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Glaucoma tem cura?

Glaucoma: saiba sintomas, causas e o tratamento!

O glaucoma é uma doença ocular que pode não apresentar sintomas na fase inicial e durante um período considerável do desenvolvimento da doença, o que pode causar danos irreversíveis à visão e até a cegueira.

É uma das doenças oculares mais comuns na atualidade, em geral, está associada ao aumento da pressão dentro dos olhos, o que provoca diversas alterações anatômicas e fisiológicas no nervo óptico.

Para evitar que isso aconteça, o diagnóstico do glaucoma precisa ser rápido. Abaixo, vamos explicar tudo o que você precisa saber sobre essa doença e como descobrir os seus sinais. Acompanhe!

O que é Glaucoma?

Trata-se de um grupo de doenças provocadas por uma lesão no nervo óptico, que é o responsável por enviar ao cérebro as informações visuais, e, quando prejudicado, compromete a capacidade do indivíduo de enxergar, devido à perda de campo da visão.

O que é pressão ocular?

A pressão ocular é resultado de uma relação entre a produção e a drenagem do humor aquoso. O humor aquoso é produzido logo atrás da íris (parte colorida dos olhos), passa pelo centro da pupila e é drenado nas extremidade do olho, numa região conhecida como trabeculado. Precisa haver um equilíbrio constante entre a produção e a drenagem do humor aquoso.  A pressão normal varia entre 10 e 21 mmHg.

Quais os tipos de glaucoma?

Existem vários tipos de glaucoma, confira abaixo quais são:

Glaucoma agudo ou de ângulo fechado

Neste tipo, pressão ocular pode subir em razão de um bloqueio súbito na drenagem do humor aquoso.  A doença está diretamente ligada a um aumento súbito da pressão ocular. Esse tipo de glaucoma acontece repentinamente e o paciente pode ter crises intensas de dor ocular.

Glaucoma crônico ou de ângulo aberto

É o tipo mais comum. A pressão ocular aumenta gradativamente. Em geral, ocorre uma dificuldade na drenagem do humor aquoso, devido a um problema na região do trabeculado. Com a evolução da doença, há dano ao nervo óptico, podendo evoluir com perda da visão.

Glaucoma congênito

É quando o indivíduo  nasce com a doença. É um tipo raro e precisa ser tratado imediatamente quando descoberto, pois a maioria dos casos pode ser revertida com cirurgia.

Glaucoma secundário

A doença recebe esse nome quando sua origem tem uma causa externa. Pode ocorrer após o uso de medicamentos (corticóides), doenças oculares  (catarata, uveíte e similares), enfermidades sistêmicas ou até traumas.

Quais são as principais causas?

O principal fator de risco para o desenvolvimento do glaucoma é a pressão intraocular elevada. A região anterior do olho produz o humor aquoso que, quando não é drenado corretamente, pode ficar bloqueado e, assim, aumentar a pressão do olho.

No vídeo a seguir, é possível ver como o aumento da pressão ocular afeta o nervo óptico. A região em que ele se encontra é uma das mais frágeis do olho, pois não é protegida pela esclera.

Com isso, todo aumento de pressão dentro do olho fica concentrado na região do nervo óptico. Isso provoca um esmagamento da sua estrutura, com consequente aumento da região central (conhecida como escavação).

 

Descobertas recentes indicam que a hipotensão arterial noturna também pode levar a piora do glaucoma. Trata-se de um quadro em que a pressão arterial desce rapidamente para 20% abaixo do ideal durante o sono. O diagnóstico de hipotensão noturna só pode ser feito com um exame para medir a pressão arterial, chamado MAPA (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial).

Existem, ainda, outros fatores que podem favorecer o surgimento da doença, como o avanço da idade. A partir dos 40 anos, o indivíduo fica mais propenso a sofrer de glaucoma e o risco aumenta após os 60 anos. Diante disso, é recomendável fazer visitas preventivas anuais ao oftalmologista a partir dos 35 anos de idade, principalmente se houver histórico familiar de glaucoma.

Doenças como diabetes, hipertensão, hipertireoidismo, enfermidades cardíacas, tumores no olho, inflamações oculares, trauma ocular e deslocamento da retina também podem levar ao desenvolvimento do glaucoma.

A genética é mais um fator, principalmente no glaucoma crônico, por isso, quem possui casos da doença na família deve acompanhar a pressão intraocular regularmente com exames oftalmológicos adequados.

Os traumas também podem ser uma causa de glaucoma, mas esses casos são raros.

Quais são os sintomas do glaucoma?

Um dos  sinais da doença é a perda do campo de visão periférico. O prejuízo acontece de forma gradativa: começa suave, difícil de ser percebido pelo paciente. Depois, as perdas moderadas e severas já são identificadas em exames.

Muitos pacientes só percebem o dano quando ficam com a “visão tubular”. Nessa condição, apenas a visão central funciona corretamente e o portador tem a sensação enxergar através de um tubo na frente dos olhos. Nesse estágio, é comum que o indivíduo comece a tropeçar, esbarrar em objetos e sentir uma piora na qualidade da visão à noite.

Os sintomas podem evoluir para perdas grave da visão e até cegueira, por isso, pessoas dentro dos fatores de risco devem ficar atentas e fazer consultas regulares com o oftalmologista, para identificar cedo um possível glaucoma e conter o avanço dos prejuízos na visão.

Outros sinais da doença vão depender do tipo da doença:

  • Glaucoma crônico ou ângulo aberto: como o desenvolvimento da doença é lento, costuma não apresentar sintomas até o começo da perda da visão periférica descrita acima. Por isso ;e conhecido como o “ladrão silencioso”da visão.
  • Glaucoma agudo ou ângulo fechado: dor forte em um olho, visão embaçada e prejudicada, náuseas e vômitos, vermelhidão e inchaço nos olhos.
  • Glaucoma congênito: os sinais aparecem quando a criança tem poucos meses de vida, podem ser nebulosidade na vista, aumento do tamanho de um ou dos dois olhos, sensibilidade excessiva à luz, olhos vermelhos, muito lacrimejamento.

Por que o diagnóstico precoce é essencial?

O glaucoma é uma doença silenciosa que, se não for devidamente tratada, pode levar à cegueira permanente. Então, o diagnóstico precoce é fundamental para evitar problemas mais graves.

É importante mencionar que, infelizmente, não há o aparecimento de sintomas nítidos ou exuberantes e isso dificulta o diagnóstico. Assim, pode-se afirmar que muitas pessoas não sentem nada, mas quando começam a sentir pode ser tarde demais.

A descoberta tardia do glaucoma é sinônimo de que a doença provavelmente estará em um estágio avançado. Então, não se deve esperar que o paciente sinta alguma coisa para iniciar o tratamento.

Uma campanha de combate à doença foi promovida nos últimos meses. Seu principal objetivo é lembrar a população de se consultar com o oftalmologista para fazer exames regulares e garantir a saúde dos olhos. Essa recomendação serve para todos, mas principalmente para quem tem predisposição para o surgimento do glaucoma.

Como fazer o diagnóstico da doença?

Como o glaucoma pode ser assintomático no começo, o ideal é não esperar o corpo apresentar os sinais da doença para procurar um médico. Visitas regulares ao oftalmologista são a forma mais indicada para diagnosticar a doença precocemente.

Se notar qualquer sintoma de glaucoma, procure o médico imediatamente. Durante o atendimento, descreva detalhadamente o que sente. Para identificar o glaucoma, o oftalmologista faz um exame ocular que inclui a dilatação da pupila e a observação do fundo de olho para avaliar o nervo óptico, a estrutura mais acometida pelo glaucoma, além da medida da pressão ocular.

Mas, a pressão ocular pode oscilar, por isso são necessários outros exames.

Para completar o diagnóstico, o especialista realiza uma investigação completa da saúde do olho com:

  • avaliação do nervo óptico (biomicroscopia de fundo de olho e mapeamento de retina);
  • campimetria;
  • acuidade visual;
  • ​retinografia colorida do nervo óptico 
  • tonometria ou curva tensional diária— que também mede a pressão ocular;
  • e a gonioscopia, ou o uso de lentes especiais para analisar os canais de drenagem do humor aquoso.

Qual o papel da tomografia de coerência óptica (OCT) no diagnóstico do glaucoma?

A OCT é um exame que permite ver partes do olho, como o nervo óptico e a retina, em detalhes. Sua resolução é bem superior à do ultrassom e não há necessidade de contato direto com o olho.

Como o exame é realizado

O as pupilas do paciente devem ser dilatadas para a realização do exame. É um exame bem rápido: a realização nos  dois olhos não costuma demorar mais do que 15 minutos.

O aparelho é colocado a alguns centímetros dos olhos e o paciente deve ficar imóvel para que as estruturas oculares possam ser observadas corretamente. Qualquer movimento pode atrapalhar o processo e fazer que seja necessário repetir o exame.

Para que serve o exame

Os aparelhos mais modernos podem fazer diversos tipos de varreduras nos olhos. Assim, podem ser avaliados o disco óptico, as camadas de fibras nervosas da retina e toda sua estrutura sensitiva, além dos capilares que compõem a estrutura ocular.

Além disso, a OCT é considerada uma excelente opção para fazer o diagnóstico precoce e controlar a progressão do glaucoma. Além disso, ajuda a detalhar melhor o estudo do nervo óptico e das camadas de fibras nervosas ao redor deles.

Qual o tratamentos para o glaucoma?

O objetivo do tratamento é diminuir a pressão ocular, mas, assim como os sintomas, as especificidades variam de acordo com o tipo da doença.

Pacientes com glaucoma crônico geralmente são tratados com colírios. Os colírios pode atuar diminuindo a produção ou aumentando a drenagem do humor aquoso, o que irá levar a redução da pressão ocular.

Os glaucomas agudos em geral são tratados como emergência médica, em que são utilizados colírios, pílulas e até soluções endovenosas para baixar a pressão intraocular. Alguns casos demandam procedimentos de emergência, como a iridotomia com laser, que abre um novo canal na íris para diminuir a pressão.

Casos mais graves podem ser controlados com cirurgia (trabeculectomia) para abrir um novo canal para drenagem do humor aquoso.

No glaucoma congênito, o tratamento mais regular é a cirurgia que desobstrui os canais do ângulo. O procedimento é feito com anestesia geral.

Fique atento aos sintomas do glaucoma e visite regularmente um oftalmologista para que uma possível manifestação da doença seja descoberta no começo. Assim, há mais chances de que os tratamentos contenham seu desenvolvimento.

Isso facilita o diagnóstico precoce da doença e otimiza os resultados do tratamento. Assim, é possível garantir o sucesso na realização dos  procedimentos e, também, evitar maiores problemas.

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Comentários (4)

  • Ana Paula

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    Minha mãe está com uma bola no.meio da visão. Só enxerga de lado no olho esquerdo e no direito a visão está embaçada. O médico passou colírios…. e remédio para inflamação no olho. Porém já estamos tratando a 10 dias e não vemos melhora. O que fazer… estou perdida.

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    • RetinaPro

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      Ola Ana Paula, o ideal é retornar com o médico para reavaliar o tratamento, e descobrir o porque que não está melhorando. att RetinaPro

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  • Luiz Antonio

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    Muito bom o conteúdo, !!!

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    • RetinaPro

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      Ola Luiz Antonio, obrigado pelo contato e pelas palavras. Atenciosamente, Equipe RetinaPro.

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