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Retinopatia hipertensiva: esclareça todas as suas dúvidas.

retinopatia hipertensiva

A pressão alta ou hipertensão é uma condição que atinge um em cada quatro brasileiros, conforme dados do Ministério da Saúde. Além de representar um fator de risco, por contribuir para o desenvolvimento de doenças do coração, ela acarreta, entre outros problemas, danos aos vasos sanguíneos de diferentes partes do corpo, inclusive dos olhos. Quando isso acontece, a pessoa é acometida pela retinopatia hipertensiva.

Uma vez que alterações vasculares da retina costumam progredir de modo semelhante a órgãos como cérebro, rim e coração, elas podem ser de parâmetro para estimar a situação desses órgãos.

Neste post, vamos explicar o que é essa doença, quais são os sintomas, como é feito o diagnóstico e qual o tratamento recomendado.

O que é a retinopatia hipertensiva?

A retinopatia hipertensiva ocorre quando a pressão arterial alta começa a provocar alterações nos vasos sanguíneos da retina.

Dentre as modificações, estão vasoconstrição (estreitamento vascular), espessamento da parede das arteríolas e vênulas (pequenas artérias e pequenas veias) e rompimentos ou obstrução dos vasos.

Esses processos, por vezes, começam muito antes do paciente apresentar quaisquer sintomas da doença.

Por isso, é importante que pessoas com pressão alta façam o acompanhamento com um oftalmologista desde o momento em que a hipertensão for diagnosticada.

A retinopatia hipertensiva tem sido considerada um indicador de risco para a morbidade e mortalidade sistêmica. Estudos populacionais mostram que os sinais de retinopatia hipertensiva estão fortemente associados à pressão arterial, mas inconsistentemente, associados ao colesterol e a outros fatores de risco para aterosclerose.

Quais os fatores de risco para desenvolvimento da retinopatia?

Cerca de 90% dos casos ocorre em pacientes com hipertensão arterial sistêmica essencial, ou seja, sem outra causa que esteja levando ao aumento da pressão.

Os principais fatores de risco incluem raça negra, idade acima de 60 anos e pressão arterial descontrolada, estes têm 2 vezes mais chance de desenvolver sinais de retinopatia.

E quais os sintomas da doença?

Com o agravamento da retinopatia hipertensiva, sintomas como deterioração da visão, maior sensibilidade à luz e dores de cabeça começam a aparecer.

Além disso, podem ocorrer hemorragias e acúmulo de líquidos na retina, o que pode resultar em edema na mácula (pequena região da retina responsável pela visão de detalhes) e no nervo óptico.

Além do tempo, a associação da doença com diabetes e tabagismo pode levar ao agravamento quadro clínico.  Se não for tratada, a retinopatia hipertensiva pode levar à perda de visão, principalmente, nos casos de hipertensão maligna e oclusões vasculares da retina.

Como é feito o diagnóstico?

Tradicionalmente, o diagnóstico da retinopatia hipertensiva baseia-se no exame de fundoscopia em presença de diagnóstico prévio de hipertensão arterial sistêmica.

Para o diagnóstico, é necessário realizar o exame de fundo de olho (mapeamento da retina) para avaliar os vasos sanguíneos da retina. Aliando esses exames a uma avaliação da pressão arterial do paciente, é possível detectar a retinopatia hipertensiva.

Exames complementares como retinografia, angiofluoresceinografia e tomografia de coerência óptica podem ser solicitadas pelo oftalmologista.

No caso de pessoas que sabem que são hipertensas e fazem o acompanhamento oftalmológico, as alterações na vascularização do olho podem ser detectadas ainda no início, e o processo pode ser desacelerado por meio de tratamento.

Qual é o tratamento recomendado?

Não há tratamento específico para as lesões da retinopatia hipertensiva, sendo a prevenção e o controle clínico da pressão arterial sistêmica, o foco principal do tratamento.

O controle rígido dos fatores predisponentes à hipertensão, como redução da obesidade e dos níveis de colesterol/ triglicerídeos, controle da diabetes, incentivo a atividade física, têm papel importante na redução da pressão arterial e consequentemente, podem postergar ou evitar o surgimento da retinopatia hipertensiva.

Dependendo do sintoma que o paciente apresentar, é preciso ainda fazer alguma intervenção específica para reverter o quadro.  Nos casos de edema macular, há indicação do tratamento com injeção de anti-angiogênico intravítreo e nas hemorragias intravítreas por oclusões vasculares, o tratamento é cirúrgico (vitrectomia posterior).

Cada caso deverá ser avaliado por um retinólogo para que a melhor solução seja encontrada.

Agora, depois desse primeiro contato com a retinopatia hipertensiva, entre em contato com a RetinaPro para entender mais sobre a doença ou até mesmo iniciar um tratamento preventivo!

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Comentários (2)

  • Lucimar de Souza Mangesk

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    Gostei dos esclarecimentos.
    Eu tive descolamento de retina e perdi a visão do olho direito e sinto muita dor de cabeça eu uso colirio para pressão. Meu olho fica muito vermelho.

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    • RetinaPro

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      Ola lucimar, o ideal é que você converse com seu médico retinologo sobre esses sintomas. Alguns colirios para controle da pressão do olho podem deixar os olhos vermelhos. Atenciosamente, Equipe RetinaPro.

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