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Conheça 5 doenças oculares causadas pela automedicação oftalmológica!

Conheça 5 doenças oculares causadas pela automedicação oftalmológica!

Mesmo sabendo o perigo do uso de remédios sem prescrição médica, muitos brasileiros ainda recorrem à prática regularmente. No entanto, os médicos alertam: a automedicação não deve ocorrer de forma alguma!

Todo medicamento é desenvolvido para combater uma determinada doença — seja para aliviar os incômodos ou para eliminar o agente causador da enfermidade. Dessa forma, nenhum remédio pode ser considerado inofensivo ao organismo, de modo que só um profissional está qualificado para diagnosticar e indicar o tratamento correto.

Quando falamos de saúde ocular não é diferente! É comum pensarmos que os colírios não produzem efeitos colaterais, mas o uso inadvertido e progressivo desses produtos pode mascarar os sintomas, agravar o quadro e, em alguns casos, até provocar perda da visão.

Ainda não está convencido dos riscos da automedicação oftalmológica? Então confira abaixo as consequências do mau uso dos colírios!

Alergia

Existem colírios que são menos agressivos que outros, como, por exemplo, os lubrificantes — conhecidos como “lágrimas artificiais”. São indicados para quem usa lentes de contato ou para tratamento de olho seco, como quem está exposto frequentemente à poluição, ar condicionado ou tela do computador.

No entanto, eles também exigem cuidados! Apesar de não trazerem riscos de efeitos colaterais por si, sua fórmula pode incluir conservantes que, em alguns casos, podem causar alergias.

Catarata

A catarata é uma doença ocular que torna opaco o cristalino — lente transparente do olho, que permite a entrada de raios de luz e a formação de imagens. Essa doença vai, aos poucos, comprometendo a visão do paciente.

Em geral, ela atinge pessoas com mais de 60 anos, mas o uso de colírios com corticoide, sem a devida orientação médica ou sem respeitá-la rigorosamente, pode acelerar ou promover o desenvolvimento da doença.

Glaucoma

O glaucoma, por sua vez, é uma das principais causas de cegueira irreversível. Ele é causado pelo aumento da pressão intraocular, que afeta o nervo óptico e causa comprometimento visual.

Assim como a catarata, o glaucoma pode decorrer de automedicação com colírios anti-inflamatórios com corticoide.

Úlcera na córnea

É uma lesão na córnea do olho, seus principais sintomas são dor, visão embaçada e vermelhidão. É uma doença que requer tratamento imediato.

Em geral, a úlcera na córnea é causada por uma infecção por vírus, bactérias ou fungos. Um fator que aumenta a predisposição ao seu surgimento é o uso prolongado e indevido de colírios antibióticos, uma vez que eles reduzem a resistência imunológica do paciente.

Problemas cardíacos

Quando o oftalmologista recomenda tampar o canal lacrimal quando for pingar colírio, é porque através dele, o remédio consegue chegar à corrente sanguínea, portanto, o princípio ativo não age somente nos olhos, mas no organismo todo.

Se você é propenso a alterações cardíacas, dobre o cuidado com o colírio vasoconstritor! Quando ele é usado de maneira incorreta, pode causar estreitamento das veias e artérias do corpo, o que aumenta as chances de alterações cardiovasculares.

Pode parecer papo de médico, mas realmente a automedicação é algo extremamente grave! Não só a piora do quadro, mas o surgimento de catarata, úlcera, glaucoma e distúrbios cardiovasculares podem ser ocasionadas pelo uso indiscriminado de medicações oculares.

Seja responsável com a sua saúde e evite complicações! Se perceber algo de anormal, procure imediatamente um oftalmologista. Somente ele está apto para prescrever uma receita adequada.

Gostou do post? Aproveite a visita para saber quais medicamentos podem provocar problemas na visão!

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Prof. Dr. Edmundo Almeida

Prof. Dr. Edmundo Almeida

Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Pará (1976) e doutorado em Oftalmologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (1981). Membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo. Pós-doutorado pela Université de Paris (1982). Atualmente é professor adjunto de graduação e residência médica em oftalmologia da na Universidade Federal do Pará, professor adjunto da Universidade do Estado do Pará, Coordenador do Serviço de Prevenção da Retinopatia da Prematuridade na Santa Casa de Misericórdia do Pará e Hospital de Clínicas.Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Oftalmologia, atuando principalmente nos seguintes temas: Doenças da retina e vítreo, Cirurgia da Catarata, Transplante de Córnea, Uveítes, Prevenção da Retinopatia da Prematuridade e Hanseníase ocular.

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