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Está com coceira no olho? Descubra o que pode ser!

Está com coceira no olho? Descubra já o que pode ser!

Quem nunca teve coceira no olho? Essa é uma sensação muito comum, mas precisamos ter cuidado, porque coçar os olhos não faz bem para a saúde ocular. A fricção e a pressão exercidas podem trazer complicações que prejudicam a visão, além de nossos dedos levarem micro-organismos para o globo ocular.

O ideal é entender por que isso está acontecendo e buscar o melhor tratamento para aliviar a irritação. Afinal, ela acontece em função de vários fatores e pode ser seguida de outros sintomas, como vermelhidão, secreção e embaçamento visual. Esses sinais e sintomas ajudam a identificar a causa do incômodo, mas, ainda assim, é preciso procurar um especialista.

E então, você sabe o que a coceira no olho pode indicar? Neste post, apresentamos algumas possíveis causas da coceira nos olhos para você entender por que ela se manifesta. Veja, também, quais são os riscos e como podemos tratar ou aliviar o desconforto.

O que causa coceira no olho?

Quem nunca sentiu aquela vontade quase incontrolável de coçar os olhos? Essa é uma sensação muito comum e que pode ser desencadeada por uma série de fatores diferentes. É possível que indique apenas um corpo estranho em contato com o globo ocular, mas, em alguns casos, pode ser um sintoma de um problema mais complexo.

Os olhos são órgãos muito sensíveis e facilmente se irritam em função de partículas de sujeira, fumaça, ressecamento ou a presença de microrganismos. Por isso, quando o incômodo é recorrente, ele precisa ser avaliado por um médico oftalmologista.

A seguir, listamos alguns fatores que causam coceira no olho para que você entenda o que deixa a vista irritada. Acompanhe.

Conjuntivite alérgica

A conjuntivite alérgica é uma das principais causas da coceira no olho. Esse problema não é causado por um vírus ou bactéria, como as outras formas de conjuntivite, mas desencadeado por fatores irritantes, como fumaça de cigarro e outros poluentes, poeira, pólen, pelos de animais e outras partículas, geralmente dispersas no ar.

Quando entram em contato com os olhos, essas partículas provocam uma reação do sistema imunológico, que desencadeia a coceira como uma forma de alerta do organismo. Porém, coçar não é a melhor maneira de aliviar o problema, porque os dedos podem estar sujos e irritar ainda mais os tecidos.

A conjuntivite alérgica pode se manifestar durante o ano inteiro. Para algumas pessoas, é mais frequente no verão e primavera, por causa de alergênicos, como o pólen, dispersos no ar. Para outros, a alergia se manifesta com mais intensidade nos meses frios ou com baixa umidade atmosférica, principalmente em função da concentração de poeira e poluentes, associada ao tempo seco, que desidrata os olhos.

Além da coceira, esse tipo de conjuntivite desencadeia também sintomas como lacrimejamento, vermelhidão e sensação de areia no olho. Por isso, é importante identificar o que estimula a conjuntivite alérgica e evitar o contato com o fator alergênico.

Conjuntivite bacteriana ou viral

A conjuntivite viral é uma condição mais comum do que a bacteriana. Seu principal agente causador é o adenovírus, que é transmitido quando os olhos entram em contato com secreções contaminadas pelo vírus, não sendo transmitida pelo ar.

O principal sintoma dessa infecção é a vermelhidão nos olhos, acompanhada de coceira, dor e sensação de areia ao piscar. Pode haver sensibilidade a luz e visão embaçada. A secreção, no caso da infecção viral, aparece em pouca quantidade e é menos espessa e esbranquiçada.

As conjuntivites causadas por bactérias são raras e têm um quadro com sintomas mais exuberantes do que a viral, embora sejam os mesmos. Além disso, a secreção é abundante, amarelada e bastante espessa. Em alguns casos, a pessoa pode até ter dificuldade de abrir os olhos pela manhã devido ao seu acúmulo.

Hordéolo (“Terçol”)

O hordéolo também é uma doença ocular comum e pode ser facilmente identificado pela própria pessoa. Caracteriza-se pela formação de uma pequena protuberância na pálpebra, seja ela inferior ou superior, em função da obstrução de uma glândula. Além da coceira no olho, esse problema também provoca ardência, inchaço e vermelhidão no local.

Inflamações

Manifestações inflamatórias nos olhos e em seus anexos, como a blefarite, fazem os olhos coçarem. Assim com acontece com o terçol, essas manifestações desencadeiam outros sintomas associados, como vermelhidão, inchaço, sensação de queimação ou corpo estranho, dor, lacrimejamento e outros.

Síndrome do olho seco

Consiste na redução da produção de lágrimas, deixando os tecidos oculares ressecados. Quando isso acontece, eles se irritam facilmente com agentes externos e o atrito com as pálpebras causa coceira. Pode ser resultado da desidratação orgânica, envelhecimento natural, uso excessivo de computador ou ar-condicionado, entre outros.

Cansaço visual

A vista também fica cansada quando é exigida demais, seja pelo uso excessivo do computador, do celular, ver muita televisão ou ler continuamente. Tudo isso provoca um grande esforço e reduz a quantidade de piscadas. Assim, o olho deixa de ser lubrificado corretamente, o que provoca a desidratação dos tecidos e, consequentemente, a coceira no olho.

Outras condições que fazem os olhos coçarem são:

Porém, independentemente do que esteja causando a coceira, lembre-se de que é importante evitar ao máximo coçar os olhos. A seguir, explicamos quais são as complicações que esse ato pode causar.

Quais sãos os riscos da coceira no olho?

Levar as mãos aos olhos para coçá-los, muitas vezes, é um ato espontâneo e involuntário quando o incômodo se manifesta. Pode ser irresistível fazer isso, mas precisamos policiar os nossos atos para não agravar a situação.

Considere que nossas mãos, geralmente, não estão limpas, já que tocamos as coisas ao nosso redor. Ao coçar os olhos, estamos levando para eles mais partículas e, em alguns casos, microrganismos patogênicos. Assim, os olhos coçam ainda mais, ou pior, manifestam complicações desencadeadas por bactérias e vírus, como inflamações e infecções.

Existe ainda outro agravante, que é a fricção excessiva no globo ocular. Como os olhos são sensíveis, existe a possibilidade de microtraumas que predispõem ao descolamento ou sangramentos na retina, que pode causar a perda total da visão.

Coçar os olhos pode provocar lesões na córnea, deixando-a deformada, um problema que pode se tornar permanente. É comum a associação de coceira nos olhos ao desenvolvimento de uma doença chamada ceratocone.

A córnea, uma camada fina e transparente que recobre o globo ocular faz o papel de lente fixa sobre a íris (área colorida dos olhos). Dessa forma, é projetada a luz sobre a retina por meio da pupila, permitindo que a pessoa consiga enxergar com clareza. Alterações na transparência da córnea ou em sua curvatura podem comprometer a visão.

No ceratocone há uma redução progressiva da espessura central da córnea. Esse defeito impede que ocorra a projeção de imagens nítidas na retina. Apesar de ser uma doença genética rara, existem fatores que contribuem para o seu aparecimento, como o ato de coçar ou esfregar os olhos.

Como a coceira no olho é tratada?

A coceira no olho pode ser aliviada de forma segura, e isso é feito dependendo do que está causando o problema. No caso da conjuntivite alérgica, podemos prevenir o incômodo evitando o contato com o agente alergênico, tratando a alergia sistêmica e a ocular. Nesse caso, é interessante que a pessoa tenha antialérgicos sistêmicos e tópicos, ou seja, colírios próprios para combater a irritação causada pela alergia.

Porém, como em algumas situações não é possível fazer isso, a coceira é minimizada por meio da aplicação de colírios lubrificantes e antialérgicos. É importante salientar que colírios para diminuir a vermelhidão do local não devem ser usados sem recomendação médica.

Isso porque a diminuição da irritação é apenas aparente, havendo permanência da coceira nos olhos. Além disso, com o tempo há uma relação de dependência, ou seja, os olhos tendem a ficar vermelhos para receber a medicação.

Lavar os olhos também é uma boa alternativa para remover possíveis partículas que estejam em contato com eles, o que pode causar coceiras e bastante incômodo ocular. Nesse caso, recomenda-se que a limpeza seja feita com água ou com produtos específicos recomendados pelo oftalmologista como shampoo neutro.

Compressas frias minimizam o desconforto, porque reduzem os processos inflamatórios ao controlar a circulação sanguínea. E o descanso dos olhos é essencial, principalmente para quem realiza um esforço visual prolongado.

As pausas regulares devem ser realizadas para que a vista mantenha outro foco. Também procure observar seu hábito de piscar para que os olhos sejam lubrificados, e não se esqueça de beber bastante água para que a produção de lágrimas esteja adequada.

No caso das mulheres, é importante observar se o uso de maquiagens (principalmente com data de validade vencida) pode estar desencadeando alergia local. Se isso acontecer, procure investir em produtos de boas marcas e hipoalergênicos. Porém, se o incômodo persistir, suspenda temporariamente o uso e consulte um oftalmologista.

Por fim, é fundamental que as pessoas que usam lentes de contato corretivas tenham bastante cuidado. É importante não dormir com elas e promover a sua limpeza sempre antes de aplicá-las nos olhos. Além disso, não deve-se usá-las após o período recomendado, visto que essa é uma das causas de coceira nos olhos e infecções que podem se tornar bastante graves.

E então, entendeu o que a coceira no olho pode ser? Se o incômodo for recorrente, procure um oftalmologista para que ele identifique as reais causas e indique a melhor alternativa para prevenir novos eventos. Evite a automedicação, pois isso pode agravar os sintomas e causar complicações para a visão.

Para ajudar você com o cuidado dos olhos, disponibilizamos alguns materiais bastante interessantes sobre o assunto. Que tal dar uma olhada em nossos artigos? Boa leitura!

 

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Prof. Dr. Alexandre Rosa

Formado em Medicina pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e doutorado em Oftalmologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo. Especialista em doenças da retina e vítreo pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Professor de Oftalmologia da Universidade Federal do Pará.

Comentários (1)

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    Ezequiel Fontes

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    Parabéns por esclarecer problemas em nossos olhos que podem ser corrigidos, com conhecimento de causas. Muito Obrigado.

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