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Entenda como funciona a angiofluoresceinografia retiniana

EXAME DE ANGIOFLUORESCEINOGRAFIA RETINIANA

Os oftalmologistas contam com uma vasta gama de exames para cuidar da saúde ocular. Um deles é a angiofluoresceinografia retiniana, também chamada angiografia retiniana fluorescente ou retinografia fluoresceinica.

Ela é utilizada para detectar doenças oculares relevantes como a retinopatia diabética. Neste texto, vamos falar um pouco sobre esse exame. Acompanhe!

O que é a angiofluoresceinografia retiniana

A angiofluoresceinografia retiniana, também chamada retinografia fluorescente, tem como objetivo a avaliação do fluxo sanguíneo da retina a partir da obtenção de fotografias do fundo do olho, que são capturadas por uma máquina digital após o uso de um corante. Dessa forma, esse exame propicia a descoberta de lesões e outras anomalias que possam acometer várias partes do fundo do olho, como a retina, nervo óptico e coroide.

Geralmente, esse exame é indicado para pacientes que tenham distúrbios circulatórios na retina, como áreas de isquemia, hemorragias, etc.

Sendo assim, as principais indicações de realização desse exame são:

 

Como é realizado o exame

A preparação começa quando o paciente chega à clínica. Após se identificar e se acomodar, é aplicado um colírio para dilatar a pupila, o qual é o mesmo utilizado durante os exames oftalmológicos de rotina, como o de fundo de olho. Isso é necessário porque quando a pupila se encontra em miose (nome técnico para pupila pequena ou contraída), a visualização do fundo dos olhos se torna mais difícil.

O objetivo do colírio é manter a pupila em midríase, ou seja, dilatada independentemente da quantidade de luz do ambiente, o que melhora bastante a visualização e captura das imagens das estruturas intra-oculares.

Após esse passo, um contraste chamado de fluoresceína sódica é injetado em uma veia periférica, normalmente na mão ou no antebraço. Em alguns dispositivos é possível utilizar o corante de forma via oral.

Essa substância é bastante segura e causa bem menos efeitos colaterais que o iodo, o qual é o corante mais utilizado em exames radiológicos,. O corante é estimulado por meio de uma luz de coloração azul, a fim de emitir fótons de cor verde e amarela, que irão ser captados pelos sensores das câmeras digitais.

O paciente é posicionado em frente ao equipamento, chamado de angiógrafo, que fotografa a região do fundo do olho com lentes de altíssima resolução. Para facilitar a captação de boas imagens, o médico solicita ao paciente que siga uma mira. A emissão de luz azul é feita pelo próprio aparelho.

Com esse exame, o oftalmologista consegue avaliar como está o fluxo sanguíneo na fase inicial, na fase de enchimento e na fase tardia, em que há eliminação do contraste. Dessa forma, toda a circulação da retina é avaliada segundo a segundo pelo médico, que observará onde ocorrem problemas e se existem lesões na retina e no coroide, parte do olho responsável por nutrir a retina.

No vídeo abaixo, podemos ver a chegada do corante nos vasos da retina após ser injetado na veia do paciente, esta é a imagem que o médico observa ao realizar o exame.

Existe uma outra possibilidade para a realização dele: a utilização do contraste via oral, ou seja, sem a necessidade de acesso venoso. No entanto, esse tipo de captação é possível apenas com alguns aparelhos mais modernos.

A versão mais moderna da angiofluoresceinografia retiniana é chamada de angiofluoresceinografia panorâmica ou widefield. Ela é realizada da mesma forma, no entanto, em um novo aparelho que permite a captação de uma imagem completa da retina em 360 graus. Com tal tecnologia, o médico pode diagnosticar doenças da periferia da retina e coroide, muitas vezes não detectadas no exame convencional, como por exemplo nos casos de retinopatia diabética.

Quais as orientações para a realização do exame

Os pacientes devem chegar cerca de 30 a 60 minutos antes da hora marcada para realizar a dilatação da pupila com colírio. É obrigatório que os pacientes estejam acompanhados de uma pessoa com mais de 18 anos no dia do exame, visto que a pupila dilatada pelo colírio, em alguns indivíduos,  prejudica a visão e impede a condução de veículos, por exemplo.

O exame em si tem uma duração curta (cerca de 10 a 20 minutos), mas como é necessário chegar  antes para dilatar a pupila, estima-se que o tempo gasto dentro da clínica gire em torno de 1h30. Como a ação do colírio pode durar até 8 horas, é recomendado que o paciente submetido à angiofluoresceinografia retiniana tire o dia de folga para recuperar-se da dilatação.

Não se deve estar de lentes de contato nesse dia e é importante levar óculos escuros para evitar a sensibilidade causada pela luz após o exame.

A alimentação precisa ser leve, e o jejum de água e comida deve ser feito por 2 horas antes do exame em pacientes hígidos. Se o paciente for diabético, não é necessário realizar um jejum completo, ele pode ser apenas de uma hora.

Apesar de o exame ser bastante seguro e indolor, é preciso seguir corretamente as instruções e estar atento às reações adversas que podem ocorrer durante a realização do exame. Além disso, é importante procurar uma clínica que utilize contrastes de qualidade.

Quais riscos e efeitos colaterais

Algum quadro alérgico pode aparecer durante o exame, inclusive quadros de hipersensibilidade. Isso ocorre devido aos componentes do contraste injetado na veia periférica. O paciente pode sentir coceira, tontura, náuseas e vômitos. Esses efeitos são menos frequentes quando se usa o contraste via oral.

Os pacientes que já apresentaram alguma reação de hipersensibilidade ao contraste, portadores de asma severa não controlada, pessoas com episódio de infarto agudo do miocárdio recente, grávidas e mulheres que estão amamentando não devem realizar o exame.

A angiofluoresceinografia não é contraindicada para pessoas com alergia ao iodo, um tipo de contraste que tem maior chance de causar hipersensibilidade, ou a frutos do mar. Isso porque a fluoresceína sódica não contém componentes de nenhuma dessas substâncias.

É fundamental que a clínica escolhida para realizar o exame esteja preparada para socorrer qualquer paciente que venha a ter uma reação alérgica, seja ela branda ou agressiva.

A visão é um sentido de extrema importância para todos nós e deve ser tratada com carinho. Por esse motivo, quando há distúrbios na visão ou presença de doença crônica, é fundamental procurar o oftalmologista e fazer um acompanhamento rotineiro.

A angiofluoresceinografia é um exame simples e rápido que pode auxiliar o oftalmologista no diagnóstico e nas melhores condutas. Lembre-se de que para um resultado satisfatório, é fundamental procurar clínicas com bons aparelhos e, além disso, contar com médicos capacitados para interpretar os resultados gerados por eles.

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Prof. Dr. Alexandre Rosa

Formado em Medicina pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e doutorado em Oftalmologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo. Especialista em doenças da retina e vítreo pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Professor de Oftalmologia da Universidade Federal do Pará.

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