Como não pegar conjuntivite!

Como não pegar conjuntivite!

Em um belo dia, você acorda com olhos vermelhos, coçando muito e, de repente, está lacrimejando o tempo todo e com uma sensação constante (e incômoda) de areia nos olhos. Nessa hora, você pode até pesquisar como não pegar conjuntivite, mas é tarde demais para isso!

De toda forma, é possível aliviar os sintomas da conjuntivite e evitar essa situação futuramente. Nós estamos aqui para ajudar a fazer isso. Neste artigo, vamos falar um pouco mais sobre essa enfermidade que acomete milhares de pessoas no mundo todo.

Então, se você deseja saber como se pega essa doença, quais os tipos, os principais sintomas e as formas corretas de tratamento, continue a leitura!

O que é a conjuntivite?

A conjuntivite nada mais é do que a inflamação da conjuntiva, uma membrana transparente que reveste o globo ocular (parte branca do olho) e a porção interna da pálpebra.

Dê play no vídeo abaixo com o Dr. Alexandre Rosa para saber mais sobre as partes dos olho e entender onde fica a conjuntiva.

Geralmente, a infecção começa primeiro em um dos olhos, mas, com o passar dos dias, o outro acaba sendo afetado. Se bem tratada, não costuma deixar sequelas e dura, em média, de uma semana a quinze dias.

Mas também há a possibilidade da doença se desenvolver de forma crônica, durando mais de quatro semanas. Nesses casos, é importante fazer um acompanhamento médico para controlar os sintomas da conjuntivite que impactam na qualidade de vida.

Qual o período de maior incidência?

A incidência da conjuntivite aumenta durante as estações do verão e do inverno, pois são as épocas nas quais nos expomos mais a situações que envolvem aglomeração de pessoas.

Já no outono, o risco está relacionado à baixa umidade do ar, que tende a ressecar as mucosas e abrir espaço para a contaminação.

E esse problema também pode ocorrer na primavera, quando há o contato direto com objetos contaminados. Ou seja, a conjuntivite pode ocorrer durante todo o ano, dependendo diretamente dos hábitos e costumes de cada um.

Além da época do ano, há pessoas que são mais propensas a essa infecção, como aquelas que fazem atendimento ao público ou professores, que convivem com crianças que coçam os olhos com mais frequência e não tem o devido cuidado para evitar a infecção de terceiros.

Além disso, alguns trabalhadores que manuseiam certos materiais, como medicamentos, produtos químicos, metais e vidros, também têm uma tendência maior à infecção nos olhos.

Quais os sintomas de conjuntivite?

Os sintomas de conjuntivite podem variar de acordo com a causa da inflamação. Mas, de forma geral, incluem:

  • vermelhidão;
  • inchaço das pálpebras;
  • lacrimejamento intenso;
  • secreção purulenta ou esbranquiçada;
  • coceira;
  • ardência;
  • visão embaçada;
  • dificuldade de abrir os olhos ao acordar e
  • maior sensibilidade à luz (fotofobia).

Há mais de um tipo de conjuntivite?

Para saber como não pegar conjuntivite, é importante compreender os seus tipos, que se dividem em quatro e são definidos conforme a sua causa e sintomas:

  • viral;
  • bacteriana;
  • alérgica e
  • tóxica.

Como falado, os sintomas podem variar de acordo com a causa, mas tendem a ser percebidos da mesma forma pelos pacientes. Portanto, a melhor maneira de diferenciá-las é procurando atendimento oftalmológico especializado.

Continue a leitura para conhecer os diferentes tipos de conjuntivite:

1. Conjuntivite viral

Causada por vírus (principalmente os adenovírus), esse é o gênero mais comum, por ser de fácil disseminação. Sua transmissão, ao contrário do que muitos pensam, não é feita através do ar, mas pelo contato com secreções oculares, tosse ou espirro de pessoa infectada, ou ainda com objetos contaminados.

Os sintomas da conjuntivite viral dos quais as pessoas mais se queixam são sensação de areia nos olhos, secreção esbranquiçada e lacrimejamento intenso.

É importante saber que a resolução completa do quadro pode levar até duas semanas e, dependendo da gravidade, sobretudo do subtipo de adenovírus causador, podem aparecer manchas na córnea, provocando dificuldade visual.

2. Conjuntivite bacteriana

Esse tipo de conjuntivite é causado por bactérias como Staphylococcus, Streptococcus, Clamydia e Neisseria (conjuntivite gonocócica). O seu aparecimento é menos frequente do que o da conjuntivite viral, no entanto, ela é mais perigosa.

Normalmente, é identificada pelos sinais de vermelhidão, secreção purulenta e inchaço intenso, mas o lacrimejamento não é tão frequente.

O contágio ocorre através de contato pessoal com a bactéria, por isso, evite encostar a mão suja nos olhos para não pegar conjuntivite.

A conjuntivite bacteriana pode aparecer em recém-nascidos, quando há a contaminação no canal do parto.

3. Conjuntivite alérgica

Em geral, esse tipo de conjuntivite afeta ambos os olhos. Ela é provocada por substâncias alérgenas, como poeira, pólen e pelos de animais. Em outros casos, a irritação se dá devido a elementos presentes nos xampus ou nas maquiagens.

Atenção! Se você já tem alguma alergia, como rinite ou bronquite, é mais propenso a essa condição.

Coceira intensa e muito inchaço são os sintomas de conjuntivite alérgica mais evidentes. A vermelhidão e o lacrimejamento, por sua vez, ocorrem em menor proporção com tempo de duração variável.

4. Conjuntivite tóxica

A maneira de se pegar conjuntivite tóxica é por meio da contaminação com produtos químicos, os mais comuns são:

  • tinturas de cabelo;
  • produtos de limpeza;
  • venenos agrícolas;
  • fumaça do cigarro e
  • alguns tipos de medicamentos.

Ela se manifesta através de olhos lacrimejando e com vermelhidão. Contudo, essas desagradáveis sensações costumam desaparecer rapidamente se a região for lavada com soro fisiológico.

Se quiser saber mais informações sobre os tipos de conjuntivite, dê play no nosso vídeo com a Dra. Thais Mendes.

Como é feito o diagnóstico da conjuntivite?

Como os sintomas da conjuntivite são similares, não é possível considerar apenas eles para fazer o diagnóstico. Deve-se realizar um exame com um especialista, o oftalmologista. Em alguns casos, pode-se coletar a secreção para análises mais específicas.

Não deixe de procurar o seu médico assim que aparecerem os primeiros sintomas! Na maioria dos casos e, especialmente, nas duas semanas iniciais, a conjuntivite é altamente contagiosa. O diagnóstico precoce pode ajudar na proteção das pessoas com as quais você convive.

Como é feito o tratamento da conjuntivite?

O tratamento da conjuntivite pode ser feito de diferentes formas, dependendo diretamente da sua causa. Mas, em todos os casos, é importante evitar esfregar os olhos ou utilizar produtos que irritam ainda mais a área. Além disso, a lavagem com soro fisiológico é recomendada para fazer a remoção da secreção e a limpeza ocular.

Em relação ao tratamento com medicamentos, é preciso consultar um oftalmologista, que fará o diagnóstico correto e indicará o colírio ou remédio ideal para você de acordo com o tipo da conjuntivite.

No caso da conjuntivite viral, não há, exatamente, uma metodologia a ser utilizada para o tratamento. Normalmente, é feito apenas o uso de colírios para diminuir os sintomas, que são bem incômodos.  Já nos casos bacterianos, é preciso utilizar antibióticos, que podem vir em gota ou em pomadas. E para a alérgica, é necessário um antialérgico.

Mas lembre-se, apenas um especialista poderá recomendar o tratamento para conjuntivite ideal para a sua condição. É importante, então, procurar um especialista para fazer o diagnóstico e utilizar os colírios mais indicados para o seu caso.

Por que o tratamento é importante?

Se o paciente seguir o tratamento da conjuntivite indicado pelo especialista, as chances de obter uma completa resolução do quadro são maiores. Além disso, usar a medicação correta e seguir as orientações dadas durante a consulta colaboram para evitar complicações e até sequelas.

É importante alertar, novamente, que somente o oftalmologista pode dizer qual o medicamento mais adequado para o seu caso, a dosagem precisa e o tempo de duração do tratamento. Siga as orientações oferecidas por ele e, em hipótese alguma, se automedique.

A automedicação pode trazer sérias consequências para a saúde ocular e ainda pode piorar os sintomas da conjuntivite. O uso de colírios corticoides sem prescrição, por exemplo, pode causar glaucoma, catarata, entre outros efeitos colaterais.

Além disso, interromper o tratamento ou aumentar a dose do medicamento receitado pode ser igualmente perigoso.

Como não pegar conjuntivite: veja nossas dicas

Agora que você já sabe tudo sobre essa doença, fica mais fácil compreender como não pegar conjuntivite, bem como impedir a sua disseminação, caso você ou alguém próximo já tenha contraído a doença. Selecionamos alguns cuidados essenciais, vamos a eles?

Evite o contato com a secreção de uma pessoa doente

Quando a conjuntivite é infecciosa (viral ou bacteriana), é importante evitar o contato com as pessoas infectadas, da mesma forma que elas devem se resguardar no período de infecção.

Nesse sentido, é melhor não ter contato direto com os mesmos utensílios domésticos e objetos contaminados, que devem ser higienizados antes de serem compartilhados. Entre os itens que exigem mais atenção, estão:

  • toalhas;
  • roupas de cama;
  • travesseiros;
  • almofadas e
  • outros itens que entram em contato com os olhos de uma pessoa infectada, como as lentes de contato.

Além disso, é bom lembrar que a forma viral ainda pode ser contraída pelo contato com a saliva. No entanto, isso não quer dizer que a conjuntivite se pega pelo ar.

Então, é possível conviver normalmente com alguém infectado, desde que se tenha cuidado com a higiene pessoal e não se compartilhe objetos pessoais ou alimentos.

Mantenha uma higiene pessoal adequada

A higiene é fundamental para evitar o contágio da conjuntivite. Mesmo quem não está convivendo com alguém doente, deve sempre lavar as mãos antes de levá-las aos olhos. Do contrário, é possível se contaminar diretamente, levando as bactérias ou vírus que vão causar a inflamação.

Um detalhe importante é que as bactérias e vírus são bastante resistentes, ainda que estejam em locais públicos. É o caso, por exemplo, de locais fechados, como ônibus e elevadores, além dos corrimãos de escadas.

Assim, como é quase impossível evitar esses lugares, é importante não colocar as mãos nos olhos sem lavá-las antes ou ao menos higienizá-las com álcool em gel.

Impeça a autocontaminação

Mais uma vez, é a higiene pessoal que pesará aqui. A verdade é que o nosso corpo carrega uma infinidade de bactérias e vírus. E eles podem habitar uma parte do corpo sem nenhum prejuízo, mas podem contaminar outras se forem levados até elas.

Um exemplo são bactérias que vivem normalmente no nosso intestino e na boca, mas que podem causar infecções em contato com os olhos.

Essa autocontaminação é muito comum. Por isso, deve-se evitar levar as mãos à boca e depois aos olhos. Da mesma forma, não se pode pegar ou coçar as partes íntimas e não lavar as mãos em seguida.

Outra situação facilmente ignorada é a contaminação de um olho pelo outro. Quando se coça o olho contaminado e, depois, o que está saudável, é quase certo que os vírus e bactérias serão transmitidos, ficando com conjuntivite em ambos os olhos.

Evite lugares fechados ou aglomerações

Há muitos relatos de pessoas que contraíram a conjuntivite após frequentar piscinas, ambientes fechados ou aglomerações.

Por isso, se você quer evitar os sintomas de conjuntivite é importante:

  • sempre usar os óculos de proteção quando for nadar;
  • não compartilhar protetores solares ou outros produtos pessoais e
  • buscar por espaços em que haja circulação de ar.

Suspenda o uso de substâncias que podem causar alergias

O olho é uma região naturalmente muito sensível, por isso muitas substâncias podem ser irritantes. A possibilidade de se ter uma alergia varia muito de uma pessoa para outra. Por isso, é importante prestar atenção às substâncias, como maquiagens, cosméticos e produtos químicos, assim como a data de validade deles.

Além disso, é necessário evitar o contato com os causadores de alergia, quando são conhecidos.

Da mesma forma, deve-se suspender o uso de qualquer material que possa entrar em contato com os olhos se começar uma irritação. É necessário lavá-los bem para retirar o produto, assim como as mãos, antes de levá-las aos olhos.

É válido frisar que, ao contrário da conjuntivie causada por vírus e bactérias, os alérgenos não são transmitidos de uma pessoa para outra.

Tenha cuidado ao usar lentes de contato

As lentes de contato também podem ser uma das causas da conjuntivite. Isso pode ocorrer quando esse item não é higienizado ou utilizado corretamente.

Além disso, pacientes que usam lentes de contato durante a conjuntivite podem agravar o quadro. Por isso, nós recomendamos:

  • fazer a higienização correta das lentes;
  • nunca dormir de lentes e
  • suspender o uso em caso de conjuntivite até liberação médica.

Esperamos que estas informações sobre como não pegar conjuntivite possam auxiliar você a ter mais saúde ocular e a procurar um oftalmologista, caso tenha qualquer tipo de sintoma.

Lembre-se sempre: ao ter qualquer sintoma, como vermelhidão, coceira ou secreção, consulte um oftalmologista para iniciar o tratamento da conjuntivite! É importante também orientar aqueles que convivem com você, tanto em casa quanto no trabalho, para ficar atento e, ao notar qualquer anormalidade no olho, evitar contato com outras pessoas.

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Dra. Thais Mendes

Dra. Thais Mendes é graduada em Medicina pela Universidade Federal do Pará (UFPA), realizou residência em Oftalmologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo. É especialista em Retina e Vítreo pelo Instituto Suel Abujamra (ISA/SP) e em Ultrassom Ocular pela Santa Casa de São Paulo. Tem Fellowship de Pesquisa em Retina pela Universidade da Califórnia (EUA), além de ser pós-graduanda da Escola Paulista de Medicina (Unifesp).

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