídeo ou um telefonema.

Essa nova maneira de consultar um médico é uma consequência natural da transformação digital, cada vez mais vivenciada pela sociedade, já que os pacientes também se tornaram mais proativos nos cuidados com a própria saúde por meio das ferramentas digitais.

Neste artigo, vamos explicar o conceito de telemedicina na oftalmologia e os benefícios que ela proporciona aos pacientes e instituições de saúde. Continue a leitura para saber mais!

O conceito de telemedicina

Para saber mais sobre teleoftalmologia é preciso entender sobre a telemedicina. Apesar desse conceito ter se popularizado recentemente, a sua prática é mais antiga do que se pensa. Tudo começou em Israel, em 1950, e logo se expandiu para o Canadá, Estados Unidos e países da Europa. Já aqui no Brasil, as consultas remotas tiveram início em 1990 com a criação das linhas telefônicas e, posteriormente, a expansão da internet.

O termo telemedicina tem sua origem na palavra grega “tele” que significa distância. Isso quer dizer que todo o atendimento que é feito de forma remota está incluso nesse conceito, independente da ferramenta que se utiliza para esse fim.

Nos últimos anos, essas consultas se tornaram mais populares e foram acompanhadas da evolução dos meios de comunicação. As videochamadas, por exemplo, conseguiram tornar a comunicação mais rápida sem abrir mão de visualizar o médico.

A telemedicina no Brasil

Apesar de não haver dados sobre a teleoftalmologia durante a pandemia, há muitos sobre a telemedicina de forma geral. De acordo com a Saúde Digital Brasil – Associação Brasileira de Empresas de Telemedicina e Saúde Digital, entre março de 2020 e abril de 2021 foram feitas mais de 7,5 milhões de consultas remotas.

Dessas, 87% foram primeiras consultas, o que evitou uma ida desnecessária até um atendimento em uma unidade hospitalar.

Além disso, segundo o Panorama das Clínicas e Hospitais 2021, 70% das instituições de saúde oferecem esse modo de atendimento. Isso mostra como esse conceito está se popularizando tanto entre os pacientes quanto entre as clínicas.

Benefícios da teleoftalmologia

A teleoftalmologia é a telemedicina focada na oftalmologia. Isso quer dizer que são as consultas realizadas com os profissionais especializados na visão, no olho e nas suas estruturas. Obviamente, há diversas limitações, não sendo possível realizar um exame preciso para analisar a acuidade visual ou avaliar a parte do fundo do olho por meio de uma câmera, por exemplo.

Mas há sintomas e doenças que podem ser investigadas a partir de relatos, de fotos, de vídeos e de uma conversa com o paciente. Além disso, também pode ocorrer o diagnóstico de forma virtual a partir do envio prévio dos exames realizados e retirada de dúvidas.

Se você tem dúvidas sobre a saúde ocular, aproveite para ver a nossa live!

Vale ressaltar que outra possibilidade de teleoftalmologia envolve o encontro entre dois médicos diferentes para discutir um caso. Um oftalmologista pode contatar um retinólogo para pedir uma opinião e recomendar um tratamento.

Dentro dessas duas possibilidades, a telemedicina na oftalmologia traz diversos benefícios. Os principais são:

Mais comodidade

Os pacientes que moram longe das áreas urbanas, como nas zonas rurais, não precisam mais viajar longas distâncias para receberem atendimento médico de qualidade, basta ter internet para se comunicar com um especialista.

Mas não são apenas eles os beneficiados. Pacientes que têm problemas de locomoção ou outra dificuldade para sair de casa também podem utilizar essa possibilidade, como é o caso de idosos ou pessoas com deficiência.

Uso de tecnologia

O uso de tecnologia na teleoftalmologia vai além de câmeras ou outros equipamentos para tirar fotos e contatar o médico. Atualmente, utiliza-se a inteligência artificial para analisar os laudos emitidos e encontrar padrões entre as principais doenças que afetam os olhos, como é o caso da catarata, da conjuntivite e alterações na visão.

Quanto mais dados foram inseridos e armazenados, mais haverá precisão para a tomada de decisões sobre os tratamentos para cada caso, considerando as especificidades de cada paciente.

Além da inteligência artificial, a telemedicina na oftalmologia traz mais praticidade para a consulta de exames, o acesso a laudos e o diagnóstico, que ficam armazenados em nuvem, um ambiente digital seguro.

Vale ressaltar que, assim como ocorre em uma consulta presencial, a consulta virtual também exige cuidado na hora de escolher um médico de confiança. Dê preferência para consultas em clínicas reconhecidas no segmento e com especialistas com ampla experiência, como nós, da RetinaPro. Dê play no vídeo abaixo e saiba mais sobre a nossa história.

Entre em contato com a nossa equipe para saber mais sobre a teleoftalmologia e agende uma consulta remota com um de nossos especialistas em retina.

Lentes para cirurgia de catarata: qual é a melhor? Lentes para cirurgia de catarata: qual é a melhor?

Escolher lentes para cirurgia de catarata é um grande desafio, especialmente quando não se sabe exatamente o que avaliar para fazer a escolha. A verdade é que essa decisão deve ser feita de forma conjunta com um oftalmologista de confiança. Apenas dessa forma será possível saber qual é a melhor para o seu caso.

Mas para tornar a decisão mais fácil, você pode começar a estudar as diferentes opções, entendendo quais são os tipos disponíveis, quais são as diferenças entre elas e como fazer a escolha.

Para ajudar você nisso, criamos esse artigo completo. Continue lendo e saiba mais sobre lentes para cirurgia de catarata.

Por que é preciso escolher uma lente para cirurgia de catarata?

Antes de saber mais sobre as lentes para cirurgia de catarata, é importante entender onde essas lentes serão utilizadas e para que elas servem.

A catarata é um problema que ocorre quando o cristalino, uma estrutura que fica entre a íris e o humor vítreo, e serve como uma “lente”, perde a sua transparência, ficando opaca. Como consequência, os raios de luz não conseguem penetrar nos olhos como deveriam e há a perda da visão de forma progressiva.

Atualmente, esse problema é a maior causa de cegueira tratável nos países em desenvolvimento. Veja nosso vídeo e entenda melhor sobre essa doença com a Dra. Izabela Almeida, uma de nossas oftalmologistas.

Felizmente, os avanços da medicina permitem que essa estrutura danificada seja retirada do olho, havendo a necessidade de substituí-la. E é exatamente aí que entram as lentes para cirurgia de catarata.

Elas são uma versão artificial dessa estrutura do olho e, por meio de um procedimento cirúrgico, permitem que o paciente volte a enxergar normalmente. Como essas lentes são colocadas no olho, pode-se aproveitar o procedimento para fazer a correção de outros problemas de visão, como a miopia, astigmatismo ou hipermetropia.

Quais são os tipos de lentes para cirurgia de catarata?

As lentes para cirurgia de catarata podem ser divididas em diversos tipos, dependendo da classificação utilizada. Confira as principais classificações e tire as principais dúvidas sobre o tema.

Por material

As lentes para cirurgia de catarata podem ser classificadas de acordo com o seu material de composição. Isso não tem tanta relação com a qualidade, mas sim com o procedimento necessário para colocá-la.

No caso da lente rígida, também chamada de não dobrável, exige que a abertura necessária para a cirurgia seja maior que no outro tipo. Isso se dá porque, assim como o nome sugere, ela não pode ser dobrada para ser inserida no olho do paciente. Essas incisões precisam ser fechadas, por isso é necessário fazer pequenos pontos na área. Além de trazer mais desconforto para o paciente e aumentar o risco de infecção, esse processo também induz o astigmatismo, problema de visão que pode ser corrigido por meio de óculos de grau.

Já as lentes para cirurgia de catarata flexíveis ou dobráveis são feitas de um plástico fino flexível. Dessa forma, a sua colocação é feita por meio de um instrumento similar a uma seringa, com uma ponta bem fina. Como consequência, não é necessário dar pontos e o paciente se recupera mais rapidamente.

Isso não quer dizer que a flexível é melhor que a outra. Ambas têm qualidade e oferecem ótimos resultados.

Tórica ou não tórica

Além do material, as lentes para cirurgia de catarata podem ser classificadas em tórica ou não tórica. A diferença entre elas é o grau de astigmatismo que conseguem corrigir. Quando se opta pelas lentes não tóricas, por exemplo, pode ser necessário utilizar óculos para fazer leituras.

Monofocais e multifocais

As lentes flexíveis podem se dividir em outras categorias dependendo do número de focos que elas têm. Saiba mais sobre cada um dos tipos:

A partir da compreensão de todos os tipos acima, você poderá conversar mais tranquilamente com o seu oftalmologista para definir a melhor opção para o seu caso. Saiba mais sobre as lentes para cirurgia de catarata e a sua escolha na nossa live com nossos oftalmologistas, doutores Lucciano Noblat e Alexandre Rosa.

Lembre-se que apenas um oftalmologista de confiança poderá ajudar você nessa escolha. Se você ainda ficou com alguma dúvida sobre o tema, entre em contato conosco e agende uma consulta com um de nossos especialistas.

Você também pode saber mais sobre lente intraocular neste artigo e conhecer seis tipos de lentes neste link.

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5 causas de inflamação ocular e como tratar 5 causas de inflamação ocular e como tratar

Assim como os órgãos do corpo podem inflamar como consequência de uma doença, os olhos também podem passar por esse processo. Isso é chamado, na oftalmologia, de inflamação ocular.

Esse problema é caracterizado por sintomas bem incômodos, como:

Ao notar qualquer um desses sintomas é indispensável consultar um oftalmologista quanto antes para descobrir a causa e iniciar o tratamento. Muitas vezes, esses podem ser sinais de doenças mais sérias que podem trazer complicações.

Continue lendo para saber mais sobre inflamação ocular, suas possíveis causas e seus tratamentos.

O que causa a inflamação ocular?

A inflamação ocular pode ocorrer por diversos motivos e afetar diferentes estruturas do olho. Em alguns casos, ela é consequência de uma infecção por vírus ou bactérias. Em outros, pode ser uma reação alérgica a pó, maquiagens ou outros produtos aplicados na área.

Confira os principais motivos:

Conjuntivite

A conjuntivite é uma das inflamações oculares mais comuns. Ela consiste na inflamação da conjuntiva, a membrana transparente que reveste toda a parte da frente do olho e as pálpebras.

Ela pode ser causada por vírus, bactérias, alergias e exposição a certos compostos químicos. Os sintomas principais são:

O método de tratamento dependerá diretamente da causa. Nos casos dos vírus, por exemplo, há a tendência de se resolver sozinho. Já nos bacterianos, o oftalmologista pode recomendar o uso de algum antibiótico.

Vale ressaltar que a automedicação pode piorar a inflamação ocular e, inclusive, causar doenças piores, por isso, é essencial ir a um oftalmologista para realizar uma avaliação.

Uveíte

A uveíte é o nome dado a qualquer inflamação ocular que ocorre na camada média do olho, chamada de úvea e composta pela íris, corpo ciliar e coroide. Em alguns casos, a inflamação de outros tecidos também pode ocorrer.

Pode ser consequência de uma infecção, por lesões nos olhos ou ainda por outras doenças, como dengue, AIDS, tuberculose e lúpus.

Os sintomas são semelhantes aos citados anteriormente, mas podem incluir moscas-volantes e visão turva. Assim como a conjuntivite, o tratamento também dependerá da causa do problema, podendo envolver diferentes tipos de colírio.

Terçol

O terçol é uma inflamação ocular de alta incidência, ou seja, você provavelmente já teve ou ainda terá. Ele é caracterizado pelo aparecimento de um pequeno nódulo dolorido na região das pálpebras perto dos cílios. Isso ocorre quando há uma infecção nas glândulas sudoríparas e sebáceas da área.

O tratamento envolve a aplicação de compressas mornas para desinchar e, em alguns casos, o uso de colírios antibióticos para combater a infecção. É importante ir em um oftalmologista para iniciar o tratamento e reduzir os incômodos.

Ceratite

A ceratite é o nome dado à inflamação da córnea, a parte frontal dos olhos. Assim como nos outros casos, ela pode ocorrer por diversos motivos. Um dos tipos mais comuns é a infecciosa, que está normalmente relacionada com o uso de lentes de contato de forma inadequada.

De acordo com o artigo apresentado no Congresso Nacional de Pesquisa e Ensino em Ciências, os usuários de lentes de contato com ceratite frequentemente relatam uso por longas horas, manutenção das lentes de contato em soro fisiológico e o manuseio sem higienizar as mãos.

Como sintomas, há a vermelhidão dos olhos, dor e visão turva. Vale ressaltar que nos casos mais graves pode causar danos permanentes ou cegueira, sendo indispensável realizar uma consulta com um especialista para verificar se é necessário usar antibióticos ou iniciar outras formas de tratamento.

Blefarite

A blefarite consiste na inflamação da pálpebra, afetando a produção das lágrimas ou cílios. De forma geral, há a vermelhidão, coceira e o aparecimento de crostas na área.

Esse problema ocorre quando há a inflamação das glândulas sebáceas que ficam na pálpebra. Geralmente, está associada com doenças da pele, como dermatite seborreica e rosácea.

O tratamento dependerá do grau de seriedade da inflamação ocular. Pode envolver a limpeza da área e o uso de medicamentos para desinflamar as glândulas.

Ao desconfiar de inflamação ocular, consulte um oftalmologista!

Se você está com sintomas que sugerem uma inflamação ocular, agende uma visita com um oftalmologista quanto antes. Como já falado, esse problema pode ser causado por diversos fatores e, muitas vezes, exige o tratamento com antibióticos ou outros medicamentos.

No caso da ceratite, por exemplo, ficar aguardando a melhora dos sintomas pode causar o seu agravamento e, eventualmente, levar à cegueira.

Por isso, ao notar vermelhidão nos olhos, coceira, sensação de cisco e sensibilidade à luz, agende uma consulta com um oftalmologista quanto antes. Em Belém, conte com a RetinaPro para isso! Entre em contato para saber mais sobre a inflamação ocular e marcar um horário com um de nossos especialistas.

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Edema macular cistoide: entenda a doença Edema macular cistoide: entenda a doença

Existem muitas doenças que podem afetar a parte central da retina, chamada de mácula. Entre elas está o edema macular cistoide, uma enfermidade que pode se manifestar de diferentes formas, dependendo da causa do problema e do tipo de inchaço.

O inchaço nessa estrutura é consequência do acúmulo de líquidos nesta região. Alguns pacientes são mais propensos a ter esse problema, como é o caso dos diabéticos.

Como consequência do edema, o paciente terá uma redução na acuidade visual central e, em alguns casos, apresenta outros sintomas.

Continue lendo para saber mais sobre o edema macular cistoide, entender porque ele ocorre, quais são os principais sinais e como é feito o tratamento.

O que é o edema de mácula?

Para entender o que é edema macular cistoide, é preciso saber mais sobre o globo ocular. A retina é uma membrana que recobre a região posterior do olho, sendo responsável pela formação das imagens. A região central da retina é denominada mácula, responsável pela percepção dos detalhes, como exigida, por exemplo, na leitura.

A mácula possui uma quantidade maior de fotorreceptores do tipo cones, este tipo de células são especializadas em detecção de contraste, detalhes e visão de cores.

Confira uma explicação mais completa e veja o funcionamento da retina no vídeo abaixo!

Em geral, essas estruturas do olho funcionam normalmente, sem haver nenhuma alteração. Mas, às vezes, há o acúmulo de líquidos nessa região, o que a deixa inchada. Na medicina, o inchaço é conhecido como edema.

De forma geral, esses inchaços ocorrem devido ao acúmulo de líquido que pode ter sido extravasado dos próprios vasos que irrigam a retina. Isso acontece por diversos motivos. 

No caso de pessoas com diabetes, por exemplo, o excesso prolongado de açúcar no sangue provoca um dano nos vasos da retina, causando um vazamento do líquido intravascular para os tecidos da mácula e formando o edema macular diabético.

O edema de mácula pode provocar uma redução na capacidade visual. Se não for tratado, pode deixar sequelas muito sérias, até mesmo a perda da visão central. No entanto, existe tratamento para a doença.

Como é o edema macular cistoide?

O edema macular cistoide (EMC) é um tipo de inchaço na mácula que pode ocorrer após qualquer intervenção cirúrgica no olho. Como a cirurgia de catarata é um dos procedimentos mais realizados em oftalmologia, observamos um maior número de casos após cirurgia de catarata. Atualmente, o EMC é a principal causa de baixa acuidade visual logo após a cirurgia. Mas, mesmo em cirurgias não complicadas, o edema pode ocorrer.

Por sua vez, algumas doenças vasculares da retina e o diabetes, como visto antes, assim como a utilização de determinados medicamentos podem provocar esse problema. Nesse sentido, não se trata propriamente de uma doença primária da retina, mas de uma consequência a um evento ocular anterior ou pré-existente.

No caso da catarata, o próprio trauma da cirurgia provoca a liberação de substâncias inflamatórias como uma reação de proteção do organismo. Como resultado, ocorre uma dilatação dos capilares que irrigam a mácula. Como as paredes dos vasos ficam mais permeáveis, há o extravasamento de líquido que se acumula nos tecidos da mácula.

Saiba mais sobre a cirurgia de catarata e tire todas suas dúvidas sobre esse procedimento na nossa live com os oftalmologistas Alexandre Rosa, Lucciano Noratt e Edmundo Almeida.

Quais os principais sinais do edema macular cistoide?

Os sinais do edema macular cistoide podem variar de acordo com a causa. Nos casos da cirurgia de catarata, as primeiras manifestações ocorrem, em média, entre 4 a 6 semanas após o procedimento.

Em alguns casos, o paciente não apresenta nenhuma queixa, o que é chamado de edema subclínico. Normalmente, esses casos costumam melhorar espontaneamente, sem precisar de tratamento.

Mas, de forma geral, o sintoma mais comum é a redução da acuidade visual central, o que ocorre por causa do inchaço. Além disso, também pode se queixar dos seguintes distúrbios:

Diagnóstico do EMC

O diagnóstico do edema macular cistoide pode ser feito por meio de dois exames:

Em todo caso, uma boa avaliação antes da cirurgia é de bastante valia e auxilia no diagnóstico posterior.

Vale ressaltar que, inicialmente, os pacientes com fatores de risco devem receber profilaxia. Isto é, cuidados antes da cirurgia para reduzir a possibilidade de surgimento do EMC. Estão nesse grupo pessoas com:

Como é o tratamento do edema macular cistoide?

A forma de tratamento do edema macular cistoide depende diretamente do grau de seriedade do problema. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, melhor será. Por isso, recomenda-se a realização de exames de forma frequente para alguns grupos, como:

O tratamento do EMC tem o objetivo de reduzir o processo inflamatório. Alguns casos se resolvem espontaneamente, sem qualquer abordagem medicamentosa.

No entanto, não há como diferenciar se o caso se resolverá por si ou não, de modo que o tratamento deve ser iniciado. Em geral, o tratamento é feito com o uso de colírios anti-inflamatórios, sejam esteroidais (corticoides) ou não esteroidais. Essas drogas são capazes de reduzir a gravidade e a duração do edema.

Com o tratamento, observa-se uma diminuição da espessura do edema (diminuição do inchaço), assim como uma melhora na visão do paciente. Nesse sentido, o tratamento costuma se prolongar no mínimo por 4 semanas, mas pode se estender por alguns meses, dependendo da seriedade do caso.

Entretanto, existem casos resistentes ao tratamento com colírios ou ainda onde o edema já existe por longo período (casos crônicos). Nesses casos, podem ser necessárias injeções intraoculares de medicamentos, os quais têm apresentado resultados positivos.

Nos raros casos, onde não há melhora com medicamentos (sejam colírios ou injeções) pode-se optar pela cirurgia de vitrectomia.

Faça uma avaliação na RetinaPro

Se você mora em Belém ou região, precisa realizar uma cirurgia de catarata ou teve um dos sintomas de edema macular cistoide, conte conosco. Somos uma clínica especializada em doenças da retina e temos um time altamente capacitado para atendê-lo.

Aqui na nossa clínica, você também pode realizar os exames necessários para o diagnóstico e, caso necessário, iniciar o tratamento.

Dê play no vídeo abaixo para conhecer o nosso espaço!

Se você ainda tem alguma dúvida sobre o edema macular cistoide ou desejar agendar uma consulta com um de nossos especialistas, entre em contato conosco.

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Lesão na pálpebra: quais os tipos e como cuidar? Lesão na pálpebra: quais os tipos e como cuidar?

A lesão na pálpebra é um problema que causa muita preocupação entre os pacientes, principalmente quando ela é mais grave e há suspeita de que pode haver danos nos olhos ou nos ossos ao redor desse órgão.

As pálpebras são camadas finas de músculo e pele que tem como principal função proteger os olhos, atuando como uma barreira para evitar a entrada de corpos estranhos. Mas essa estrutura também tem outras funções.

Toda vez que abrimos e fechamos o olho há a renovação do filme lacrimal, que traz oxigênio e nutrientes para a área e ainda elimina poeiras e outros corpos que podem ter ficado nessa região. É um processo complexo que ocorre milhares de vezes por dia. Para se ter uma ideia, a Universidade de São Paulo estima que uma pessoa pisque, em média, 20 vezes por minuto.

Dessa forma, ao ter uma lesão na pálpebra, além de haver dor e preocupação, também pode haver a redução da proteção ocular, da eliminação de poeira e da nutrição do órgão. Continue lendo para saber mais sobre esse problema e como tratá-lo.

Quais são os tipos de lesão na pálpebra?

A lesão na pálpebra pode ocorrer em diferentes ambientes por diversos motivos. Confira os principais tipos e saiba mais sobre cada um deles.

Por traumas

A lesão na pálpebra por trauma é relativamente comum em todas as faixas etárias. Ela pode ocorrer de diversas formas, como em:

Dependendo do que ocorreu, a pressão na área causa sangramentos oculares, o que aumenta a pressão de dentro do olho e, em alguns casos, leva à cegueira.

Por isso, ao lesionar os olhos com uma bola, com um punho ou outro objeto, é importante ir a um oftalmologista para garantir que está tudo bem e que o inchaço, a vermelhidão e a dor são apenas temporários.

Vale ressaltar que esse cuidado é ainda mais importante nos casos em que o trauma ocorre com um objeto afiado, como um pedaço de vidro ou de madeira. Isso aumenta o risco da lesão não ocorrer apenas na pálpebra, mas também dentro do olho. Quando há o corte do, pode ocorrer a perda da visão de forma parcial ou total.

Para avaliar se houve arranhão na parte interna do olho, o oftalmologista utiliza um corante que destaca a lesão. Apenas a partir da avaliação rigorosa é possível verificar a gravidade dos casos. Mas, de forma geral, quanto mais forte foi o impacto, maior será o trauma.

Saiba mais traumas no olho na nossa live completa sobre o tema.

Por mordidas e arranhões

Outra forma de lesão na pálpebra, essa menos comum, é por meio de mordidas e arranhões de animais, como cachorros e gatos. Isso é mais comum em crianças pequenas que ainda não sabem como interagir com animais de estimação, sem garantir a sua segurança, mas também pode ocorrer em outras faixas etárias.

Independente da idade, esse tipo de problema vai além dos machucados na pálpebra e possíveis danos no globo ocular, também envolvendo as doenças que são transmitidas pelos animais, chamadas de zoonoses, como é o caso da raiva. Além disso, tanto a boca quanto as unhas de gatos e cachorros são cheias de bactérias, podendo causar uma infecção.

Ao ser mordido ou arranhado na área dos olhos é indispensável ir a um pronto-socorro oftalmológico para avaliar a ferida, ver a sua gravidade e, se necessário, iniciar um tratamento.

Por substâncias químicas

As substâncias químicas também são causadoras de uma lesão na pálpebra. Algumas substâncias, como produtos para limpeza e cloro para piscina, entram em contato com essa pele, podendo causar queimaduras na área. E o perigo é ainda maior quando os compostos respingam.

Nesses casos, o olho fica irritado, arde, dói e pode sofrer danos permanentes, dependendo diretamente da substância utilizada. De qualquer forma, deve-se realizar uma consulta com urgência um oftalmologista para verificar o dano e a gravidade da situação. Uma boa dica é levar o rótulo ou ao menos o nome do produto envolvido para que o médico saiba exatamente o que aconteceu.

Saiba mais sobre a lesão na pálpebra na nossa live completa sobre o assunto.

Como cuidar de uma lesão na pálpebra?

A lesão na pálpebra exige uma abordagem cuidadosa para evitar machucar os olhos e causar danos nesse órgão. Seja em traumas ou ataques por animais, é fundamental evitar mexer, coçar ou tocar na área, o que pode agravar a situação. Vá direto a uma emergência oftalmológica ou a um hospital para realizar a higienização da forma correta e realizar exames para verificar o estado da sua saúde.

Nos casos de acidente de carro ou de traumas muito fortes, pode-se realizar raio-x ou tomografias para verificar se houve alguma fratura nos ossos da face.

Já nos casos de contato com substâncias químicas, a orientação é diferente. Passe bastante água na lesão na pálpebra por, no mínimo, 15 minutos sem esfregar. Isso retira o excesso de produto dos olhos e evitará queimaduras mais sérias ou outros danos. Após essa etapa, siga para uma emergência ou ao seu oftalmologista de confiança para verificar se houve algo mais grave no globo ocular.

Apenas após a avaliação médica será possível analisar a gravidade do caso e traçar o tratamento ideal para o seu caso. De forma geral, ele pode envolver:

Para mais orientações sobre como agir após um trauma ocular, confira a nossa live sobre o tema.

Se você ainda tiver alguma dúvida sobre lesão na pálpebra, entre em contato conosco e agende uma consulta com um especialista em oftalmologia em Belém.

Descubra as principais partes do olho e as suas funções!

Os globos oculares são uma das mais complexas e delicadas estruturas do corpo humano. Cada uma das partes do olho é responsável por uma atividade e, juntas, permitem enxergarmos, com clareza e nitidez, por meio do envio de informações pelas células nervosas.

Muitas dessas estruturas trabalham em conjunto, ou em sequência, passando para sua sucessora a informação inicial, que chega com a luz. Quando tudo está funcionando em equilíbrio e harmonia, a saúde dos olhos vai bem. Mas, quando isso não acontece, podem surgir problemas, que desencadeiam doenças oculares ou dificultam a visão.

Por isso, é importante conhecermos a anatomia dos nossos olhos, entender a importância de cada uma das suas partes e descobrir a função delas. Assim, podemos cuidar ainda melhor da nossa capacidade visual. Então, continue lendo e venha conosco, aprender um pouco mais sobre esses órgãos tão importantes para o ser humano!

Conheça as principais partes do olho humano

Situado em uma cavidade do crânio denominada ocular, os olhos são envolvidos por camadas adiposas (de gordura), que lhe dão maior proteção e permitem que se movam com liberdade. Os movimentos dos olhos são regidos por 6 músculos oculares.

No entanto, a visão é um sentido muito mais complexo e envolve diversas outras partes do olho, que tornam a anatomia do globo ocular uma estrutura muito variada e interessante, afinal, cada uma delas é essencial para permitir que possamos enxergar.

Veja a seguir como o globo ocular é organizado e entenda para que serve cada uma de suas estruturas.

Córnea

A córnea é a estrutura mais externa, responsável por focalizar a luz que chega aos olhos. Por essa razão é considerada a “janela” deles. Trata-se de um tecido transparente, situado em toda a frente do globo, através do qual se vê a íris e a pupila. Apresenta uma curvatura não regular, com a região central mais plana que sua área periférica.

Um dos seus objetivos é o de proteger o olho contra traumas e possíveis contaminações, além de manter o formato globular desse órgão. A limpeza natural da córnea é feita pela ação conjunta entre a lágrima e as pálpebras superior e inferior.

Esclera

A esclera, também chamada esclerótica, é a parte branca do olho ligada à córnea. Fica localizada mais externamente no globo ocular e tem como função dar proteção para as estruturas mais internas. Ela é conhecida por ser uma das três camadas do globo ocular.

Essa parte do olho é uma membrana fibrosa recoberta pela conjuntiva bulbar. É na esclera que se fixam os músculos extra oculares, responsáveis pelos diversos movimentos do olho. Também é responsável pela manutenção da sua forma.

Conjuntiva

A conjuntiva é uma membrana mucosa, transparente e fina, que tem a função de proteger a superfície do olho contra agentes externos e lubrificar o globo ocular. Ela apresenta duas porções diferentes que recebem nomes distintos.

Quando recobre a parte branca do olho, ou seja, a esclera, a conjuntiva é chamada bulbar. No caso da porção que recobre as pálpebras, essa é denominada como tarsal. Nessa parte do olho encontramos diversos vasos sanguíneos.

Íris

A íris é a parte mais escura do olho, às vezes colorida (olhos azuis ou verdes), e que tem uma abertura central, a pupila. Ela fica localizada logo atrás da córnea. A cor do olho da pessoa é definida pelo pigmento presente na íris. Ela sofre variações dependendo da quantidade de melanina armazenada, o que é definido por cerca de 150 genes diferentes.

Os genes predominantes na população mundial fazem com que os olhos castanhos sejam o tipo mais comum, seguido de avelã e azul. Existem algumas combinações genéticas que levam à ocorrência de cores muito raras, como âmbar, vermelho, violeta, preto e verde.

Você sabia que apenas 2% das pessoas apresentam olhos com essa última tonalidade?

Além de definir o tom dos olhos, a íris apresenta diversos músculos lisos que controlam a abertura e fechamento da pupila, funcionando como o diafragma de uma câmera fotográfica. A abertura varia em função inversa à luminosidade existente no ambiente. Assim, quanto menos luz disponível, mais ela dilata para um aproveitamento maior da luminosidade.

Corpo ciliar

O corpo ciliar é uma das partes do olho que fica localizado atrás da íris. É responsável pela formação do humor aquoso, o qual é um dos fluidos intraoculares. Outra função dessa parte é a de manter a pressão ocular adequada e o formato esférico do globo.

A contração do corpo ciliar provoca uma alteração na formação do cristalino, o que altera o foco da visão. Sua ação permite ajustarmos o olhar para enxergarmos o que está mais perto ou longe, como em uma câmera.

Cristalino

O cristalino é uma estrutura de consistência gelatinosa e elástica que fica localizada logo atrás da pupila. Sua estrutura é convergente, focaliza a luz que a penetra e forma imagens na retina. É o cristalino que realiza o ajuste fino para o foco e a leitura, por exemplo.

Esse ajuste é feito por meio da flexibilidade da própria estrutura, visto que o cristalino é como se fosse uma lente. Entre os 40 e os 50 anos, essa estrutura começa a perder essa propriedade, surgindo a presbiopia, também conhecida como “vista cansada”.

Posteriormente, o cristalino pode se tornar escuro e endurecido, impedindo a passagem da luz e constituindo a catarata.

Humor vítreo

Também chamado corpo vítreo ou apenas vítreo, é uma estrutura gelatinosa e viscosa da anatomia do olho, que ocupa a porção central do globo ocular, sobre a retina e atrás do cristalino. Seu volume médio é de cerca de 4 ml em cada um deles.

Ao nascermos, o humor vítreo tem uma consistência bem densa, e com o passar do tempo ocorre a liquefação, com consequente descolamento do mesmo. Em virtude do descolamento do vítreo, percebemos pequenas manchas no campo de visão, que comumente chamamos moscas volantes.

Retina

A retina é uma das partes do olho mais conhecidas. É nela que se formam as imagens daquilo que é visto e corresponde a um fino tecido nervoso que transmite as informações para o cérebro através do nervo óptico.

As células da retina sensíveis à luz são conhecidas como cones e bastonetes. A parte central da retina é chamada mácula, e é rica em cones, responsáveis pela visão de detalhes e das cores. O restante da retina é basicamente formado de bastonetes, menos sensíveis às cores.

No entanto, esses bastonetes são sensíveis em baixa intensidade luminosa. Desse modo, quando em um ambiente de pouca luz, os bastonetes se encarregam da visão, ou seja, são eles que nos permitem enxergar no escuro.

Outra função da retina é gerar os impulsos nervosos, que são enviados ao cérebro, o que permite que os objetos e cenários sejam vistos.

Coroide

A coroide é a camada média do olho, que fica localizada entre a esclera e a retina. Essa é uma membrana muito fina, intensamente pigmentada e vascularizada.

Os vasos sanguíneos da coroide é que suprem as células da retina e da esclera com o oxigênio e nutrientes que precisam. Por isso, essa estrutura da anatomia do olho é essencial para garantir a manutenção dessas duas partes e, consequentemente, o bom funcionamento da visão.

Com a íris e o corpo ciliar, a coroide formam a segunda das três camadas do globo ocular.

Nervo óptico

O nervo óptico é formado a partir da união de fibras nervosas das células ganglionares da retina. Essa estrutura faz a conexão do olho com o cérebro, por isso conta com muitas células nervosas.

A imagem capturada pelos cones e bastonetes da retina é enviada ao cérebro através dele, por impulsos nervosos, sendo assim, essa estrutura é essencial para conseguirmos, de fato, enxergar. Ao longo do nervo óptico passam vasos sanguíneos para levar oxigênio e nutrientes.

Glândula lacrimal

A glândula lacrimal fica localizada na parte interna da pálpebra superior, mais ao lado do globo ocular. É responsável pela produção de lágrimas, que umedecem a superfície ocular, nutrem a córnea e retiram substâncias estranhas que chegam ao olho.

As glândulas lacrimais não trabalham sozinhas, porque para conduzir as lágrimas são necessários os ductos lacrimais. A movimentação das pálpebras (com o piscar) faz a distribuição pela superfície ocular, ou seja, várias partes do olho trabalham juntas para garantir que o globo ocular tenha a umidade necessária.

Pálpebras

As pálpebras são consideradas anexos oculares. São formadas por um tecido músculo-fibroso recoberto por pele, na parte externa e conjuntiva, na parte interna. Sua principal função é a de distribuir as lágrimas pela superfície do olho e “limpar” a córnea.

A movimentação das pálpebras é possível devido aos músculos que ficam na parte superior dos olhos. Eles contraem, retraindo ou estendendo as pálpebras para abrir e fechar o olho. Esse pode ser um ato voluntário ou involuntário, nesse último caso, é uma medida de proteção acionada pelo organismo quando um objeto se aproxima do olho, por exemplo.

Cílios

Os cílios são os pequenos pelos localizados nas bordas externas das pálpebras, formando uma franja protetora do globo ocular. Eles protegem os olhos de sujeiras ou partículas suspensas no ar, fazendo a retenção deles e impedindo que sejam atingidos.

Eles também são chamados pestanas ou celhas e ajudam a complementar significativamente a proteção do olho. Porém, dependendo do tipo de ameaça, não se mostram muito eficazes, sendo que o fechamento das pálpebras tem uma ação mais efetiva.

Humor aquoso

Humor aquoso é um líquido com aspecto transparente e incolor, que contém em sua composição água e eletrólitos. Fica localizado na câmara anterior do globo ocular, entre a córnea e o cristalino, partes do olho já faladas anteriormente.

Sua função é nutrir a córnea e o cristalino, além de contribuir com a regulação da pressão interna do globo ocular, essencial para manter o metabolismo nutricional dos olhos e a boa função ótica.

Pupila

Corresponde à abertura central da íris. Seu diâmetro é regulável e se altera, permitindo que uma maior ou menor quantidade de luz penetre nas porções internas do globo ocular.

Como já deve ter percebido, a visão é complexa e as partes do olho são muito dependentes entre si. Quando doenças oculares se manifestam, há uma alteração das estruturas impedindo o bom funcionamento do conjunto, então a pessoa não consegue enxergar direito ou perde a visão em uma região do olho.

Por isso, garanta que está tudo bem com todas as partes do olho através de visitas regulares ao seu oftalmologista de confiança.

Saiba mais sobre as partes do olho, dê play no nosso vídeo abaixo!

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