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Entenda as diferenças entre pandemia, epidemia, endemia e surto

Entenda as diferenças entre pandemia, epidemia, endemia e surto

A pandemia de coronavírus trouxe um questionamento interessante sobre a diferença dos conceitos de pandemia, epidemia, endemia e surto. Afinal, será que é tudo a mesma coisa?

Na verdade, não. Os termos se diferem de acordo com alguns fatores, como quando a quantidade de casos de uma doença surge acima do esperado, a quantidade de regiões afetadas e, até mesmo, a frequência com que acontece em determinado lugar.

Conhecer esses termos é importante, principalmente, para saber com o que estamos lidando. Ao classificar o episódio, por exemplo, é possível saber quais são as medidas de proteção necessárias.

Além do recente coronavírus, uma pandemia respiratória, você sabia que algumas doenças oculares já tiveram surtos? Saiba quais foram e muito mais sobre o assunto agora mesmo!

O surto

O surto é caracterizado pelo aumento inesperado da quantidade de uma doença em uma determinada região, somado ao número de casos maior do que aquele esperado pelas autoridades.

Isso porque os órgãos responsáveis já têm uma medida esperada de determinadas doenças em regiões, baseados em dados e históricos.

Em algumas cidades, por exemplo, a dengue é considerada um surto, pois tem um elevado número de casos (maior do que o esperado) em alguns bairros, ou seja, regiões específicas.

O surto também pode ocorrer em locais menores e determinados, como uma escola ou um quartel.

A epidemia

Um surto que acontece em maior escala, atingindo várias regiões, é considerado uma epidemia. Dentro de uma cidade, por exemplo, um surto ocorre quando poucos bairros registram a ocorrência da doença, e uma epidemia é quando vários bairros apresentam o problema.

Mais uma vez temos a dengue como exemplo: atingindo massivamente algumas cidades do país, os municípios utilizam o termo de epidemia na cidade.

A endemia

Diferentemente dos dois exemplos anteriores, que têm como dado classificatório a quantidade de casos, a endemia se refere à alta frequência com que uma doença surge em determinado local — independentemente da quantidade de pessoas que adoecem, e tem causa também local.

A febre amarela na região norte do Brasil é um bom exemplo de doença endêmica, pois é bastante típica daquela região.

A pandemia

Infelizmente, o que estamos vivendo atualmente com o coronavírus é a pior possibilidade das doenças que atingem um grande número de pessoas.

A pandemia é caracterizada pela grande quantidade de casos em diversas regiões do planeta. Alguns exemplos que podemos destacar além da Covid-19 são a gripe suína em 2009 e também a AIDS — que apesar de estar em relativo controle e diminuindo no mundo, ainda tem as caraterísticas de uma pandemia.

Os surtos oculares

Algumas doenças oculares são altamente transmissíveis e, por isso, grandes candidatas a causadores de surtos, seja em pequenas comunidades (como uma escola ou empresa) ou em algumas regiões de um município.

Entre os mais comuns, que são observados de tempos em tempos em nossa sociedade, estão a conjuntivite e a herpes ocular, por exemplo. Tratam-se de doenças contagiosas causadas por bactérias (no caso da conjuntivite bacteriana) ou vírus (como a herpes).

Essas duas doenças apresentam sintomas semelhantes, como olho avermelhado, coceira e sensação de corpo estranho. Ao perceber esses sintomas e várias pessoas relatando os mesmos problemas, não hesite em entrar em contato com o seu oftalmologista.

Sem dúvidas, uma pandemia coloca toda a população em estado de atenção. Mas, seja qual for o conceito da doença, é preciso estar atento às recomendações dos órgãos de saúde responsáveis e seguir as orientações.

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Prof. Dr. Alexandre Rosa

Formado em Medicina pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e doutorado em Oftalmologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo. Especialista em doenças da retina e vítreo pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Professor de Oftalmologia da Universidade Federal do Pará.

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