7 coisas para saber antes de marcar sua consulta oftalmológica

7 coisas para saber antes de marcar sua consulta oftalmológica

Marcar uma consulta oftalmológica sempre levanta muitas dúvidas, seja por ser a primeira vez ou pela necessidade de mudar de especialista. Esse nervosismo e a incerteza de não saber como agir é completamente normal e faz parte da vida de várias pessoas.

Durante esse momento, é comum ter dúvidas como:

  • Quais são as informações importantes de serem passadas em uma primeira consulta?
  • É possível retomar o tratamento de onde parei ou é preciso refazer todos os exames?
  • Como escolher um bom especialista e uma boa clínica?

Sabemos que mudar não é um processo fácil, então decidimos ajudar você nessa empreitada, respondendo os principais questionamentos sobre agendar uma consulta oftalmológica. Continue a leitura para saber o que é essencial na primeira consulta, como escolher o especialista e outras informações.

O que é importante na primeira consulta oftalmológica?

Para agendar uma consulta oftalmológica, você precisa, antes de qualquer coisa, considerar que o médico não está inteirado do seu caso. Portanto, se o seu desejo é dar continuidade ao tratamento sem prejuízos, é necessário disponibilizar o máximo possível de informações e dados obtidos anteriormente. Sem isso, o especialista terá que começar do zero.

Em sua primeira consulta de oftalmologia, leve todos os exames que já fez. Se obteve, em algum momento, um diagnóstico de problema ocular, não se esqueça de dizer. Há casos em que não é preciso fazer novos exames, exceto quando os já feitos estiverem defasados ou se o profissional constatar algo que demande uma avaliação mais minuciosa.

Além disso, é muito importante comunicá-lo sobre suas condições de saúde, assim como a da sua família. Isso é ainda mais importante para doenças como:

Aqueles que fazem uso de óculos de grau devem levá-los consigo, assim como as receitas antigas, medicamentos ou colírios que foram receitados pelo profissional anterior.

Vale ressaltar que essas orientações acima também valem para quem irá realizar a sua primeira consulta oftalmológica da vida. Fale sobre seus problemas de saúde e detalhe outros tratamentos que foram realizados com um clínico geral, se houver.

Principais dúvidas sobre a consulta oftalmológica

Se as informações acima ainda não ajudaram você a ficar mais tranquilo sobre a consulta com um especialista, tudo bem. Selecionamos e respondemos as principais dúvidas sobre a consulta oftalmológica. Confira!

1. Devo optar por uma clínica ou um consultório?

Uma dúvida que surge com muita frequência na hora de marcar uma consulta com oftalmologista está relacionada com a escolha entre uma clínica oftalmológica ou um consultório. Afinal, qual é melhor? A resposta para essa pergunta depende muito do tipo de suporte que você espera obter. Basicamente, a diferença entre o consultório e a clínica é a estrutura oferecida por cada um.

Os consultórios são, em geral, destinados para procedimentos mais simples, como consultas e exames de rotina, visto que não contam com equipamentos necessários para muitos diagnósticos. Em casos de maior complexidade, o profissional encaminha o paciente para uma clínica que realiza exames mais específicos.

Na hipótese de atendimento direto na clínica, a infraestrutura para realização de exames mais aprofundados está à disposição no mesmo local. Isso otimiza o tempo, uma vez que não é preciso deslocar-se para lugares diferentes. Além da comodidade de encontrar tudo centralizado, os resultados e diagnósticos costumam ser mais rápidos.

A opção entre um ou outro deve atender às necessidades de cada pessoa. No entanto, para aquelas que precisam de acompanhamento contínuo, ou que gostariam de ter um atendimento com assistência completa, a clínica oftalmológica é mais indicada.

Dê play no nosso vídeo e saiba mais sobre a praticidade que uma clínica oferece aos seus pacientes.

2. Como escolher uma boa clínica para fazer a consulta oftalmológica?

Antes de agendar uma consulta oftalmológica é importante buscar uma clínica que realmente tenha uma equipe capacitada para garantir um bom atendimento. Veja nossas dicas para acetar na escolha.

Busque por recomendações

Para ter mais confiança e segurança em sua escolha, a melhor atitude é saber como os outros pacientes avaliam o local. As opiniões de quem se consulta periodicamente na clínica oferecem uma perspectiva mais concreta sobre como é o atendimento, o tratamento, a estrutura e os profissionais.

É verdade que cada um faz uma avaliação da clínica de acordo com o seu caso, mas é inegável que uma somatória de críticas positivas colabora para fazer uma boa escolha. Procure as redes sociais do estabelecimento para observar como estão os níveis de satisfação dos pacientes e veja as avaliações no Google Meu Negócio.

Esteja atento à estrutura da clínica

Não basta contar com bons profissionais, é preciso oferecer uma boa estrutura para eles realizarem o seu trabalho da melhor maneira possível. Portanto, observe se a clínica oftalmológica dispõe de uma variedade de equipamentos modernos para realização de exames e diagnósticos completos e de precisão.

A disponibilidade desses aparatos contribui para a confiabilidade do diagnóstico e oferece ao paciente a certeza de que os procedimentos corretos serão realizados. Além disso, demonstra a preocupação da clínica em oferecer um atendimento de qualidade.

Avalie o atendimento

Um bom atendimento vai desde a recepção, passando pelos exames preparatórios, até a consulta de oftalmologia propriamente dita. Suas dúvidas foram sanadas? Você ficou muito tempo na sala de espera? Teve problemas para marcar sua consulta? Tudo isso deve ser considerado.

Toda a equipe deve estar preparada para recebê-lo e atendê-lo de maneira respeitosa e humanizada. Leve em consideração que esses profissionais serão os responsáveis por cuidar dos seus olhos, logo, é fundamental construírem uma relação de respeito, confiança e ética.

Conheça os serviços

Uma clínica oftalmológica pode contar com ótimos serviços, mas não oferecer aqueles que você precisa. Por isso, é imprescindível confirmar se ela atende às suas necessidades. Questione quais exames realiza, as especialidades dos oftalmologistas, os horários de atendimento e o que mais achar importante.

Afinal, se você está mudando seu local de acompanhamento, precisa que ele tenha, no mínimo, a mesma estrutura e serviços oferecidos pelo anterior.

3. É melhor ir sozinho ou acompanhado?

Ainda que você tenha o costume de ir sozinho à consulta oftalmológica, nessa primeira — com o novo oftalmologista, talvez seja interessante considerar ir acompanhado. A razão disso é que o profissional pode precisar fazer exames mais aprofundados e que interferem temporariamente na capacidade visual, como a dilatação da pupila.

Diante disso, um acompanhante garantirá mais conforto e segurança na volta para casa. Mas se não tiver ninguém para ir com você, não se preocupe, porque isso não é uma regra. Basta, no dia, conversar com o médico sobre a impossibilidade de realizar um exame desse tipo.

Outra boa ideia é entrar em contato com a clínica que você agendou a consulta oftalmológica para confirmar se há a necessidade, ou não, de ter companhia.

4. Quais os principais procedimentos realizados na primeira consulta oftalmológica?

Na primeira consulta oftalmológica, o profissional precisa colher o máximo de dados e informações possíveis para conhecer o paciente e sua história clínica. Para isso, a consulta se inicia com a anamnese — uma entrevista com o paciente em que se pergunta:

  • suas queixas, ou seja, seus sintomas;
  • condições gerais de saúde;
  • histórico familiar;
  • problemas oculares pré-existentes e
  • hábitos e rotina.

Em seguida, o profissional examinará os olhos para observar estruturas como a pálpebra, conjuntiva e outras, a fim de investigar alterações do segmento externo do olho.

Em seguida, realiza a refração para descobrir se há necessidade de uso de lentes corretivas e o grau que elas precisam ter para serem eficazes. Depois, observa o fundo do olho para verificar se existe alguma alteração.

Por fim, o oftalmologista afere a pressão intraocular em busca de sinais de glaucoma e solicita exames mais aprofundados, se necessário.

Então, os procedimentos e exames que são realizados em uma consulta de oftalmologia de rotina são:

  • anamnese;
  • teste de acuidade visual (refração);
  • biomicroscopia para examinar os segmentos externos do olho;
  • oftalmoscopia (fundo do olho);
  • tonometria (pressão intraocular).

Apesar disso ser comum, nem sempre todas as consultas oftalmológicas ocorrerão dessa forma, podendo haver variações de acordo com as queixas. Se o especialista suspeitar que o paciente tem daltonismo, uma doença que dificulta ou impede a diferenciação de cores, por exemplo, pode realizar o teste de Ishihara.

Já nos casos em que se desconfia de problemas na retina, o médico pode realizar o mapeamento da retina, um exame simples. Dê play no vídeo abaixo e saiba mais sobre ele.

5. Quando devo ir ao oftalmologista?

Reconhecer a importância do acompanhamento com um profissional especializado é compreender que não é preciso esperar pelo aparecimento de algum sintoma grave para buscar ajuda e orientação.

A saúde ocular é séria e merece a mesma atenção que qualquer outra parte do seu corpo. Manter a regularidade das consultas oftalmológicas auxilia na obtenção de diagnósticos precoces que, por sua vez, diminuem os riscos de avanço de doenças.

Quadros clínicos como o de glaucoma — uma doença degenerativa do nervo óptico — podem ser silenciosos e assintomáticos até que a perda da visão ocorra de forma irreversível. O acompanhamento possibilita iniciar tratamentos assim que se descobre alguma irregularidade, o que torna as chances de sucesso terapêutico muito maiores.

Além das consultas periódicas, outras dicas para que você possa se prevenir de problemas oftalmológicos são a proteção contra os raios solares (com o uso de lentes de qualidade) e a manutenção de uma alimentação nutritiva, saudável e equilibrada. Sempre que possível, priorize a ingestão de alimentos que são benéficos aos olhos, como peixes, ovos, frutas e verduras.

Quer saber mais sobre a relação da alimentação com a saúde ocular? Então, veja a nossa live completa sobre o assunto.

6. Quais sinais indicam a necessidade de marcar uma consulta oftalmológica?

Embora as consultas oftalmológicas devam acontecer anualmente, em alguns casos é preciso antecipar a data em função de alguns sintomas. Esses sinais podem ser indícios de doenças oculares se instalando e, por isso, precisam ser investigados mais a fundo, com o intuito de buscar um tratamento adequado e evitar a progressão.

Você deve procurar um oftalmologista em casos de:

  • irritação ou ardência frequente nos olhos;
  • coceira constante;
  • dificuldade para enxergar;
  • vista embaçada;
  • percepção de manchas claras ou escuras na visão;
  • dor de cabeça;
  • formação de imagens duplas;
  • dor no globo ocular.

Tire suas dúvidas sobre saúde ocular e sintomas no vídeo abaixo.

7. As consultas são diferentes em cada fase da vida?

Vale sempre lembrar que as pessoas são diferentes umas das outras, assim como suas necessidades oftálmicas. Alguns nascem precisando de acompanhamento, outros precisam realizar consultas mais frequentes e assim por diante.

No entanto, de maneira geral, podemos dizer que cada etapa da vida requer precauções e cuidados especiais no que se refere à saúde dos olhos. A seguir, explicamos melhor como isso acontece nas diferentes faixas etárias.

Bebês

A atenção com a visão do bebê deve começar ainda na gravidez, por meio do pré-natal e outros exames requeridos pelo obstreta. Isso porque eles ajudam a diagnosticar condições que podem prejudicar o desenvolvimento do feto.

Como a capacidade visual da criança vai se desenvolvendo aos poucos, o teste do olhinho, realizado logo após nascimento, é fundamental para identificar possíveis doenças como a catarata e o retinoblastoma (uma espécie de câncer ocular que prejudica a retina).

Dos seis meses de idade até um ou dois anos, é amplamente recomendável levar a criança a uma consulta oftalmológica para fazer um checkup. Casos como o de obstrução do canal lacrimal ou mesmo estrabismo podem ser comuns nessa fase, e o tratamento mostra-se bastante eficaz.

Vale ressaltar que até os 4 anos a visão da criança vai evoluindo de forma progressiva, mas é preciso incentivar isso para evitar problemas de visão. Dê play no vídeo abaixo e entenda mais sobre a saúde visual infantil.

Crianças

Com aproximadamente 5 anos, a visão da criança já está madura. Além disso, o aumento de atividades no dia a dia dos pequenos requer que esse sentido esteja em seu mais perfeito estado. Nessa fase, sobretudo no início da vida escolar, é preciso estar muito atento a qualquer sintoma.

Não são raros os casos em que a criança apresenta dificuldade para enxergar, mas não consegue expressar de forma clara o que está sentindo de diferente. Dessa situação decorrem outras, como problemas de aprendizagem, dores de cabeça frequentes, irritação e falta de interesse na leitura.

Uma reação comum que ajuda a detectar possíveis transtornos é o franzir da testa para enxergar de longe ou a necessidade de aproximar-se do objeto para observá-lo. As consultas oftalmológicas são essenciais para a obtenção de um diagnóstico preciso, que seja capaz de localizar sinais de hipermetropia, miopia ou astigmatismo.

Outro problema que pode aparecer é a ambliopia, que consiste na pouca visão em um dos olhos. Se não houver correção, ela pode levar a um deficit permanente na visão do olho afetado, visto que o cérebro começa a ignorar essa vista fraca, concentrando na que está boa.

Adolescentes e adultos

A exigência de lentes de contato ou de óculos para correção visual costuma ser ainda mais recorrente nessas fases. Quando o caso permite que o distúrbio seja tratado por meio de procedimentos com laser, as cirurgias refrativas apresentam-se como uma boa opção.

Outras condições, como vista cansada, lacrimejamento e coceira nos olhos também costumam aparecer com muita frequência. Desse modo, passar por uma consulta de oftalmologia pelo menos uma vez por ano é essencial.

Nesta faixa etária, também podem ocorrer diversos problemas oculares, como infecções, inflamações e outras doenças que exigem o acompanhamento oftalmológico.

Idosos

Quem cuidou da saúde (inclusive ocular) por toda a vida, provavelmente envelhecerá com mais tranquilidade e terá menos chance de desenvolver transtornos graves na terceira idade.

De qualquer maneira, doenças como a catarata e a DMRI (Degeneração Macular Relacionada à Idade) podem se manifestar, reforçando a necessidade de acompanhamento médico. Além disso, a regularidade nas consultas oftalmológicas é primordial para quem usa lentes corretivas em razão dos ajustes que podem ser necessários.

Como você pode ver, embora os procedimentos possam ser diferentes, fazer o acompanhamento com um especialista é essencial em todas as fases da vida. O ideal é que esse hábito se inicie ainda na infância e prossiga até a terceira idade, sempre com atenção especial para pessoas que têm alguma propensão para desenvolver problemas de visão.

Se você mora em Belém e está procurando por uma clínica para agendar sua consulta oftalmológica, conheça a RetinaPro. Somos uma clínica especializada em retina e contamos com uma equipe altamente capacitada para atender você. Além de consultas, oferecemos diversos exames de última geração. Entre em contato conosco para tirar suas dúvidas e agende um horário com nossos especialistas.

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Dra. Thais Mendes

Dra. Thais Mendes é graduada em Medicina pela Universidade Federal do Pará (UFPA), realizou residência em Oftalmologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo. É especialista em Retina e Vítreo pelo Instituto Suel Abujamra (ISA/SP) e em Ultrassom Ocular pela Santa Casa de São Paulo. Tem Fellowship de Pesquisa em Retina pela Universidade da Califórnia (EUA), além de ser pós-graduanda da Escola Paulista de Medicina (Unifesp).

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