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Fique por dentro das principais doenças que causam distorção da imagem

Fique por dentro das principais doenças que causam distorção da imagem

A distorção da imagem percebida pelo olho consiste na percepção irregular das linhas que limitam os objetos e corpos. Existem inúmeras causas para a visão distorcida.

Algumas doenças provocam essa distorção e devem ser bem conhecidas. Para todas elas, a ida regular ao oftalmologista, sobretudo ao especialista em retina, é capaz de diagnosticar com antecedência suficiente para tratar ou reduzir o impacto sobre a visão.

Continue a leitura e conheça as principais doenças que causam distorção da imagem.

Degeneração macular relacionada à idade

Conhecida pela sigla DMRI, a degeneração macular relacionada à idade acomete pessoas acima dos 55 anos de idade e, nessa faixa, é uma das principais causas de perda da visão.

A DMRI pode se apresentar na forma seca (atrófica) ou úmida (exsudativa). A primeira é bem mais comum e acontece por conta de um desgaste progressivo da parte central da retina (mácula), levando à sua atrofia, no casos mais avançados.

Como resultado, a pessoa percebe lentamente a perda da visão central. Por essa razão, é imprescindível o acompanhamento regular de um oftalmologista especializado em retina.

Entre os principais sintomas que podem aparecer, figuram:

  • embaçamento da visão;
  • distorção da imagem;
  • surgimento de uma área escura no centro da visão;
  • formação de imagens disformes.

A forma úmida é mais grave e representa apenas cerca de 10% dos casos. Nesse caso, ocorre a formação de novos vasos sanguíneos irregulares sob a retina. Esses vasos extravasam sangue ou fluidos, turvam a visão e levam a uma perda rápida e irreversível da capacidade visual quando é feito diagnóstico e tratamento.

O tratamento para DMRI seca consiste, principalmente, no cuidado nutricional do paciente. Assim, é primordial o consumo de antioxidantes naturais de frutas e hortaliças, além de ácido graxo Ômega 3 e zinco.

Multivitamínicos também podem ser recomendados. Vale enfatizar a importância de observar que o paciente de DMRI deve evitar exposição ao sol, em especial em razão dos raios ultravioleta.

Na DMRI úmida pode ser necessário o tratamento periódico com medicamentos anti-angiogênicos intra-oculares, que combatem a formação de vasos anormais.

Oclusão venosa da retina

A retina é nutrida por meio de diversos vasos que levam oxigênio e nutrientes para manutenção dos tecidos dessa parte do olho. Quando se dá o bloqueio de uma ou mais daquelas veias, caracteriza-se a oclusão venosa da retina (OVR).

A principal causa da OVR é a formação de coágulo nos vasos sanguíneos que afetam a retina. Como resultado, pode não haver sintoma imediato, mas o sintoma mais comum é a visão turva ou desfocada.

O bloqueio da retina provocado pela OVR apresenta risco de outras complicações oculares. Entre as evoluções mais comuns estão glaucoma, edema macular e perda parcial ou total da visão.

A prevenção da OVR deve acontecer por meio de alimentação equilibrada e da prática de atividades físicas regulares. Além disso, devem ser considerados ainda, nos casos aplicáveis:

  • manutenção do peso ideal;
  • suspensão do tabagismo;
  • controle da diabetes;
  • controle da pressão arterial;
  • controle do colesterol;
  • visitas regulares ao oftalmologista.

O tratamento da OVR pode ser realizado por meio da fotocoagulação à laser, tratamentos medicamentosos intra-oculares de fármacos anti-fator de crescimento endotelial vascular e/ou implantes anti-inflamatórios de corticóide.

Buraco macular

Essa doença atinge a retina formando um buraco na mácula, em razão de perda de tecido que reduz a acuidade visual central. A visão periférica do paciente é preservada, mas a pessoa praticamente não consegue mais ler ou enxergar de modo normal, perdendo qualidade de vida.

Embora possa ser resultante de um trauma ou de alguma infecção no olho, na maioria das vezes o buraco macular progride com a própria idade, sem uma doença prévia. Nesse caso, é conhecido como buraco macular primário ou idiopático.

No entanto, uma vez estabelecido, tende a evoluir aumentando de tamanho com o passar do tempo. Como resultado, as imagens aparecem distorcidas e a acuidade visual central fica bastante prejudicada.

O tratamento para o buraco macular é cirúrgico, com grandes chances de sucesso quando a ocorrência é recente, até seis meses, e o tamanho menor que 400  micras. Por essa razão, é muito importante o diagnóstico precoce e a visita regular ao oftalmologista.

Retinopatia diabética

Com o passar dos anos, portadores de diabetes ficam passíveis a complicações vasculares capazes de afetar rins, nervos periféricos e olhos. No caso das alterações oculares, ocorrem rompimento dos capilares da retina, além de hemorragias e inchaços.

Com os rompimentos, o organismo prolifera novos vasos frágeis no interior do olho. Por sua fragilidade, esses vasos se rompem, podendo causar descolamento da retina.

Toda pessoa com diabetes deve realizar um exame de fundo do olho anualmente. A prevenção é a principal medida nesse caso e não deve ser descuidada.

O tratamento da retinopatia diabética requer, antes de tudo, um rigoroso acompanhamento clínico, principalmente dos níveis de glicemia e da pressão arterial do paciente. A principal forma de tratar a doença é por meio da fotocoagulação (uso de raio laser na retina) e tratamento medicamentoso com anti-angiogênico intra-ocular periódico.

Os casos avançados, com hemorragias mais intensas, exigem tratamento com intervenção cirúrgica própria, a vitrectomia. Em muitas situações se consegue a recuperação de parte da visão.

Membrana epirretiniana

O humor vítreo é um gel viscoso que ocupa quase todo o interior do globo ocular. Com o passar dos anos, ele se torna cada vez mais liquefeito. Com isso, em alguns pontos, o humor vítreo pode se desprender da retina. Essa ocorrência recebe o nome de descolamento do vítreo posterior (DVP).

Após esse descolamento, podem se formar microfissuras na retina. A partir daí, observa-se o desenvolvimento de uma fina camada de tecido cicatricial na superfície. Esse tecido constitui a membrana epirretiniana.

A presença da membrana é capaz de provocar uma visão borrada, assim como a deformação das imagens. Esses sintomas dependem da área atingida.

Quando há indicação de tratamento, a abordagem é cirúrgica através da vitrectomia posterior. Com a intervenção, a membrana que se formou é retirada e observa-se uma boa recuperação da anatomia da retina em grande parte dos casos.

Essas são, portanto, as principais doenças da retina que provocam distorção da visão da imagem. Em todos os casos, a visita regular ao oftalmologista, sobretudo ao especialista em retina, é a melhor atitude de prevenção. Nesse sentido, é essencial marcar presença em uma clínica experiente e de confiança, como a RetinaPro.

E então, o texto foi útil para você? Aproveite a visita, entre em contato conosco e saiba tudo o que precisa para a saúde dos seus olhos!

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Prof. Dr. Alexandre Rosa

Formado em Medicina pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e doutorado em Oftalmologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo. Especialista em doenças da retina e vítreo pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Professor de Oftalmologia da Universidade Federal do Pará.

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