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Conheça 4 tipos de conjuntivite e saiba como tratar o problema

Conheça 4 tipos de conjuntivite e saiba como tratar o problema

A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva — membrana fina e transparente que reveste a parte branca dos olhos (globo ocular) e a parte interna da pálpebra. Ela pode ser provocada por vírus, bactérias ou alergias, sendo importante conhecer os diversos tipos de conjuntivite para saber identificar e até mesmo se prevenir.

Os fatores de risco variam de acordo com os tipos de conjuntivite, os mais comuns se associam à contaminação pelo toque das mãos na região ocular e suscetibilidade a alergias. Além disso, algumas doenças podem predispor a pessoa à conjuntivite, como as autoimunes ou virais e a baixa imunidade. Conheça, a seguir, as características dos principais tipos de conjuntivite e os tratamentos adotados!

1. Viral

Esse tipo de conjuntivite é causado pelo vírus adenovírus e a sua contaminação ocorre por meio do contato com secreções oculares, tosse e espirro da pessoa infectada. Em geral, provoca sintomas como vermelhidão, hipersensibilidade à luz, coceira e produção excessiva de lágrimas.

Embora a conjuntivite tenha uma tendência a desaparecer sem tratamento, o oftalmologista pode indicar colírio hidratante (lágrima artificial) e procedimentos para aliviar os sintomas e acelerar o processo de recuperação, como compressas geladas sobre o local e higienização várias vezes ao dia. Para os casos mais persistentes, podem ser indicados medicamentos corticoides.

2. Bacteriana

A conjuntivite bacteriana é uma infecção dos olhos causada por bactérias, como Clamydia Trachomatis, Staphylococcus, Streptococcus e Neisseria (conjuntivite gonocócica) e precisa ser investigada com urgência para evitar complicações que podem atingir a córnea. Ela pode ser provocada pelo contato direto com pessoas contaminadas e pelo uso excessivo ou higienização inadequada de lentes de contato. Os principais sintomas incluem:

  • coceira e dor nos olhos;
  • excesso de produção de lágrimas;
  • hipersensibilidade à luz;
  • ligeiro inchaço ao redor dos olhos (em alguns casos);
  • pálpebras grudadas ao acordar;
  • secreção amarelada e espessa;
  • sensação de areia nos olhos;
  • vermelhidão em um ou ambos os olhos.

Seu tratamento exige o uso de antibióticos em forma de colírio ou pomada indicada pelo oftalmologista, bem como aplicação de compressas e uma correta higienização para eliminar as secreções. Para evitar a transmissão para outras pessoas é preciso observar cuidados, como a troca e a lavagem diária (e separada) das roupas de cama e banho. Além disso, é preciso evitar o contato próximo com outras pessoas.

3. Alérgica

Esse é o tipo mais comum de conjuntivite e geralmente afeta ambos os olhos. Ela é causada por substâncias que provocam alergia, como o pólen, pelos de animais ou ácaros que se acumulam na poeira domiciliar. As pessoas mais propícias são as que apresentam alergias como asma, rinite ou bronquite.

Além disso, a conjuntivite alérgica pode se manifestar de outras formas, como:

  • ceratoconjuntivite atópica — associada à dermatite atópica;
  • conjuntivite papilar gigante — que pode ocorrer com uso de lentes de contato;
  • conjuntivite primaveril — se inicia na infância e pode se estender até os 15 anos.

Os principais sintomas incluem vermelhidão nos olhos, coceira, inchaço, sensação de areia nos olhos, hipersensibilidade à luz e aumento de secreção, com lacrimejamento constante e pálpebras grudadas ao acordar. A conjuntivite alérgica não é transmissível e seu tratamento é feito por meio de colírio antialérgico e afastamento dos elementos alérgenos.

4. Tóxica

A conjuntivite tóxica é rara, porém muito perigosa. Em geral, ela ocorre quando há contato direto dos olhos com alguma substância química, como xampus, tintas de cabelo, exposição à fumaça do cigarro, produtos de limpeza, inseticidas, venenos agrícolas ou o uso de alguns tipos de medicamentos.

Os sintomas como lacrimejamento ou vermelhidão costumam desaparecer de um dia para o outro apenas com a limpeza com soro fisiológico e enxágue abundante. Mas quando esses cuidados não são observados, pode ocorrer alterações na visão.

Como vimos, há vários tipos de conjuntivite que podem comprometer a visão quando não tratada adequadamente. Por isso, é muito importante não se automedicar e cuidar da saúde ocular por meio de uma correta higiene e consulta ao oftalmologista, logo aos primeiros sinais de incômodos nos olhos.

Gostou deste artigo? Saiba mais lendo outro conteúdo em nosso blog e conheça 5 dicas para cuidar da saúde dos olhos!

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Prof. Dr. Alexandre Rosa

Formado em Medicina pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e doutorado em Oftalmologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo. Especialista em doenças da retina e vítreo pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Professor de Oftalmologia da Universidade Federal do Pará.

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