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Você já ouviu falar em vista cansada ou presbiopia? Acredite, você vai ter isso!

Você sofre de presbiopia? Veja 5 sintomas da vista cansada

A presbiopia ou vista cansada tem ligação direta com o envelhecimento natural. Mas ela também pode ser provocada por doenças oculares que comprometem a visão.

Essa alteração tem como principal característica a dificuldade para enxergar de perto. Desenvolve-se a partir dos 40 anos e progride gradualmente, atingindo seu maior nível por volta dos 60 anos.

Para um melhor entendimento do assunto, elaboramos este artigo sobre as causas, sintomas, tratamentos e cuidados que podem ser tomados para retardar o desenvolvimento da vista cansada ou amenizar os seus efeitos.

Continue a leitura para saber mais!

Causas da presbiopia

Dentro dos olhos, logo atrás da íris, se encontra o cristalino. Ele ajuda a desviar a luz e foca-la na retina. Como os demais órgãos do corpo, também sofre com o avanço da idade.

O cristalino tem uma estrutura parecida com uma lente de câmera e muda a sua forma para focalizar as imagens, principalmente para enxergar algo próximo. Esta alteração na sua forma é causada pelos músculos ciliares que se ajustam para deixar a imagem nítida sobre a retina, alternando entre os focos de perto ou de longe.

O cristalino tem uma estrutura que sofre deformação conforme a ação dos músculos sobre ele. Ele se torna mais esférico pra dar foco em estruturas próximas ao olho, e fica mais alongado para o foco em objetos distantes.

Em geral, até os 40 anos, os músculos se mantêm fortes. No entanto, após essa idade, perdem a força de maneira progressiva, o que acaba prejudicando a visão de perto.

Acomodação dos olhos

Chamamos de acomodação essa capacidade que o cristalino tem de mudar de forma, por ação dos músculos ciliares, quando se exige a focalização de objetos próximos.

Quando o músculo ciliar relaxa, o cristalino fica mais alongado, permitindo a focalização de objetos distantes. Para focar objetos próximos, o músculo ciliar se contrai, deixando o cristalino mais esférico.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por meio de exame de refratometria, que verifica a acuidade visual do paciente e o poder refrativo do sistema ocular.

Dessa forma, é importante ficar atento aos sintomas das alterações na visão e buscar a ajuda de um médico oftalmologista para obter acompanhamento após os primeiros sinais.

Sintomas da vista cansada

1. Dificuldade para ler

A visão desfocada de perto ou a uma distância normal de leitura, assim como a dificuldade para ler letras pequenas, com tendência a segurar o objeto mais longe, é um dos principais sintomas da disfunção.

Por dificultar a visão de perto, a presbiopia reduz a capacidade de realizar atividades como ler, utilizar o celular, verificar a validade de um produto, conferir o horário no relógio e até de fazer maquiagens ou ler um cardápio.

2. Desconforto e ardor nos olhos

Outro sintoma comum é a sensação de ardor nos olhos, que podem, inclusive, ficar avermelhados. Também costumam ocorrer sensações de peso nas pálpebras, olhos ressecados ou lacrimejamento excessivo.

3. Dores de cabeça após forçar a visão

Caso não apresente alterações na rotina, como estresse, insônia ou alimentação deficiente, a ocorrência de uma dor de cabeça que persiste, principalmente na região da testa, pode ser um sintoma de presbiopia. Logo, é importante observar se a dor ocorre após o esforço da visão.

Tratamento

Não há cura para a presbiopia, mas é possível corrigi-la e estabilizá-la com métodos que compensam a dificuldade em focalizar de perto. Entre eles estão as lentes de contato, óculos de grau e cirurgias (quando há catarata associada).

Lentes de contato e óculos de grau

As lentes de contato e os óculos de grau são normalmente indicados para o tratamento da disfunção.

As lentes de óculos que corrigem a presbiopia são de 2 tipos básicos: bifocais (que apresentam uma divisão bem marcada na lente) e as multifocais (onde não há marcas na lente).

já as lentes de contato também podem ser uma opção para a correção do problema. Podem ser usada lentes multifocais ou ainda utilizar o que chamamos de monovisão. Neste último caso, é colocado no olho dominante do paciente um grau para enxergar de longe, e no outro olho um grau para enxergar de perto, de tal forma que quando o paciente estiver com os 2 olhos abertos enxergará tanto para longe como para perto.

Mas é importante ter em mente que os óculos continuam sendo indispensáveis para os períodos de descanso ou em situações que impeçam o uso das lentes.

Nesse sentido, com um diagnóstico precoce, é possível fazer com que o problema não afete o estilo de vida. Normalmente, há a necessidade de aumentar o grau dos óculos, mas aos 65 anos o quadro costuma ficar estabilizado.

Prevenção

Como a presbiopia está ligada ao envelhecimento natural, não há como preveni-la ou evitá-la. Entretanto, alguns hábitos podem ajudar a retardar o seu aparecimento, como:

  • realizar tarefas em ambientes bem iluminados;
  • ler com uma resolução de letras maior;
  • fazer pausas longas e piscar várias vezes seguidas quando estiver olhando para o computador. Isso favorece a lubrificação dos olhos e evita o ressecamento;
  • utilizar monitores que tenham recurso antirreflexo;
  • consultar um oftalmologista regularmente.

Como pôde ver, a presbiopia é uma alteração visual que ocorre com o processo de envelhecimento. Para que a vista cansada não comprometa a qualidade de vida, é importante consultar um oftalmologista, realizar exames e conhecer as opções de tratamento.

Gostou do artigo? Caso tenha se identificado com algum dos sintomas, compartilhe a sua experiência deixando um comentário!

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Prof. Dr. Edmundo Almeida

Prof. Dr. Edmundo Almeida

Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Pará (1976) e doutorado em Oftalmologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (1981). Membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo. Pós-doutorado pela Université de Paris (1982). Atualmente é professor adjunto de graduação e residência médica em oftalmologia da na Universidade Federal do Pará, professor adjunto da Universidade do Estado do Pará, Coordenador do Serviço de Prevenção da Retinopatia da Prematuridade na Santa Casa de Misericórdia do Pará e Hospital de Clínicas.Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Oftalmologia, atuando principalmente nos seguintes temas: Doenças da retina e vítreo, Cirurgia da Catarata, Transplante de Córnea, Uveítes, Prevenção da Retinopatia da Prematuridade e Hanseníase ocular.

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