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Pterígio (ou carne crescida no olho): qual o melhor tratamento?

Você conhece o pterígio? Veja os sintomas e tratamento da carne no olho

O pterígio, conhecido popularmente como “carne crescida”, é uma doença ocular benigna chama muito a atenção, pois altera a estética do olho, formando uma pele mais grossa e avermelhada no canto interno. 

Ele é provocado pelo crescimento de um tecido fibrovascular na conjuntiva — membrana que recobre a parte branca do olho — em direção à córnea, tendo como principal fator de risco a exposição ao sol.

Para um melhor entendimento sobre essa doença ocular, reunimos, neste artigo, informações sobre as causas, sintomas, tratamento e formas de prevenção. Continue a leitura para saber mais!

Como surge o pterígio?

A denominação dessa doença se origina do grego pteron (asa) pelo fato da lesão apresentar um formato triangular. O pterígio pode ocorrer em um dos olhos ou em ambos e se formar também na parte externa da conjuntiva.

Em geral, essa alteração progride lentamente ao longo da vida, mas ela pode estacionar temporariamente e voltar a crescer a qualquer momento. Nos casos mais avançados, pode continuar crescendo até acometer o eixo visual e afetar a visão.

Muitas vezes, o pterígio é precedido de outra degeneração da conjuntiva — a pinguécula, que é uma formação amarelada próxima à córnea, com os mesmos fatores de risco.

A pinguécula, que também pode tornar-se avermelhada, e causa sensação de olho seco e corpo estranho no olho.

Quais as causas?

A principal causa do pterígio é a exposição aos raios ultravioleta A e B que pode alterar as células da região conjuntival e provocar o ressecamento, especialmente em pessoas com predisposição genética. Outras causas associadas se referem à exposição contínua à poeira e ao vento.

A ocorrência é mais frequente em homens entre 20 e 40 anos, mais comum em regiões de clima seco e quente, como nas cidades litorâneas e no Norte do país, onde o pterígio é considerado quase um problema endêmico de saúde.

Quais os sintomas?

Os sintomas são variados. Em alguns casos, apresenta apenas incômodo ocular e alteração na aparência, sendo diagnosticado somente quando os pacientes buscam tratamento por questões estéticas.

Outras queixas são inflamação, hiperemia (vermelhidão), ardência, coceira, sensação de areia ou de corpo estranho nos olhos.

Quando há um avanço da afecção sobre a córnea, as fibras distorcem o formato, causando o astigmatismo corneano, que induz à dificuldade visual.

Qual o Tratamento?

O tratamento é realizado por um oftalmologista que, após exame clínico, avalia o grau do desenvolvimento da doença considerando os sintomas e o tamanho do pterígio.

Para os casos de pterígios pequenos, que apresentam sinais leves, não há necessidade de intervenção e o tratamento é feito por meio de compressas frias e aplicação de colírios lubrificantes e anti-inflamatórios por um curto período.

Quando a lesão causa desconforto persistente ou compromete a visão é indicada a remoção cirúrgica. O procedimento é realizado sob anestesia local e demora cerca de 30 minutos, não necessitando de internação.

Após a cirurgia, a aplicação de colírios ou pomadas oftálmicas à base de antibióticos e anti-inflamatórios é mantida por algumas semanas. Com as técnicas mais modernas, o risco de recidiva do problema reduziu bastante.

Como se previne?

A exposição a esses raios afeta diretamente toda a estrutura ocular, pois incidem em profundidades diferentes, podendo desenvolver doenças na superfície dos olhos, como pterígio, entre outros.

Também há evidências clínicas no sentido de que a catarata e a degeneração macular, normalmente relacionadas ao envelhecimento natural, podem ter a radiação UV como uma das principais causas.

Nesse sentido, a prevenção exige consultas oftalmológicas periódicas e proteção dos olhos da exposição ao sol, poeira e vento.

Também é importante criar o hábito de utilizar óculos escuros, mesmo em dias nublados, inclusive dentro de carros, já que os danos da luz ultravioleta penetram as nuvens e as janelas laterais dos automóveis.

Nas práticas esportivas, como natação, ciclismo, esqui na neve, squash, entre outros, é fundamental utilizar óculos de proteção para cada uma dessas ocasiões.

Como escolher os óculos de sol

Para assegurar uma perfeita proteção dos olhos, é importante que os óculos de sol consigam bloquear de 99% a 100% dos raios UVA e UVB. Além disso, devem ser consideradas também outras características, como o modelo e o tamanho adequado, a fim de proteger toda a área dos olhos.

Normalmente, há um selo do fabricante que garante a proteção da lente contra os raios ultravioleta. Mas, é importante ressaltar que os óculos de grau com lentes claras também devem receber o tratamento com filtros de bloqueio.

No mercado, há uma grande variedade de modelos de óculos de sol, porém, é preciso ter cautela ao adquirir esse acessório, já que muitos não oferecem essa proteção.

Dessa forma, as lojas mais adequadas para adquirir os óculos são as óticas, que podem oferecem produtos com garantia de procedência e orientações com base em conhecimentos técnicos. A maioria dessas lojas especializadas contam com um aparelho — o UV Tester — para avaliar a qualidade da proteção.

Outros cuidados

Um aspecto importante para a prevenção do pterígio diz respeito à manutenção da lubrificação dos olhos, principalmente em ambientes com ar condicionado e regiões que apresentam climas secos. Para tanto, dependendo do caso, pode ser indicado o uso regular de lágrimas artificiais (colírios lubrificantes).

Sempre que houver qualquer tipo alteração nos olhos, é imprescindível evitar a automedicação e buscar a ajuda de um oftalmologista — profissional habilitado e capacitado para avaliar e prescrever um tratamento eficaz a fim de evitar a progressão da lesão e maiores consequências.

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Prof. Dr. Edmundo Almeida

Prof. Dr. Edmundo Almeida

Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Pará (1976) e doutorado em Oftalmologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (1981). Membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo. Pós-doutorado pela Université de Paris (1982). Atualmente é professor adjunto de graduação e residência médica em oftalmologia da na Universidade Federal do Pará, professor adjunto da Universidade do Estado do Pará, Coordenador do Serviço de Prevenção da Retinopatia da Prematuridade na Santa Casa de Misericórdia do Pará e Hospital de Clínicas.Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Oftalmologia, atuando principalmente nos seguintes temas: Doenças da retina e vítreo, Cirurgia da Catarata, Transplante de Córnea, Uveítes, Prevenção da Retinopatia da Prematuridade e Hanseníase ocular.

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