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5 doenças que podem causar dor nos olhos

5 doenças que podem causar dor nos olhos

Nosso corpo é realmente uma máquina fabulosa! Exemplo disso é que ele sempre dá sinais quando há algo errado acontecendo internamente. A dor nos olhos, por exemplo, pode ser um indicativo de alguma doença a ser investigada em profundidade.

Deveríamos ser bastante cuidadosos no que diz respeito a nossa saúde ocular. Pensando nisso, elaboramos este artigo para você conhecer algumas das doenças mais frequentes que causam dor nos olhos. Ficou interessado? Então desliza para baixo agora mesmo e confira!

1. Corpo estranho

A presença de um corpo estranho dentro dos olhos não significa, necessariamente, que você tem uma doença. Mas é verdade que, se esse material não for extraído de imediato, pode provocar lesões superficiais ou profundas no globo ocular, assim como desenvolvimento de infecções.

As partículas podem advir das mais variadas fontes: lentes de contato utilizadas de forma inapropriada, grãos de areia, ramos de arbustos, fuligens, unhas dos dedos da mão, entre outras. Frequentemente causa dor, lacrimejamento, inchaço, vermelhidão e aquela sensação incômoda de que há algo no interior dos olhos.

Diante de qualquer desconforto, recomenda-se procurar um médico o mais rápido possível. Diagnóstico e tratamento tardios aumentam consideravelmente as chances de uma infecção.

A avaliação é feita a partir do relato dos sintomas, das circunstâncias em que o incidente aconteceu e de alguns exames solicitados. O tratamento varia de caso a caso, mas consiste, em geral, na remoção do objeto estranho e na administração de colírios e medicamentos (por via oral ou aplicação direta).

2. Úlcera de córnea

Dito de modo bem simples, a úlcera de córnea refere-se à destruição do tecido corneano. A ulceração pode atingir mais ou menos camadas da córnea, ser grande ou pequena. Mais comumente afeta apenas 1 dos olhos.

A razão de sua origem pode ser infecciosa — provocada por bactérias, vírus, fungos etc. —, mas também decorrência da evolução de uma doença anterior, como distúrbios que deixam os olhos secos ou mesmo ocorrer após traumas oculares (queimaduras químicas, corpo estranho, lesões e arranhões).

Os sinais da úlcera de córnea são: olho vermelho, lacrimejamento e dor, presença secreção, visão embaçada, fotofobia, pálpebras inchadas e, em quadros de maior gravidade, a presença de uma mancha esbranquiçada sobre a córnea (bem visível).

A forma, o tempo de tratamento e a possibilidade de recuperação completa da visão dependem da causa e da fase em que a doença se encontra. Os resultados costumam ser favoráveis, mas o risco de cegueira existe, por isso é tão importante consultar o oftalmologista com frequência para a obtenção de um diagnóstico precoce.

3. Blefarite

Normalmente, as causas da blefarite estão relacionadas à presença de bactérias na na região das pálpebras. Dessa forma, pessoas que têm disfunção nas glândulas sebáceas e que apresentam pele oleosa ou caspas estão mais propensas a doença. Outras situações ou condições de saúde podem contribuir para isso, são exemplos: alergias diversas, uso de medicamentos para acne, etc.

A blefarite é completamente inofensiva à visão, isto é, não apresenta riscos de perda visual. Entretanto, a coceira na área da pálpebra (onde crescem os cílios), a irritação e a dor nos olhos causadas por essa inflamação são relatadas como sintoma bastante incômodo.

A sensação de queimação na parte ocular interna — como se houvesse um grão de areia arranhando —, o aumento ou a diminuição da quantidade de cílios e a necessidade frequente de piscar são outros sinais de que o paciente pode estar com blefarite.

Para tratar a infecção, os oftalmologistas costumam recomendar a limpeza regular da área (com água morna e xampu neutro) e a aplicação de lubrificantes oculares ou pomadas antibióticas. Quando há alterações no funcionamento das glândulas sebáceas ou alergias, é necessário procurar tratamento complementar com um especialista.

4. Uveíte

A uveíte é também uma doença inflamatória, só que, diferentemente da blefarite, atinge a camada média do globo ocular, em uma região denominada úvea — parte do olho que engloba a íris, o corpo ciliar e a coróide. Em quadros mais graves, essa inflamação pode alcançar o nervo óptico e a retina.

Essa enfermidade, a depender do segmento ocular em que se manifesta, vai ser classificada como anterior, intermediária ou posterior. Além disso, ela pode afetar um ou os dois olhos do paciente.

As causas podem ser as mais diversas, dentre as quais podemos citar infecções (toxoplasmose, sifilis, tuberculose, etc), doenças reumatológicas (espondilite anquilosante, artrite reumatoide, sarcoidose, etc), corpo estranho, traumas, leucemias e linfomas. Já os indícios da uveíte são dores, sensibilidade à luz, visão turva e hiperemia (olhos vermelhos).

Alguns de seus sintomas são semelhantes aos da conjuntivite, por esse motivo, é fundamental procurar um médico para obter o diagnóstico diferencial e correto, uma vez que a uveíte pode comprometer seriamente a visão do paciente.O tratamento vai depender da causa da uveíte.

5. Glaucoma

O glaucoma é uma doença ocular multifatorial que causa danos ao nervo óptico e também alterações na pressão intraocular.

É relevante explicitar que há vários tipos diferentes de glaucoma como: crônico (ou de ângulo aberto), agudo (ou de ângulo fechado) e congênito. Os fatores de risco alternam entre idade avançada, histórico familiar, traumas ou distúrbios de saúde, como diabetes, hipertensão, hipertireoidismo, tumores, inflamações oculares, descolamento de retina, entre outros.

Apesar de seu alto potencial de risco para a visão (podendo levar, inclusive, à cegueira), o glaucoma costuma evoluir sem apresentar sintomas claros e perceptíveis. Mas, então, como descobrir a doença?

O glaucoma crônico geralmente é assintomático. Mas o glaucoma agudo costuma ter uma série de sintomas: dor forte, inchaço e vermelhidão nos olhos, lacrimejamento excessivo, náuseas e vômitos são alguns deles.

O tratamento consiste em ações que buscam diminuir a pressão intraocular. Quadros de glaucoma agudo são encarados como emergência médica e demandam procedimentos urgentes (inclusive, intervenções cirúrgicas).

Elencamos aqui 5 doenças oculares que podem resultar em dor nos olhos, mas a lista é bem maior que essa. Como ela é um sintoma comum a muitas doenças, é preciso estar atento a outros sinais que aparecem conjugados.

Vale reafirmar a importância de realizar consultas periódicas ao oftalmologista. Além disso, assim que verificar qualquer anormalidade, procure de imediato um atendimento médico. Não demore, pois como vimos, alguns transtornos são silenciosos e muito graves. A prevenção é a melhor aliada da sua saúde ocular!

Está sentindo dor nos olhos, mas ainda não sabe o que pode ser? Entre em contato conosco! Contamos com uma equipe altamente capacitada para oferecer todos os cuidados que você precisa.

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Prof. Dr. Edmundo Almeida

Prof. Dr. Edmundo Almeida

Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Pará (1976) e doutorado em Oftalmologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (1981). Membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo. Pós-doutorado pela Université de Paris (1982). Atualmente é professor adjunto de graduação e residência médica em oftalmologia da na Universidade Federal do Pará, professor adjunto da Universidade do Estado do Pará, Coordenador do Serviço de Prevenção da Retinopatia da Prematuridade na Santa Casa de Misericórdia do Pará e Hospital de Clínicas.Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Oftalmologia, atuando principalmente nos seguintes temas: Doenças da retina e vítreo, Cirurgia da Catarata, Transplante de Córnea, Uveítes, Prevenção da Retinopatia da Prematuridade e Hanseníase ocular.

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