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angiofluoresceinografia

Os exames por imagem são ferramentas médicas que permitem ao especialista analisar informações impossíveis de serem encontradas a olho-nu. A angiofluoresceinografia é um destes exames, que é solicitada por oftalmologistas para identificar distúrbios nos vasos sanguíneos dos olhos.

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A retina é a estrutura mais importante do globo ocular, mas é muito frágil e pode sofrer com traumas, e algumas doenças sistêmicas. Certamente, uma das doenças mais conhecidas e temidas da retina é o descolamento, uma urgência médica que demanda uma cirurgia, como a vitrectomia.

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“Como assim, um buraco de mácula?”. Essa é a reação de estranhamento que a maioria dos pacientes manifesta ao ouvir o diagnóstico de que possuem essa doença ocular. Porém, não se trata de um problema raro.

A mácula é uma das estruturas mais nobres do olho humano. Ela fica localizada na região central da retina e está diretamente ligada à visão de cores, sendo o ponto em que enxergamos com maior nitidez.

Assim como outras partes do globo ocular, a mácula também está sujeita a algumas doenças, que podem levar a quadros de perda de visão significativos. Pensando nisso, elaboramos este artigo para explicar um pouco mais sobre o buraco de mácula. Acompanhe!

O que é o buraco de mácula?

O buraco de mácula, ou buraco macular, nada mais é do que uma pequena falha que se forma nessa região da retina. Apesar de não afetar a visão periférica, à medida que a lesão aumenta, a parte central fica desfocada, ondulada ou distorcida.

Com o tempo, uma mancha escura também pode surgir nessa região, sendo que pode ser uni ou bilateral. É mais comum que ocorra em apenas 1 dos olhos.

Quais são as causas do buraco de mácula?

Muitos fatores podem levar ao aparecimento do buraco de mácula. No entanto, alguns são mais comuns. A idade, por exemplo, é a causa principal do problema e ainda um fator que não podemos excluir.

A porção central do olho humano é preenchida por uma estrutura chamada humor vítreo, que normalmente apresenta uma certa adesão em algumas partes da retina, uma delas é na mácula. Com o envelhecimento, o vítreo desprende-se da retina, causando uma tração na região central. Geralmente, esse descolamento do vítreo ocorre sem problemas, mas em uma pequena porcentagem de pacientes pode evoluir para a formação do buraco macular.

Em geral, o problema relacionado com a idade é mais comum em mulheres com mais de 64 anos. A doença também pode ocorrer após a formação de edema (inchaço) secundário a outras doenças oculares, como:

  • retinopatia diabética;

  • edema macular após inflamação e

  • traumas que venham a afetar a retina.

O buraco de mácula também está relacionado com altos graus de miopia, causando uma degeneração no olho humano. Além disso, outra causa é a retinopatia solar, que ocorre em pacientes que passam longos períodos olhando diretamente para o sol.

Quais são os sintomas dessa doença?

Nos primeiros estágios, os sintomas podem não ser totalmente claros. Isso porque o buraco de mácula não se forma de uma hora para outra. Ele é um problema gradativo, que tende a piorar bastante com o tempo, então, no começo, pode ser praticamente assintomático.

Quando essa condição não é diagnosticada e tratada precocemente, o comprometimento se torna significativo e a pessoa começa a perceber alterações, que são similares ao da degeneração macular. A visão central torna-se distorcida e turva (como ao olhar para um vidro ondulado ou névoa).

Conforme progride, uma mancha se desenvolve na visão central e isso começa a interferir em atividades rotineiras. Ler, costurar, ver televisão e dirigir são algumas práticas que começam a ficar mais difíceis.

Também fica mais complicado ter nitidez para enxergar objetos ou pessoas a longas distâncias. Apesar disso, a visão periférica continua normal, porque, como dito, o problema afeta apenas a área central da retina.

Como essa doença evolui e leva à perda da visão, é muito importante procurar por um oftalmologista ao notar qualquer alteração na visãp. O ideal, na verdade, é que as consultas com esse profissional façam parte do seu check-up anual.

Degeneração macular x Buraco de mácula: como diferenciar?

Muitas pessoas, ao presenciarem os primeiros sintomas do buraco de mácula, pesquisam na internet e acham que estão com degeneração macular. Apesar de as manifestações desses dois problemas realmente serem similares, eles contam com muitas diferenças.

A degeneração macular ocorre quando as células sensíveis à luz, que ficam no olho humano e fazem a conversão dos raios luminosos em impulsos elétricos, começam a se degenerar.

Assim, como no caso do buraco macular, os sintomas não são percebidos nas fases iniciais da doença, apenas com o seu avanço.

Como é feito o diagnóstico do buraco de mácula?

Ao ter os primeiros sintomas, é preciso consultar um especialista para fazer o diagnóstico do problema e iniciar o tratamento, seja para degeneração macular ou para buraco de mácula.

O profissional que pode diagnosticar essa doença é o oftalmologista. O primeiro passo realizado é a dilatação da pupila, para ser feito o exame de fundo de olho ou mapeamento de retina.

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Fotografia de fundo de olho (retinografia) onde observamos uma lesão arredondada central, característica do buraco macular.


Atualmente, a tomografia de coerência óptica (OCT) é um exame que permite a visualização das camadas da retina em tempo real, fornecendo imagens muito detalhadas e sendo o melhor método para diagnóstico do problema. Por meio dela, o especialista consegue estudar o buraco de mácula, sua extensão e sugerir a melhor opção de tratamento.

As medidas feitas com o OCT permitem ao médico determinar quais as chances de fechamento do buraco após a realização da cirurgia.

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Tomografia da retina (OCT) passando na região macular, onde se pode observar a interrupção de continuidade.

Como é feito o tratamento do buraco de mácula?

O tratamento do buraco de mácula varia conforme a gravidade do problema. Nos casos iniciais, por exemplo, o especialista pode somente manter a observação para acompanhar se ocorreu progressão da doença. Em algumas situações, sobretudo no início, pode haver recuperação espontânea.

Porém, como nem sempre o problema é notado no começo, ele progride e, na maioria dos casos, é necessário realizar a cirurgia de vitrectomia, para promover o fechamento do buraco. Essa é a melhor opção de tratamento para essa doença.

A cirurgia é realizada através de uma pequena incisão feita na esclera, a parte branca do globo ocular. Por ali, o oftalmologista introduz equipamentos para a microcirurgia e faz a remoção do vítreo.

Sua retirada é feita com o vitreógrafo, um equipamento que aspira o vítreo. Após a remoção, é feita a extração de uma fina película que recobre a superfície interna da retina, a membrana limitante interna, um procedimento chamado peeling. Depois disso, deixa-se gás no interior do globo.

A substância injetada auxilia no processo de fechamento do buraco de mácula e na recuperação dos tecidos. O gás é absorvido pelo organismo com o tempo, variando conforme o tipo deixado. O de SF6 demora cerca de 2 semanas para ser absorvido, enquanto o de C3F8 até 4 semanas.

Nos últimos anos, houve avanços no método, que possibilitaram que a intervenção se tornasse ainda menos agressiva. Com isso, foram reduzidos os riscos de complicações ou de lesões nas estruturas oculares e tecidos.

A cirurgia é feita com leve sedação do paciente e anestesia local. Somente em casos muito específicos, é preciso adotar a anestesia geral, como para tratar as crianças. De toda forma, a alta é dada ao paciente no mesmo dia, sem necessidade de internação.

Quais são os riscos da vitrectomia?

Como qualquer cirurgia, a vitrectomia tem os seus riscos, por ser um tratamento invasivo. Eles incluem:

  • infecção ocular;

  • sangramento intraocular;

  • descolamento de retina (em que a retina se afasta da parte de trás do olho humano);

  • glaucoma (quando a pressão aumenta no olho) e

  • catarata (quando o cristalino se torna turvo).

É importante ressaltar que, para evitar essas complicações, é fundamental contar com um bom especialista para realizar a cirurgia e corrigir o buraco de mácula, além de seguir as suas recomendações durante o pós-operatório. Os cuidados assegurarão que haja uma boa recuperação.

Num período de cerca de 15 dias, é preciso manter repouso, aplicar os colírios e seguir com a rotina indicada pelo especialista. Isso inclui evitar situações que possam comprometer o tratamento, como coçar os olhos, dormir em posição errada ou promover aumento da pressão intraocular.

O tempo para restabelecimento da visão varia em cada caso. Por isso, é válido esclarecer as dúvidas com o profissional, de modo a saber o que esperar.

Tem algum sintoma? Procure um médico!

Uma das grandes dificuldades para o diagnóstico e tratamento do buraco de mácula é que muitos não percebem o surgimento do problema, já que o olho sadio compensa a dificuldade da visão.

Dessa forma, ao ter qualquer tipo de alteração na visão, é essencial agendar uma consulta com um oftalmologista para fazer uma avaliação e garantir a sua saúde. Isso evitará possíveis complicações que podem, inclusive, causar a perda da visão.

Vale ressaltar ainda que não é necessário aguardar algum incômodo na visão para procurar um médico especializado. O indicado é fazer consultas regulares para realizar exames e garantir que todas as estruturas do olho estejam funcionando como deveriam. Esse hábito é ainda mais relevante com o passar dos anos, visto que o buraco de mácula e muitos outros problemas oculares ocorrem com maior frequência em pessoas idosas.

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A nossa visão é um dos sentidos mais importantes e, sem a retina, ela não seria possível. Essa estrutura fica no fundo do globo ocular, onde a imagem de tudo o que vemos é formada.

Provavelmente, você já ouviu falar em algum momento sobre a retina. Mas será que sabe realmente como é o seu funcionamento, qual é a sua importância e quais os cuidados deve ter com ela?

A estrutura do olho humano conta com uma complexidade tão admirável que chegou a inspirar uma das grandes invenções da humanidade: a máquina fotográfica, equipamento que tem forte relação com o fundo do olho.

Ficou interessado para saber mais? Listamos, abaixo, algumas das informações mais relevantes sobre o assunto. Continue a leitura!

O que é a retina? E como funciona?

Para entender o que é a retina e como ela funciona, é preciso compreender mais sobre o sentido da visão. A luz, no interior do olho, é convergida para um tecido nervoso localizado no fundo dele que conta com fotorreceptores.

Esses fotorreceptores são sensíveis à luz e formam as imagens que vemos, mas, de forma menor e de cabeça para baixo. Esse processo ocorre de forma contínua: os raios luminosos entram no olho pela pupila, passam pelo cristalino e seguem em direção ao fundo do olho, onde há a formação de uma imagem.

Por meio de um estímulo nervoso, a imagem é enviada para o cérebro, que faz a correção do seu tamanho e da sua posição, deixando o objeto e todo o cenário do jeito que realmente é.

Todo esse processo que ocorre no interior do olho humano é bem parecido com o de uma câmera fotográfica, que capta a imagem no filme através da incidência da luz pela lente.

O que é a retina?

Agora que você sabe mais sobre o sentido da visão, é mais fácil entender a definição da retina. Essa é a camada mais interna do olho e é composta por 10 camadas celulares. É nela que a informação luminosa se transforma em sinal elétrico para ser interpretado pelo cérebro.

Como já falado, para que se possa ver o que está na sua frente, é necessário transformar a informação luminosa em um estímulo nervoso para que o cérebro possa receber a imagem. As células que transformam os raios luminosos em informação elétrica são chamadas de fotorreceptores.

Dessa forma, a retina é formada pelos fotorreceptores que se dividem em dois tipos: os cones e os bastonetes, cujas principais diferenças funcionais ocorrem no nível de luminosidade com que ambos funcionam.

Em ambientes mais iluminados, apenas os cones funcionam e em ambientes com baixa iluminação, apenas os bastonetes encontram-se em atividade.

Uma vez que o estímulo nervoso é gerado nessas células nervosas, a informação é passada de neurônio em neurônio até chegar à camada de células ganglionares que formam o nervo óptico, estrutura que leva a informação do olho para outras regiões do sistema nervoso.

Quais as camadas da retina?

A retina possui cerca de 126 milhões fotorreceptores, sendo praticamente 120 milhões de bastonetes e 6 milhões de cones, e o nervo óptico tem mais de um milhão de fibras nervosas. Essas células, além de ajudar na formação das cores e formas, também permitem que as informações sejam enviadas ao cérebro com grande rapidez.

Quando falamos sobre a retina no olho humano, podemos separar em regiões. A sua parte central, chamada de mácula, é caracterizada por uma abundante qunatidade de cones e poucos bastonetes. É nessa região em que a imagem formada é percebida com maiores detalhes espaciais e em cores.

[https://retinapro.com.br/wp-content/uploads/2016/11/co%CC%81pia-de-DM-HAS.001.jpeg?v=1616159783]

Corte histológico de uma retina humana vista ao microscópio.

Na periferia da retina, há uma maior quantidade de fotorreceptores bastonetes que de cones. A imagem que cai sobre essa região é percebida com pouca resolução e com pouca definição de cores. No entanto, nessa parte da retina, as células são mais sensíveis ao movimento e se percebe com maior facilidade objetos em movimento.

Além dessas duas partes, há uma região da retina que não apresenta fotorreceptores. Este local é chamado de papila óptica e representa a reunião de todas as fibras neuronais do nervo óptico. Neste local, somos totalmente cegos.

Não percebemos a região cega porque a região cega de um olho humano sobrepõe com regiões não cegas do outro olho e o cérebro, ao interpretar os estímulos nervosos de ambos os olhos, junta as imagens.

Mesmo com apenas um olho aberto, é muito difícil de perceber devido o cérebro preencher perceptualmente a falta de informação desta região. Mas, em geral, ao falarmos sobre a retina, detalhamos ela a partir de duas estruturas:

  • nervo óptico: conecta a retina com o cérebro e

  • mácula: a região central, que faz o sentido da visão ter mais detalhes.

[https://retinapro.com.br/wp-content/uploads/2016/11/co%CC%81pia-de-DM-HAS2.001.jpeg?v=1616159789]

Ilustração representativa de uma retina normal.

Quais doenças podem acometer a retina e como preveni-las?

Da mesma maneira que outras partes de nosso corpo, pode ocorrer algum problema no funcionamento da retina. Entre as principais doenças que acometem essa região do olho humano, podemos destacar:

Dentre os transtornos que afetam a visão, o descolamento de retina talvez seja um dos mais graves.

Em geral, começa no momento em que o humor vítreo (gel consistente que fica no interior do olho) contrai e se separa da retina. Esse problema é associado ao envelhecimento, no entanto, outros fatores podem favorecer o aparecimento, como, por exemplo, traumatismo, predisposição genética, mas também pode ocorrer de forma espontânea.

Como evitar doenças da retina?

Para evitar doenças da retina, recomendamos a realização de exames de rotina, uma vez que eles conseguem reduzir o risco de problemas mais sérios. Os procedimentos podem ser feitos de forma preventiva ou para auxiliar o diagnóstico e iniciar rapidamente o tratamento.

O hábito de fazer exames periodicamente aumenta (e muito!) as chances de recuperação do paciente. Outro cuidado fundamental é o monitoramento e controle de doenças sistêmicas que podem afetar a saúde ocular, como:

  • síndromes autoimunes;

  • diabetes e

  • hipertensão.

É importante frisar que, se não tratadas adequadamente e a tempo, as doenças da retina podem provocar danos irreversíveis e, em alguns casos, até levar à perda visual.

Fique atento aos sintomas de doenças da retina

Além de realizar exames periódicos, também é importante ficar atento aos sintomas que as doenças da retina causam para procurar um oftalmologista o quanto antes ao percebê-los. Entre os principais estão:

  • aparecimento de pontos pretos, conhecidos como moscas volantes;

  • olho sensível à luz;

  • dores ou desconfortos no olho;

  • visão embaçada e

  • problemas para enxergar.

Quais os exames para avaliar a retina?

Há muitas maneiras para realizar a avaliação da retina, dentre as quais podemos destacar:

atenção: colocar o link interno para os demais exames

Para a realização de qualquer um dos procedimentos citados, é necessário que o paciente efetue a dilatação prévia da pupila, o que deve ser feito com a supervisão de um profissional.

O mapeamento de retina, também conhecido como exame de fundo de olho ou fundoscopia, é um método bastante simples, no qual o oftalmologista ou retinólogo avalia toda a extensão dessa estrutura até a periferia. Ele pode ser realizado durante a própria consulta e não provoca dor.

Já a retinografia consiste no registro fotográfico da retina por meio de fotografias digitais, enquanto a angiofluoresceinografia, ou retinografia fluorescente, utiliza um contraste para avaliar a circulação dos vasos do interior do olho.

Dentre todos os exames citados, um dos mais modernos é a tomografia de coerência óptica (OCT). A OCT permite o estudo minucioso e detalhado das camadas da retina. Esta avaliação tem como função principal determinar a saúde dessa região e de suas estruturas, e detectar algumas patologias, como o diabetes.

Agora que você já sabe o que é retina e qual a sua função dentro do sistema ocular, certamente não tem dúvidas sobre a importância de cuidar bem dela!

Cuide da sua retina

A visita periódica ao oftalmologista, bem como a realização de exames, possibilita o diagnóstico preciso de problemas da retina, impedindo maiores consequências à saúde ocular.

Zelar pela saúde dos olhos é um dos hábitos que devemos ter para garantirmos uma boa qualidade de vida e um envelhecimento saudável, sem ter limitações para ler, cozinhar ou fazer qualquer outra atividade diária.

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