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Olho tremendo: o que significa?

Muitos pacientes agendam uma consulta conosco por estar com o olho tremendo, desejando saber o que está acontecendo, se isso é causado por uma doença ou se há algum tratamento para o problema. Essa condição, dentro da oftalmologia, é chamada de mioclonia ou mioquimia e representa espasmos ou contrações na pálpebra.

Assim como todo o resto do corpo, o nosso sistema visual conta com diversos músculos, tanto internos, responsáveis pela movimentação do órgão, quanto na parte externa, como é o caso da pálpebra, a pele responsável pelo fechamento e abertura dos olhos.

Quando há algum problema no corpo, o músculo da pálpebra não age como deveria e começa a tremer, causando uma sensação bem incômoda para o paciente e o impedindo de realizar as suas tarefas diárias com tranquilidade.

Continue lendo para saber mais sobre o olho tremendo e veja quais são as possíveis causas para que esses espasmos e contrações acontecerem.

O que o olho tremendo pode indicar?

Como já falado, o olho tremendo ocorre quando a pálpebra tem movimentos musculares involuntários (blefaroespasmos), causados pelo excesso de cansaço. É normal que isso aconteça em outras partes do corpo também. Quando se faz muito exercício para o braço, por exemplo, também podemos sentir pequenas contrações na área.

Mas, como o grupo muscular é muito maior e mais fortalecido, isso acontece com uma intensidade muito menor e, muitas vezes, nem é notado. Já no caso da mioclonia e mioquimia, esses movimentos são facilmente perceptíveis e causam um tipo de pulsação na parte superior do olho, o que levanta preocupações e diminui a qualidade de vida.

Existem muitas razões para isso acontecer, mas, as mais frequentes são:

Estresse

O estresse e a ansiedade contam com diversos efeitos no corpo humano, podendo causar a perda dos cabelos, casos de azia ou, até mesmo, o olho tremendo de forma temporária.

Se você está passando por um momento de muita tensão, seja por conflitos no trabalho ou na vida pessoal, é preciso buscar uma maneira de relaxar de forma saudável, para isso, nós recomendamos:

  • yoga;

  • exercícios físicos;

  • exercícios respiratórios;

  • ajuda profissional, se necessária;

  • momentos de descontração com os amigos e

  • atividades recreativas, como ver filmes ou ler.

Cansaço e tensão muscular

O cansaço e a tensão muscular da pálpebra estão diretamente ligados com o estresse, mas também podem estar relacionados com a insônia e o excesso do uso de tela, por exemplo. Por isso, se você está tendo problemas para dormir, procure relaxar e ter as devidas horas de sono.

Já em relação ao excesso de tela, a Fundação Oswaldo Cruz recomenda a regra 20-20-20 que prevê o descanso dos olhos a cada 20 minutos. Para isso, deve-se focar em um objeto que esteja a 20 pés, mais ou menos 6 metros, por 20 segundos. Se for possível, ainda, recomenda-se que isso ocorra perto de uma janela com bastante luminosidade e que o horizonte seja o foco. Isso relaxará os músculos e evitará que o olho tremendo.

Secura nos olhos

Outra consequência do uso excessivo de telas é a secura nos olhos. Esse problema também pode ocorrer quando há alguma patologia que diminui a produção natural de lágrimas. Nesses casos, o tratamento para o olho tremendo consiste no uso de colírios de forma periódica.

Doenças oculares

Apesar de as causas mais comuns serem essas listadas acima, o olho tremendo pode ser causado por doenças oculares, como:

  • blefarite: inflamação nas bordas das pálpebras;

  • uveítes: inflamação na camada média do olho, como na íris;

  • ceratite: inflamação da córnea e

  • entrópio: patologia em que a pálpebra se dobra para a parte interna do olho.

Esses são apenas alguns exemplos, mas existem muitas outras patologias que podem ter como sintoma inicial o olho tremendo. Por isso, é importante contar com o acompanhamento médico para evitar complicações.

Está com o olho tremendo? Procure um oftalmologista

O olho tremendo pode significar muitas coisas, desde o excesso de estresse até os primeiros sintomas de uma doença com consequências graves, por isso, nós recomendamos que todos que tenham esse sintoma procurem por um oftalmologista para fazer uma análise individualizada.

Assim, caso seja necessário, o médico especializado traçará um tratamento e ainda poderá auxiliar você a promover a saúde ocular, dando dicas para evitar o excesso de tela e mostrando outras práticas que podem ser inseridas no seu dia a dia para relaxar os músculos oculares.

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Prof. Dr. Alexandre Rosa

Formado em Medicina pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e doutorado em Oftalmologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo. Especialista em doenças da retina e vítreo pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Professor de Oftalmologia da Universidade Federal do Pará.

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