A cirurgia de retina é um termo amplo para se referir a qualquer procedimento cirúrgico realizado nessa estrutura do olho. A retina está localizada na parte de trás do globo ocular e tem como principal função captar a luz, transformá-la em sinais e enviá-los para o cérebro, o que nos permite ver aquilo que está no campo de visão.
Assim como qualquer parte do nosso corpo, a retina pode ser afetada por diversas doenças que fazem com que ela não funcione como deveria. Em alguns casos, não há nada que se possa fazer, mas em outros recomenda-se a realização de procedimentos para auxiliar na recuperação do paciente e, consequentemente, na melhora ou retorno da visão.
A técnica, os instrumentos, a forma de realização e as orientações pré e pós-operação podem variar bastante, dependendo diretamente do problema.
Para falar mais sobre a cirurgia de retina e mostrar quais são os principais procedimentos que podem ser realizados nessa parte do olho, criamos esse artigo. Continue lendo e saiba mais.
Quais problemas oculares motivam a cirurgia de retina?
Antes de saber mais sobre os problemas oculares que podem necessitar de cirurgia de retina, é importante entender mais sobre essa estrutura ocular. Dê play no vídeo abaixo e veja uma explicação completa.
Assim como falado no vídeo, existem diversas doenças que podem afetar essa parte do olho e podem exigir a realização da cirurgia de retina. Saiba mais detalhes sobre cada uma delas:
Descolamento de retina
O descolamento de retina ocorre quando essa parte se descola dos tecidos que a suportam, o que a faz ficar “solta” dentro do globo ocular. Esse problema é considerado uma emergência, uma vez que pode levar o paciente a cegueira de forma irreversível.
Quer saber mais sobre o descolamento da retina? Então, assista ao vídeo abaixo.
Retinopatia diabética e hipertensiva
A retinopatia diabética e a hipertensiva também são doenças que podem levar à cirurgia de retina. Essas enfermidades ocorrem como consequência da diabetes e da pressão alta, respectivamente, causando danos aos vasos sanguíneos que ficam na parte posterior do olho e, consequentemente, prejudicam o recebimento de sangue da retina.
Se você quer saber mais sobre a retinopatia diabética confira nossa live completa sobre o tema.
Também fizemos uma live sobre a retinopatia hipertensiva. Dê play e confira.
Essas são as doenças mais comuns, mas existem outros problemas que também podem exigir a realização da cirurgia de retina, como:
- hemorragia vítrea: hemorragias na parte posterior do olho;
- buraco na mácula: formação de buracos na região central da retina e
- membrana epirretiniana: formação de uma membrana fina na frente da retina.
Quando a cirurgia de retina é indicada?
A cirurgia de retina pode ser recomendada como tratamento para todas as doenças citadas acima. No caso do descolamento de retina, por exemplo, recomenda-se quando quase toda a estrutura está descolada, o que impede que ela seja fixada novamente apenas com o laser.
E para a retinopatia diabética e hipertensiva, o procedimento é recomendado para os casos mais sérios. O mesmo vale para a hemorragia vítrea.
Já nos casos de buraco na mácula e da membrana epirretinana, a cirurgia de retina é recomendada para a maioria dos pacientes.
Quais são os tipos de cirurgia de retina?
Há, basicamente, três tipos de cirurgia de retina. São elas:
- retinopexia pneumática: injeção de gás na parte de trás do globo ocular;
- introflexão escleral: ao invés de entrar no olho, utiliza-se um tipo de faixa para apertar, o que permite que a retina se fixe no lugar que deveria e
- vitrectomia posterior: utiliza-se um equipamento moderno com instrumentos que entram no olho e permitem a retirada do “gel”.
Vale ressaltar que, além desses três tipos, outro procedimento amplamente utilizado na oftalmologia é o laser, que não é considerado uma cirurgia em si, mas um procedimento ambulatorial.
Quais são as orientações pré e pós-operação?
As orientações pré e pós-operação dependerão diretamente da técnica utilizada e da doença do paciente. Mas, de forma geral, antes do procedimento, deve-se:
- realizar todos os exames solicitados pelo médico;
- tomar os medicamentos indicados, se houver;
- utilizar os colírios como orientado, se houver;
- não ingerir bebida alcoólica um dia antes do procedimento e
- fazer jejum.
Já no pós-operatório, é importante:
- evitar esfregar os olhos;
- não fazer exercícios físicos pesados;
- ficar em repouso;
- permanecer na posição que o médico orientar, que pode ser com o rosto virado para baixo;
- ter uma boa higiene e
- realizar o retorno conforme combinado.
Essas são orientações gerais. É indispensável que você converse e pergunte as indicações para o seu caso, considerando a técnica utilizada e a sua enfermidade.
Se você deseja ver mais informações sobre a cirurgia de retina, confira a nossa live especial sobre o tema. Basta dar play no vídeo abaixo.
Caso você more em Belém ou região e esteja procurando por um cirurgião oftalmológico, entre em contato conosco para conhecer nossos especialistas e agendar uma consulta.
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Dr. Alexandre Rosa possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Pará (UFPA/1996) e doutorado em Oftalmologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP/2005). Especialista em doenças da retina e vítreo (retinólogo) pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo. Atualmente, é médico preceptor da residência médica do Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza, além de ser professor de Oftalmologia da Universidade Federal do Pará (UFPA).