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Retinoblastoma: conheça o tumor ocular mais comum em crianças!

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Para saber o que é retinoblastoma, precisamos entender, primeiramente, que os olhos começam a se desenvolver ainda no processo de formação do feto, ou seja, na barriga da mãe. Nessa fase inicial, os olhos têm células conhecidas como retinoblastos que, pelo processo de divisão celular, irão formar a retina.

Esse processo se interrompe em um determinado momento, quando a retina já está formada. Porém, quando isso não acontece, ocorre a formação do retinoblastoma, que na verdade é uma multiplicação exagerada e anormal destas células embrionárias.

Já ouviu falar e quer saber quais as causas, os principais sintomas e como tratá-lo? Então acompanhe nosso artigo e esclareça suas dúvidas!

O que é o retinoblastoma?

Trata-se de um tumor maligno raro de células embrionárias da retina. A retina é uma estrutura localizada no fundo do globo ocular, responsável pela visão. O tumor se forma quando os retinoblastos não param seu processo de divisão, crescendo rápida e descontroladamente.

O retinoblastoma é o tipo de tumor mais frequente que acomete os olhos na infância, que pode se manifestar no nascimento ou até os cinco anos de idade.

Quais são as causas do retinoblastoma?

O retinoblastoma é classificado como hereditário ou espontâneo.

Quando o tumor é hereditário ele pode se apresentar de duas formas: unilateral, ou seja, acomete apenas um dos olhos, que corresponde a 15% dos casos; ou bilateral, quando os dois olhos são acometidos, que corresponde a 25% dos casos.

Já na forma espontânea, o tumor é unilateral, representando cerca de 60 a 70% dos casos.

Retinoblastoma hereditário ou congênito

São os casos em que o retinoblastoma acontece pela mutação genética, afetando o gene RB1. Entre os fatores de risco para esse tipo de tumor está o histórico familiar, ou seja, quando existe caso positivo na família, principalmente os pais.

Outra possível causa está relacionada a mutação desse gene na fase de desenvolvimento do feto no útero, porém não está bem esclarecida a origem dessa alteração genética.

Retinoblastoma não hereditário ou espontâneo

Os casos espontâneos não têm uma causa definida. Algumas hipóteses estão sendo investigadas para o aparecimento do tumor em sua forma unilateral não hereditária, por exemplo, a relação com o vírus do HPV, que é a causa do câncer de colo de útero.

Quais os sintomas?

O principal sintoma da presença do retinoblastoma é o reflexo branco na pupila, conhecido como leucocoria. Esse sinal está presente em cerca de 90% dos casos diagnosticados.

O reflexo branco geralmente é percebido na incidência de luz artificial, quando a pupila está dilatada, ou ao direcionar o flash de câmeras fotográficas e celulares sobre os olhos ao tirar uma foto. Quando os olhos estão saudáveis, sem a presença de retinoblastoma, o reflexo que aparece é vermelho.

Outros sinais e sintomas do retinoblastoma são:

  • estrabismo;
  • sensibilidade exagerada à luz (fotofobia);
  • dificuldade para leitura;
  • aparência anormal do olho;

Quais os tratamentos indicados?

O tratamento do retinoblastoma é escolhido de acordo com o estágio do tumor.

É realizado por uma equipe multidisciplinar que inclui oftalmologista pediátrico, oncologista pediátrico e equipe de radioterapia. Exames de imagem são necessários como, por exemplo, ultrassonografia ocular, ressonância magnética e tomografia computadorizada.

Quanto mais precoce é feito o diagnóstico, menos agressivo é o tratamento e melhores são os resultados e a chance de cura.

Existem várias hipóteses para o tratamento, sendo elas:

  • remoção cirúrgica;
  • termoterapia transpupilar (radiação infravermelha que aquece o tecido do tumor);
  • laser;
  • quimioterapia sistêmica, intravítrea ou intra-arterial.

O objetivo do tratamento das crianças com retinoblastoma é a cura total e preservação da visão e integridade do globo ocular. As chances estão cada vez maiores, graças aos avanços no diagnóstico precoce e nas técnicas terapêuticas atuais.

Se você gostou deste conteúdo e agora sabe tudo sobre a retinoblastoma, aproveite e confira mais um de nossos posts: Conheça as 6 doenças oculares que podem levar a redução da visão!

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