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5 coisas para saber antes de marcar sua consulta oftalmológica!

Consulta oftalmológica

Já faço acompanhamento, mas preciso marcar uma consulta oftalmológica com um novo oftalmologista! As razões podem ser as mais diversas — mudança de endereço ou de cidade, horários que não coincidem, valores que não cabem no bolso etc. —, mas saiba que não é só você que é tomado por dúvidas nesse momento.

Quais são as informações importantes de serem passadas em uma primeira consulta? É possível retomar o tratamento de onde parou ou preciso refazer todos os exames? Como escolher um bom especialista e uma boa clínica?

Sabemos que mudar não é mesmo um processo fácil, então decidimos ajudar você nessa empreitada respondendo os principais questionamentos sobre o tema. Prossiga a leitura!

O que é importante na primeira consulta oftalmológica?

Para se consultar com um oftalmologista, você precisa, antes de qualquer coisa, considerar que ele não está inteirado do seu caso. Portanto, se o seu desejo é dar continuidade ao seu tratamento sem prejuízos, é necessário disponibilizar o máximo possível de informações e dados obtidos anteriormente. Sem isso, o médico vai ter que começar do zero!

Em sua primeira consulta oftalmológica leve todos exames que já fez. Se obteve, em algum momento, um diagnóstico de problema ocular, não esqueça de dizer. Em algumas vezes, não é preciso efetuar novos exames, exceto quando os já feitos estiverem defasados ou se o profissional constatar algo que demande avaliação mais minuciosa.

Além disso, é muito importante comunicá-lo sobre suas condições de saúde. Pacientes que têm doenças infectocontagiosas (como, por exemplo, a hepatite), hipertensão e diabetes necessitam de atenção especial. Informe também se apresenta histórico familiar de doenças oculares como descolamento de retina, catarata ou glaucoma.

Aqueles que fazem uso de óculos de grau devem levá-los consigo, assim como as receitas antigas, medicamentos ou colírios que foram receitados pelo profissional anterior.

1. Devo optar por uma clínica ou um consultório?

Outra dúvida que surge com muita frequência na ocasião de mudança de oftalmologista é aquela que diz respeito à escolha entre uma clínica de olhos ou um consultório. E afinal, qual é melhor? A resposta para essa pergunta depende muito do tipo de suporte que você espera obter. De forma bem resumida, a diferença entre o consultório e a clínica consiste basicamente nisso: a estrutura oferecida por cada um.

Os consultórios são geralmente destinados para procedimentos mais simples, como consultas e exames de rotina, visto que não possuem equipamentos necessários para muitos diagnósticos. Em casos de maior complexidade, o profissional encaminha o paciente para uma clínica que realiza exames mais específicos.

Na hipótese de atendimento direto na clínica, a infraestrutura para realização de exames mais aprofundados está à disposição no mesmo local — o que otimiza o tempo, uma vez que não é preciso deslocar-se para lugares diferentes. Para além da comodidade de encontrar tudo em um só lugar, os resultados e diagnósticos costumam também ser mais rápidos.

A opção entre um ou outro deve atender às necessidades de cada pessoa, no entanto, para aquelas que precisam de acompanhamento contínuo ou que gostariam de ter um atendimento com assistência completa, a clínica oftalmológica é mais indicada.

2. Como escolher uma boa clínica oftalmológica?

Optei por uma clínica, mas e agora, como saber qual é a mais adequada para o meu caso? Selecionamos para você quatro dicas que podem colaborar nesse processo de procura e de escolha. Seguem abaixo!

Busque por recomendações

A fim de adquirir mais confiança e segurança, a melhor atitude é buscar saber como os outros pacientes avaliam o local. As opiniões de quem se consulta periodicamente na clínica oferecem uma perspectiva mais concreta sobre como é o atendimento, o tratamento, a estrutura, os profissionais etc.

É claro que cada um faz uma avaliação da clínica de acordo com o seu caso, mas é inegável que uma somatória de críticas positivas colabora para efetuar a escolha acertada. Procure encontrar as redes sociais do estabelecimento para observar como estão os níveis de satisfação dos clientes.

Esteja atento à estrutura da clínica

Não basta contar com bons profissionais, é preciso oferecer uma boa estrutura para eles realizarem o seu trabalho da melhor maneira possível. Portanto, avalie se a clínica oftalmológica dispõe de uma variedade de equipamentos avançados e complexos para realização de exames e diagnósticos completos e de precisão. A disponibilidade desses aparatos contribui para a confiabilidade do diagnóstico, bem como oferece ao paciente a certeza de que os procedimentos corretos vão ser realizados.

Avalie o atendimento

Um bom atendimento vai desde a recepção, passando pelos exames preparatórios, até a consulta propriamente dita. Suas dúvidas foram sanadas? Você ficou muito tempo na sala de espera? Obteve problemas ao marcar sua consulta? Tudo isso deve ser levado em conta!

Toda a equipe deve estar preparada para recebê-lo e atendê-lo de maneira respeitosa e qualificada. Leve em consideração que esses profissionais vão ser os responsáveis por cuidar dos seus olhos, logo, é fundamental construírem uma relação de respeito, confiança e ética.

Conheça os serviços

Uma clínica oftalmológica pode contar com ótimos serviços, mas não oferecer aqueles de que você precisa. Por isso, é imprescindível confirmar se os serviços ofertados atendem às suas necessidades. Questione quais exames eles realizam, quais as especialidades dos oftalmologistas etc.

3. É melhor ir sozinho ou acompanhado?

Ainda que você tenha o costume de ir sozinho às suas consultas, nessa primeira (com o novo oftalmologista) talvez seja interessante considerar ir acompanhado. A razão disso é que o profissional pode precisar realizar exames mais aprofundados e que interferem temporariamente na capacidade visual como a dilatação da pupila. Diante disso, um acompanhante vai garantir mais conforto e segurança na volta para casa.

Não tem ninguém para ir com você? Fique calmo que isso não é uma regra! O correto a ser feito é se informar com antecedência sobre a necessidade ou não de companhia.

4. Quando devo ir ao oftalmologista?

Reconhecer a importância do acompanhamento com um profissional especializado é compreender que não é preciso esperar pelo aparecimento de algum sintoma grave para buscar ajuda e orientação. A saúde ocular é tão séria e merece a mesma atenção que a de qualquer outra parte do seu corpo. Manter a regularidade das consultas auxilia na obtenção de diagnósticos precoces que, por sua vez, diminuem os riscos de avanço de doenças.

Quadros clínicos como o de glaucoma — uma doença degenerativa do nervo óptico — podem ser silenciosos e assintomáticos até que a perda da visão se torne um estado irreversível. Desse modo, os tratamentos são iniciados assim que se descobre alguma irregularidade, o que torna as chances de sucesso terapêutico muito maiores!

Além das consultas regulares, outras dicas para que você possa se prevenir de problemas oftalmológicos são: proteção contra os raios solares (com o uso de lentes de qualidade) e manter uma alimentação nutritiva, saudável e equilibrada. Sempre que possível, priorize a ingestão de alimentos que são benéficos aos olhos tais como peixes, ovos, frutas e verduras.

5. As consultas oftalmológicas são diferentes para cada fase da vida?

Vale sempre lembrar que as pessoas são diferentes umas das outras, assim como suas necessidades oftálmicas. Alguns já nascem precisando de acompanhamento médico, outros precisam realizar consultas de modo mais frequente etc. No entanto, de maneira geral, podemos dizer que cada etapa da vida requer precauções e cuidados especiais, principalmente quando nos referimos à saúde dos olhos. Sintetizamos essas informações a seguir.

Bebês

A atenção com a visão do bebê deve começar ainda na gravidez, por meio do pré-natal e outros exames requeridos pelo ginecologista. A capacidade visual da criança vai se desenvolvendo aos poucos, por essa razão, o teste do olhinho — realizado logo após nascimento — é fundamental para identificar possíveis doenças como a catarata, o retinoblastoma (uma espécie de câncer ocular que prejudica a retina), entre outros.

A partir dos seis meses de idade até um ou dois anos é amplamente recomendável levar a criança a uma consulta oftalmológica para realizar uma revisão. Casos como o de obstrução do canal lacrimal ou mesmo estrabismo podem ser comuns nessa fase, e o tratamento mostra-se bastante eficaz.

Crianças

Com aproximadamente 5 anos, a visão da criança já está madura. Além do que, o aumento de atividades no dia a dia dos pequenos requer que esse sentido esteja em seu mais perfeito estado. Nessa fase, sobretudo no início da vida escolar, é preciso estar muito atento à ocorrência de qualquer sintoma incomum.

Não são raros os casos em que a criança apresenta dificuldade em enxergar, mas não consegue expressar de forma clara o que está sentindo de diferente. Dessa situação decorrem outras como problemas de aprendizagem, dores de cabeça frequentes, irritação e falta de interesse na leitura.

Uma reação comum que ajuda a detectar possíveis transtornos é o franzir da testa para enxergar de longe ou a necessidade de aproximar-se do objeto para observá-lo. As consultas oftalmológicas são essenciais para a obtenção de um diagnóstico preciso, que seja capaz de localizar sinais de hipermetropia, miopia ou astigmatismo.

Outro problema que pode aparecer é a ambliopia, que consiste na pouca visão em um dos olhos. Se não houver correção, ela pode levar a um déficit permanente na visão do olho afetado, visto que o cérebro começa a ignorar essa vista fraca, concentrando na que está boa.

Adolescentes e adultos

A exigência de lentes de contato ou de óculos para correção visual costuma ser ainda mais recorrente nessas fases. Quando o caso permite que o distúrbio seja tratado por meio de procedimentos com laser, as cirurgias refrativas apresentam-se como uma boa opção! Outras questões como vista cansada, lacrimejamento e coceira nos olhos também costumam aparecer com muita frequência. Desse modo, frequentar o consultório oftalmológico ao menos uma vez por ano é o período considerado ideal.

Idosos

Quem cuidou da saúde (inclusive da ocular) por toda a vida, provavelmente vai envelhecer com mais tranquilidade, assim como vai correr menos riscos de desenvolver transtornos graves na terceira idade. De qualquer maneira, doenças como a catarata e a DMRI (degeneração macular relacionada à idade) podem se manifestar, reforçando a necessidade de acompanhamento médico. A regularidade nas consultas oftalmológicas é primordial para quem utiliza óculos, em razão dos ajustes prescritos.

Esperamos ter colaborado para esclarecer algumas de suas dúvidas sobre o assunto. O cuidado com os olhos é de fundamental importância para a manutenção de nossa qualidade de vida. Atente-se para qualquer irregularidade e consulte um oftalmologista com frequência!

Agora que você já sabe a importância de realizar uma boa consulta oftalmológica e com um bom profissional, que tal saber um pouco mais sobre as doenças oculares que podem levar a perda de visão?

5 coisas para saber antes de marcar sua consulta oftalmológica!
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Dra. Thais Mendes

Dra. Thais Mendes

Médica Oftalmologista; Especialista em Retina Clínica e Cirúrgica; Aluna de pós-graduação/doutorado UNIFESP-EPM; Retina Research Fellowship (University of California San Francisco 2012-2014); Membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo. Fellowship Clínico e Cirúrgico em Retina e Vítreo (Instituto Suel Abujamra 2009-2012); Fellowship de Ultrassom Ocular (Santa Casa de São Paulo 2011-2012).

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