Herpes ocular: entenda o que é e por que acontece

herpes ocular

A herpes ocular é uma manifestação da infecção pelo vírus da herpes simples tipo I (HSV-1) ou pela reativação da varicela zoster, e traz diversos sintomas incômodos para os seus pacientes. Ela é contagiosa, por isso, é essencial ter cuidados extras no dia a dia para evitar que os familiares ou amigos a contraiam.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, há mais de 3,7 bilhões de pessoas com menos de 50 anos infectadas com o HSV-1. Isso representa 67% de toda a população. Em muitos dos casos, não há nenhum sintoma, ou seja, o vírus está “dormente”.

Já entre os brasileiros, segundo a Federação Médica Brasileira, essa infecção ocorre em 95% da população. Normalmente, a contaminação se dá na infância ou na adolescência, época em que há contato com grupos maiores de pessoas, como a escola. Além dos olhos, a herpes também pode se manifestar na boca.

Mas também há a possibilidade do aparecimento de bolinhas de água e feridas em outras áreas do corpo, como é o caso da herpes ocular. Essa doença pode ocorrer a partir da reativação do vírus varicela zoster, que causa a famosa catapora e é comum na infância.

Continue lendo para saber mais sobre essa condição, qual é a sua causa, como cuidar e se há como evitá-la.

O que é a herpes ocular e por que ela ocorre?

Como já exposto, a herpes ocular é uma forma de manifestação da infecção por HSV-1, o vírus simples tipo I, mas ela também pode ocorrer pela reativação do vírus da catapora. Nesses casos, é chamada de Herpes Zoster Oftálmico. Ela é mais comum em pacientes com mais de 50 anos e a sua incidência aumenta com a idade. Não há predileção relativa a sexo ou etnia.

A manifestação ocorre quando o vírus em questão consegue acometer um nervo oftálmico, chamado de nervo trigêmeo. De acordo com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS), isso ocorre em 10% a 20% de todos os casos de herpes zoster.

Quais são os principais sintomas da herpes ocular?

A herpes ocular pode se manifestar de diferentes maneiras, uma vez que depende diretamente da imunidade do paciente, assim como da existência, ou não, de outras doenças. Pacientes com HIV que estão em um estágio avançado, por exemplo, tendem a ter sintomas mais intensos e com maior recorrência.

Mas, em geral, esse problema é caracterizado pelo surgimento de lesões da pele, como bolhas de água, feridas e manchas. Na maioria dos casos, causam desconfortos e afetam apenas um lado do rosto, atingindo a parte superior da cabeça, entre o nariz e o couro cabeludo.

Outro sintoma da herpes ocular é o acometimento do globo ocular que, ainda segundo a UFGRS, ocorre entre 50% e 72% dos casos e pode trazer sequelas visuais para o paciente, inclusive causar a cegueira. As doenças mais comuns são:

  • Conjuntivite: inflamação da membrana externa do olho;

  • Ceratite: inflamação da córnea, tecido transparente da parte frontal do olho;

  • Uveíte: inflamação da parte pigmentada;

  • Neurite óptica: inflamação do nervo óptico e

  • Necrose retiniana aguda: complicação rara que degenera a retina.

Assim, além dos sintomas causados pela própria herpes, há a possibilidade de ocorrerem manifestações das doenças citadas acima, como dores, vermelhidão, coceira, problemas em enxergar e outros.

Como tratar a herpes ocular?

O tratamento da herpes ocular deve ser feito por meio de uma equipe multidisciplinar. Um dermatologista irá cuidar das manifestações cutâneas, enquanto o oftalmologista cuidará dos sintomas nos olhos.

Para isso, o especialista deve fazer uma avaliação completa da saúde ocular, identificar quais são as patologias que estão afetando os olhos, além de analisar como reduzir os sintomas e o risco de haver sequelas. Recomenda-se que o paciente procure um médico até 72 horas (ou 3 dias) após o aparecimento de lesões ou de outras mudanças identificadas nos olhos.

Geralmente, há a recomendação de pomadas ou remédios antivirais e de colírios. Mas, atenção: a automedicação pode ter efeitos negativos e agravar o quadro. Por isso, sempre procure um médico para avaliar e traçar o tratamento mais adequado para você.

Cuidados com a herpes ocular

Além de seguir o protocolo traçado pelo médico, também é importante ter cuidados diários com a herpes ocular, como evitar mexer na área afetada, não estourar as bolhas de água e não ficar exposto longos períodos ao sol. Também se recomenda ter hábitos saudáveis para aumentar a imunidade.

Outros cuidados importantes são relativos à doença que ocorre pelo vírus simples tipo I da herpes, que é contagioso. Nesses casos, evite compartilhar objetos pessoais com seus familiares ao ter feridas abertas e tenha uma toalha apenas sua.

Já nos quadros de Herpes Zoster Oftálmico, é muito improvável haver contaminação, uma vez que as crianças são vacinadas ou contam com imunidade contra o vírus da catapora.

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Izabela Almeida

Izabela Almeida

Dra. Izabela Almeida possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Pará (UFPA ), Oftalmologista pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologista (CBO) e Ministério da Educação (MEC), Especialista em Glaucoma Adulto e Infantil/Congênito pela Escola Paulista de Medicina / Universidade Federal de São Paulo (EPM/UNIFESP) e pelo Hospital Medicina dos Olhos (HMO).

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