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Descubra 8 causas de perda de visão repentina

Descubra 8 causas de perda de visão repentina

Algumas doenças oculares podem provocar uma perda de visão repentina. Por isso, devemos estar atentos a todos os sintomas que aparecem em nossos olhos. Às vezes, é possível detectar a causa precocemente evitando sequelas graves. A perda de visão repentina pode não ser corrigida com a utilização de óculos ou lentes de contato. A visão pode ficar muito limitada (caso da perda parcial) ou absolutamente comprometida (na perda completa).No texto de hoje, vamos abordar algumas causas da perda súbita de visão, citando a descoberta precoce dos sintomas e a importância de um tratamento eficaz. Quer saber mais sobre o assunto? Acompanhe com a gente!

A perda de visão repentina pode não ser corrigida com a utilização de óculos ou lentes de contato. A visão pode ficar muito limitada (caso da perda parcial) ou absolutamente comprometida (na perda completa).

No texto de hoje, vamos abordar algumas causas da perda de visão repentina, citando a descoberta precoce dos sintomas e a importância de um tratamento eficaz. Quer saber mais sobre o assunto? Acompanhe com a gente!

1. Descolamento de retina

Existem 3 tipos de descolamento de retina:

  • exsudativo (secundário a doenças inflamatórias);
  • tracional (comum em pessoas com diabetes);
  • regmatogênico (forma mais comum que ocorre devido um rasgo na retina). As características aqui apresentadas referem-se ao tipo regmatogênico.

O descolamento de retina é uma doença que atinge cerca de 20 mil pessoas por ano no Brasil e que pode evoluir para perda de visão, principalmente se o paciente demorar a buscar o tratamento adequado. Trata-se de uma doença que ocorre quando uma parte ou toda a retina se desprende da parede do globo ocular devido a rupturas internas. Por isso, o seu tratamento deve ser o mais precoce possível.

Imagem do fundo de olho de um paciente com descolamento de retina.

2. Oclusão da Artéria Central da Retina

A oclusão da artéria central da retina pode ser descrita como uma repentina, indolor e grave perda da visão por falta de irrigação vascular na retina, ou seja, o sangue não consegue chegar até as células da retina, que acabam morrendo. O exame de fundo de olho mostra a retina com uma coloração bem esbranquiçada, consequência da falta de sangue, com uma parte central escura, o que chamamos de aspecto de mácula em cereja.

A maioria dos casos acontece em pessoas que estão na faixa dos 60 anos, sendo raro o aparecimento em pessoas abaixo de 30 anos. Os homens são afetados com mais frequência que as mulheres. É um caso extremamente grave, pois na grande maioria dos casos há um comprometimento importante da visão. Seu tratamento deve ser feito de forma imediata, dentro de poucas horas após o início do quadro.

Imagem do fundo de olho de um paciente com oclusão de artéria central da retina

3. Oclusão de Veia Central da Retina

Oclusão de Veia Central da Retina (OVCR) nada mais é que o bloqueio ou a obstrução da veia central, ou seja, o sangue não tem como sair do olho e acaba extravasando para a retina. Portanto, o achado do exame de fundo de olho característico é a presença de hemorragias em toda a retina. Pode-se dizer que a OVCR ocorre, mais frequentemente, em pessoas com mais de 65 anos.

Também, causa uma perda de visão repentina e indolor. O sintoma mais comum é a visão turva ou desfocada. É uma doença que pode estar associada ao aumento de pressão arterial ou aumento de pressão do olho (glaucoma). Seu tratamento também deve ser feito de forma precoce. Em geral, utilizam-se as injeções intravítreas de antiangiogênico, mas a fotocoagulação a laser também pode ser realizada.

Imagem do fundo de olho de um paciente com oclusão de veia da retina.

4. Degeneração macular

A degeneração macular apresenta 2 formas:

  • seca (ocorre em 90% dos casos);
  • úmida (acontece em 10% dos casos).

Os pacientes que apresentam a forma úmida podem evoluir com perda repentina da visão. Nesse tipo, ocorre um extravasamento de corante para a região macular (porção central da retina) do paciente. A queixa mais comum nessa doença é o aparecimento de uma mancha escura na visão central. Seu tratamento também deve ser imediato, sendo feito com injeções intravítreas de antiangiogênico.

 

Foto da retina mostrando uma degeneração macular 1

Imagem do fundo de olho de um paciente com degeneração de mácula.

5. Lesões na córnea

A córnea corresponde a parte mais anterior do olho, portanto fica proxima ao ar ambiente, sendo responsável pela maior parte do poder de refração (desvio dos raios luminosos) do olho.

Qualquer alteração nesta estrutura, secundária a algum arranhão (p. ex. cerattite) podem levar a dificuldade visual.

Em geral, esses casos conseguem ser reversíveis assim que se recupera a integridade da córnea.

6. Diabetes

Conhecido por prejudicar a qualidade de vida de muitas pessoas, o diabetes também pode causar danos na visão, sejam eles temporários ou permanentes.

No caso dessa doença sistêmica, isso acontece porque o diabetes é capaz de afetar a retina e prejudicar a visão..

A consequência mais grave do excesso de glicose no sangue é o desenvolvimento de uma doença chamada retinopatia diabética: uma grave complicação que acontece secundário ao dano nos vasos sanguíneos da retina. Essas alterações podem causar sangramentos e a perda da visão.

Um outra causa comum de perda visual súbita no paciente diabético é o aumento súbito da glicemia, pois pode causar uma alteração repentina no grau da pessoa, devido a isso não devemos realizar exames de verificação de graum em pacientes com hiperglicemia.

7. Enxaqueca

A enxaqueca, conhecida por sintomas como intensas dores de cabeça, pode causar uma perda temporária da visão. São as chamadas enxaquecas com auras visuais. Apesar de parecer que problema é na visão, assustando as pessoas que sofrem da doença, ele está no cérebro e em sua área relacionada ao controle da visão. menos frequente, podem causar sintomas momentâneos de desaparecimento súbito da visão chamada amaurose fugaz.

Esses sintomas que afetam a visão durante uma crise de enxaqueca podem variar bastante de pessoa para pessoa. Os mais comuns são manchas no campo de visão, pontos brancos ou pretos, linhas em zigue-zague, flashes de luz e distorções, além da perda temporária da visão. Muitos pacientes relatam, inclusive, que as mudanças na visão antecedem as dores de cabeça de uma enxaqueca.

8. Hipertensão

Que a hipertensão é um problema bastante sério para a saúde, ninguém duvida. Contudo, você sabia que a doença pode ocasionar transtornos sérios também para os olhos, como a perda súbita e, até mesmo, permanente da visão?

O aumento súbito da pressão arterial pode causar os derrames da retina, como já observamos no item 3.

Contudo, casos onde há o aumento da pressão arterial para níveis muito elevados (acima de 200 mmHg de pressao sistólica) pode causar lesão do nervo óptico, chamado de neuropatia óptica hipertensiva, onde há lesão prejuízo na condução das imagens do olho até o cérebro.

Portanto, o controle da hipertensão deve ser feito cuidadosamente com um médico e o acompanhamento da saúde dos olhos com um oftalmologista também é essencial.

Um dado interessante sobre a cegueira súbita é que ela acontece mais frequentemente em apenas um dos olhos. Além disso, em muitos casos, os pacientes não percebem de forma clara a baixa da visão.

Para evitar essas doenças, bem como a perda da visão, cuidar da saúde do organismo como um todo é fundamental. Por isso, alimente-se de forma correta e balanceada, faça exercícios físicos regularmente, cuide da tranquilidade da mente e faça os controles e prevenções necessárias com o seu médico.

Independentemente das causas da perda de visão repentina, é preciso se consultar com oftalmologistas frequentemente. Essa é a única maneira de se certificar que não existe nenhum problema em seus olhos. Além disso, caso qualquer problema apareça, não hesite em contatar um profissional.

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Dra. Thais Mendes

Dra. Thais Mendes

Médica Oftalmologista; Especialista em Retina Clínica e Cirúrgica; Aluna de pós-graduação/doutorado UNIFESP-EPM; Retina Research Fellowship (University of California San Francisco 2012-2014); Membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo. Fellowship Clínico e Cirúrgico em Retina e Vítreo (Instituto Suel Abujamra 2009-2012); Fellowship de Ultrassom Ocular (Santa Casa de São Paulo 2011-2012).

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