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O que é retina artificial e a sua importância para a medicina

A tecnologia, sem dúvidas, trouxe muitos avanços para a medicina e também para a oftalmologia. O chip de retina é um desses recursos, que tem proporcionado algum grau de recuperação de muitos pacientes que sofrem com problemas de retina.

Na verdade, a retina artificial (ou chip de retina ) é capaz de restabelecer a visão em pacientes que não mais a tem. Os estudos sobre esse olho biônico seguem a todo vapor e são bastante promissores.

Para saber mais sobre o tema, bem como o que esperar em um futuro próximo, prossiga a leitura.

O que é o chip de retina?

Trata-se de uma prótese ocular (chip) que tem sido projetada com o objetivo de recuperar a perda de visão decorrente de alguns problemas de retina, como retinose pigmentar e também da degeneração macular por idade.

Em poucas palavras, podemos explicar que o chip de retina tem a capacidade de converter a luz recebida pelos olhos em sinais elétricos, que, por sua vez, vão estimular os neurônios da retina.

Na cirurgia um microchip é implantado diretamente sobre a retina do paciente, transformando o seu olho em um verdadeiro “olho biônico”.

Com a ajuda de uma câmera superminiaturizada, que é montada na estrutura de um par de óculos e que capta a entrada visual, é possível transformar essa luz em sinais elétricos, enviados diretamente para o microchip.

Esse chip vai estimular os neurônios da retina que ainda são saudáveis, melhorando as condições de visão.

Com o chip vou voltar a enxergar novamente?

O chip de retina é uma tecnologia recente. Sua indicação é feita sobretudo em pacientes que  não enxergam mais nem a luz. Os pacientes operados voltam a enxergar mas a visão é bastante limitada. Atualmente, os pacientes conseguem voltar a enxergar apenas vultos.

Outro problema da tecnologia, é o alto valor da cirurgia no momento, além da necessidade de um acompanhamento peródico após o procedimento para que o paciente receba um treinamento de como usar o dispositivo.

Até o momento, ainda não foi aprovado o uso do chip de retina no Brasil, mas há uma expectativa que isso possa ocorrer nos próximos anos.

Como estão os estudos de retina artificial no mundo?

Como foi possível perceber durante a leitura, muitos são os lugares do mundo que estão em busca de soluções para recuperar a retina e, consequentemente, a visão. Estudos promissores têm sido desenvolvidos na Austrália, na Itália (que tem realizado testes com uma nova retina 100% orgânica), em Londres, Israel e muitos outros.

Com a ajuda da tecnologia e da nanotecnologia, tem sido possível desenvolver sistemas que podem ser encaixados e adaptados ao olho humano — tão pequeno em área física, mas tão imenso em complexidade.

Felizmente, os estudos sobre a retina artificial não param e são bastante promissores. Muito em breve, os problemas de visão relacionados à degeneração e doenças congênitas não farão mais parte do nosso dia a dia. Não se trata de ficção científica, mas sim do avanço da tecnologia em favor da oftalmologia.

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Prof. Dr. Alexandre Rosa

Formado em Medicina pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e doutorado em Oftalmologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo. Especialista em doenças da retina e vítreo pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Professor de Oftalmologia da Universidade Federal do Pará.

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