Doenças autoimunes nos olhos: saiba mais e veja os principais sintomas

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As doenças autoimunes nos olhos causam grande desconforto entre os portadores, podendo impactar diretamente no dia a dia e reduzir a qualidade de vida, o que reforça a importância dos pacientes com esse tipo de enfermidade fazerem o acompanhamento regular com um oftalmologista.

Essas condições ainda levanta muitas dúvidas entre os especialistas, principalmente sobre os seus fatores desencadeantes, que podem envolver questões:

  • genéticas;

  • hormonais;

  • ambientais, como a exposição a substâncias químicas e enfermidades;

  • alimentares e

  • emocionais, como o excesso de estresse.

Apesar de normalmente se falar sobre os efeitos das doenças autoimunes no corpo de forma geral, elas também podem ter grande impacto nos olhos. Como consequência, alguns pacientes podem se queixar constantemente de algum desconforto ocular. Continue lendo para saber mais e tire suas dúvidas sobre o tema.

O que são doenças autoimunes?

Antes de falar sobre as doenças autoimunes nos olhos, é importante entender mais sobre esse tipo de enfermidade, considerada uma síndrome. Para isso, precisamos falar sobre o nosso sistema de proteção.

Esse conjunto de células tem como principal função proteger todo o organismo contra qualquer invasor, como vírus, bactérias, fungos e outros parasitas. Dessa forma, quando há a identificação de uma infecção, as células responsáveis vão para a área e combatem os agentes infecciosos. Ou seja, muitas doenças não se manifestam devido à ação protetora do próprio corpo.

Mas nem sempre todo esse processo ocorre como deveria. Em alguns casos ocorre uma falha chamada autoimunidade. Esse problema faz com que algumas células do próprio corpo sejam consideradas um agente infeccioso, o que aumenta a produção de anticorpos para combatê-lo. Como consequência, o corpo acaba “atacando” os próprios tecidos.

Como já falado, não se sabe exatamente o que causa essa reação, mas acredita-se que envolve uma combinação dos fatores citados acima.

Quais doenças autoimunes afetam a visão?

As principais doenças autoimunes nos olhos são:

  • arterite de células gigantes: caracterizada pela inflamação dos vasos sanguíneos da parte superior do corpo;

  • artrite reumatoide: enfermidade inflamatória que afeta as articulações;

  • doença de Graves: inflamação que altera a produção hormonal da tireoide;

  • esclerose múltipla: as células de defesa destroem a camada que protege os nervos. Atinge o cérebro, a medula espinhal e os olhos;

  • espondiloartropatias soronegativas: conjunto de condições que causam artrite e inflamação nos tendões;

  • lúpus eritematoso sistêmico: problema que pode afetar diversas partes do corpo, como pele, células sanguíneas e órgãos e

  • síndrome de Sjögren: o sistema imune ataca as estruturas responsáveis pela produção da saliva e das lágrimas.

Todos os problemas citados acima não tem cura, apenas com tratamentos para reduzir os sintomas e trazer mais conforto para os pacientes.

Saiba mais sobre a artrite reumatoide e outras doenças reumáticas na nossa live com a Dra. Thais Mendes, aqui da RetinaPro.

Quais os sintomas das doenças autoimunes nos olhos?

As doenças autoimunes nos olhos podem causar diferentes sintomas, dependendo diretamente da estrutura ocular afetada. Mas, de forma geral, os pacientes se queixam de:

Vale ressaltar que nem sempre esses sinais estão presentes conjuntamente. Pacientes com síndrome de Sjögren, por exemplo, costumam ter os olhos sempre secos, mas nem sempre há dores ou problemas de visão. Além disso, muitas pessoas só sentem desconfortos durante as fases agudas, ou seja, quando a doença não está controlada.

Como tratá-las?

As doenças autoimunes nos olhos devem ser levadas a sério e exigem um acompanhamento profissional para evitar complicações, como a perda da visão. Assim, o tratamento das enfermidades deve ocorrer de forma multidisciplinar, com um imunologista, reumatologista e oftalmologista.

Os dois primeiros especialistas trabalharão para controlar a inflamação e os sintomas gerais, já o oftalmologista atuará para melhorar a visão e reduzir o desconforto ocular. Para isso, ele fará um exame completo para avaliar:

  • acuidade visual;

  • capacidade de movimentar;

  • campo visual;

  • reação da pupila e

  • a parte externa dos olhos.

A partir desse levantamento, o profissional poderá traçar qual é o tratamento mais indicado, que pode envolver o uso de colírios, a troca de medicamentos ou ainda o aumento da dosagem. Independente do que for prescrito, é essencial que seja comunicado para o outro médico responsável pelo caso. Isso evitará complicações e garantirá a saúde do paciente.

É importante, ainda, que o portador da doença autoimune nos olhos continue fazendo o acompanhamento regularmente, não apenas nas crises agudas. Isso permitirá um controle maior e impedirá o aparecimento dos sintomas graves, o que tem grande impacto na rotina e pode comprometer a realização das tarefas diárias.

Apesar desse tipo de enfermidade ainda não ser muito conhecido pelas pessoas, o cenário está mudando. Um exemplo é a popularização da campanha Fevereiro Roxo, que fala sobre lúpus, assim como sobre outras doenças sem cura: a fibromialgia e o Alzheimer.

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