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Prevenção à Covid-19 em instituições de saúde: o que preciso saber?

O novo coronavírus é transmitido por aerossóis (gotículas de saliva ou de secreções nasais), por meio de tosse, espirro e fala. O vírus também pode se fixar em superfícies e objetos e contaminar pelo toque das mãos, seguido de contato com os olhos, nariz e boca. Nesse sentido, é fundamental observar alguns cuidados para a prevenção à Covid-19, principalmente em instituições de saúde, onde há contatos muito próximos entre médicos e pacientes.

Em clínicas oftalmológicas, por exemplo, os cuidados devem ser redobrados, já que os olhos são um dos principais meios de contaminação. Neste artigo, vamos esclarecer dúvidas quanto aos aspectos que precisam ser observados para garantir a segurança de médicos e pacientes. Continue a leitura para saber mais!

Quais os riscos de contaminação em consultas oftalmológicas?

Assim como em qualquer situação de atendimento à saúde, uma consulta oftalmológica pode apresentar riscos de contaminações pela Covid-19. Isso porque, tanto o oftalmologista quanto o paciente pode estar contaminado e não saber dessa condição, já que a doença tem um tempo de incubação (5 a 12 dias) que não apresenta sintomas, como febre, tosse e dificuldade para respirar, além disso existem muitos portadores da doença que são assintomáticos.

Outra coisa que é importante saber é que superfícies como móveis e equipamentos podem ser fontes de contaminações, assim como aglomerações de pacientes em salas de espera de clínicas e consultórios.

Por isso, é fundamental que médicos e pacientes sejam corresponsáveis na prevenção à Covid-19.

Como médicos e pacientes devem trabalhar a prevenção à Covid-19?

Médicos e pacientes precisam observar cuidados essenciais que envolvem desde a correta higienização das mãos e objetos até a utilização de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), para segurança na aproximação física. Veja, a seguir, quais são as medidas que podem ser tomadas para prevenção à Covid-19 em uma clínica!

1. Higienizar constantemente as mãos

As mãos devem ser frequentemente higienizadas com água e sabão ou álcool em gel, em concentração de 70%. Esse procedimento deve ser feito a cada contato com pessoas, objetos e superfícies.

2. Evitar tocar nos olhos

É muito importante evitar tocar nos  olhos sem uma adequada higienização das mãos. Além disso, é preciso ficar atento ao fato de que a Covid-19 pode causar conjuntivite viral, que se apresenta com os seguintes sintomas:

  • ardor e vermelhidão;
  • coceira;
  • excesso de secreção;
  • fotofobia;
  • inchaço nas pálpebras;
  • sensação de olho seco ou areia ao piscar;
  • visão levemente embaçada.

Além disso, deve-se ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e boca com lenço ou com o braço, e não com as mãos.

3. Manter as superfícies e objetos higienizados

Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência, como maçanetas, computador, celular, mesas, cadeiras, entre outros. A higienização deve ser feita nos intervalos entre uma e outra consulta, com álcool a 70% de concentração ou água sanitária diluída em água potável para 0,5%. A diluição é necessária para gerar o ácido hipocloroso (HCLO), agente mais ativo na desinfecção e capaz de combater o novo coronavírus.

4. Evitar aglomerações

As consultas devem ser agendadas com intervalos de horários para evitar aglomerações na sala de espera. Em clínicas que comportam muitas pessoas, é fundamental garantir o distanciamento de pelo menos 1 metro entre os pacientes.

5. Evitar propagação de aerossóis

Ao espirrar, é muito importante evitar que as gotículas se propaguem no ar. Para isso, é preciso cobrir boca e nariz com o cotovelo flexionado ou utilizar um lenço descartável.

6. Utilizar EPIs

Todos os pacientes, profissionais de saúde e funcionários dos serviços de oftalmologia deverão utilizar a máscara de proteção individual, conforme recomendação do Ministério da Saúde.

Durante a pandemia COVID-19 há uma tendência a escassez de equipamentos de proteção individual, portanto as condições de atendimento oftalmológico podem se adequar a realidade de cada serviço ou município.

Sugere-se um breve contato telefônico prévio ou videoconferência para avaliar sintomas e história clínica do paciente com o intuito de preparar a equipe para o isolamento adequado dos suspeitos ou confirmados de COVID-19 e mudança no material mínimo necessário para o atendimento presencial.

Abaixo descrevemos os principais equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados pelo Ministério da Saúde para o atendimento oftalmológico dos pacientes durante a pandemia COVID-19:

6.1. PACIENTES SEM SUSPEITA DE COVID-19:

               EPI para Profissionais de Saúde:
• Máscara cirúrgica;
• Óculos de proteção e/ou protetor facial (face shields);
• Barreira de proteção respiratória nos aparelhos.
              EPI para pacientes:
• Todos os pacientes assintomáticos devem utilizar máscara de proteção individual que podem ser de fabricação caseira.

6.2 PACIENTES CONFIRMADOS OU COM SUSPEITA DE COVID-19:

               EPI para Profissionais de Saúde:
• Máscara cirúrgica;
• Óculos de proteção e/ou protetor facial (face shields);
• Capote cirúrgico;
• Gorro;
• Luvas;
• Barreira de proteção respiratória alocada nos equipamentos.
               EPI para pacientes:
• Todos os pacientes sintomáticos com suspeita ou com confirmação de COVID-19 devem utilizar máscara cirúrgica durante atendimento médico.

Os profissionais devem utilizar máscara cirúrgica com Protetor Facial (Face Shield), avental não estéril, luvas e óculos de proteção para atendimentos aos pacientes. Para os procedimentos cirúrgicos devem ser utilizadas as máscaras N95 ou PFF2.

Já os pacientes podem utilizar máscaras comuns (em tecido duplo), como prevenção a contaminações, além de evitar o contato das mãos com o rosto.

Como vimos, é muito importante que os cuidados para a prevenção à Covid-19 sejam observados por médicos e pacientes em instituições de saúde, como clínicas e consultórios oftalmológicos, principalmente porque a doença pode ocorrer pelo contágio nos olhos, provocando a conjuntivite.

As informações deste artigo foram úteis? Saiba mais lendo outro conteúdo que trata das manifestações oculares do novo coronavírus!

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Prof. Dr. Alexandre Rosa

Formado em Medicina pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e doutorado em Oftalmologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo. Especialista em doenças da retina e vítreo pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Professor de Oftalmologia da Universidade Federal do Pará.

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